Mamoplastia
0 Comentários

Conheça os riscos de implantar silicone nos seios

Cirurgia pode ter complicações como o aumento de estrias ou falta de sensibilidade na mama

 POR MANUELA PAGAN

Muitas mulheres se assustaram com as últimas notícias que chegaram à imprensa, sobre as próteses de silicone das marcas PIP e ROFIL. Segundo os especialistas na área, essas próteses apresentam sérios riscos à saúde, principalmente pelas elevadas chances de rompimento – problema específico relacionado à má qualidade do material em questão. Mas o implante de silicone nos seios, em geral, apresenta outros pontos que precisam de cuidado e nem sempre são considerados pelas pacientes que resolvem se submeter ao procedimento.

“Como toda cirurgia, a colocação de silicone apresenta riscos. Tomando as precauções necessárias, como a escolha de um bom médico e de uma clínica de confiança, a incidência de todos eles é pequena. Mas não por isso deve ser ignorada”, afirma o cirurgião plástico Antonio Graziosi, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Veja os riscos que os especialistas apresentam às pacientes nas consultas pré-cirúrgicas e analise se você tem disposição de enfrentá-los.

Rejeição da prótese

“A rejeição acontece quando há a formação de uma membrana em volta do silicone – essa capa é formada com a função de tentar expulsar o corpo estranho”, afirma o médico. Essa membrana não causa prejuízos à saúde, mas o seio fica mais firme ao toque. E, nos casos mais graves, pode haver deformação, com o seio em forma mais arredondada do que o normal.

Rompimento da prótese

A prótese estoura em aproximadamente 10% dos casos. Caso isso ocorra, a viscosidade típica do silicone impede que ele se espalhe pelo organismo e o gel acaba retido na prótese. O risco de rompimento, de acordo com o cirurgião, aumenta em três situações: durante a própria cirurgia, devido a algum trauma ou durante a realização da mamografia, exame em que é exercida pressão contra a mama. Apesar dos casos decâncer relacionados com as próteses de silicone PIP, no entanto, não existem indícios de que, com ou sem rompimento, há relação entre implantes mamários de boa qualidade e o aparecimento de tumores. “O caso PIP é um problema específico e não deve assustar as outras pacientes”, afirma o cirurgião da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Abertura da incisão cirúrgica

Em alguns casos, pode ocorrer a abertura da ferida operatória. O cirurgião plástico André Eyler, também da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, associa o problema a três fatores, especialmente: surgimento de infecção, ausência de alimentação balanceada ou subnutrição e tensão exagerada sobre a ferida (provocada por excesso de esforço ou falta de repouso, por exemplo).

“Pessoas que têm problemas de cicatrização e propensão à quelóides devem optar pela cirurgia via axilar, em que o silicone é colocado através de incisão nesta região. Isso porque essa área forma menos cicatrizes e, caso elas ocorram, ficam mais escondidas”, afirma Antônio. Ele enfatiza ainda que não há como saber qual será o tamanho das cicatrizes após a cirurgia. Quelóides podem aparecer, mesmo no implante via axilas. Além disso, a paciente precisa ser informada de que método dificulta o exame das mamas para detectar um possível câncer, a cicatriz atrapalha o toque médico. Outra opção é o implante periareolar, em que o silicone é colocado através dos mamilos. Nesse caso, apesar dos bons resultados e da movimentação dos braços ser liberada logo após a cirurgia (salvo nos casos em que há dor), a amamentação fica impossibilitada pelo corte dos canais que conduzem o leite. Há ainda o implante inframamário, em que a manipulação cirúrgica é menor e o resultado, bastante satisfatório. “Sempre tenho este método como minha primeira opção”, afirma André.

Flacidez e estrias

Caso a qualidade da pele na região dos seios esteja comprometida (mamas caídas ou com muitas estrias), pode surgir flacidez após a cirurgia – a pele não sustenta o volume enxertado com a prótese e cede. “Há risco de surgimento de novas estrias, inclusive”, afirma o cirurgião André Eyler. “Numa situação como esta, a inserção da prótese no plano submuscular, que retira o peso do implante a ser suportado pela mama, é mais indicada”, afirma o especialista.

Alteração da sensibilidade

Antônio explica que a falta ou o excesso de sensibilidade na região da cirurgia pode acontecer. “O procedimento cirúrgico consiste na abertura da pele para colocação da prótese. Nesse momento, pode haver a ruptura de nervos e alteração na sensibilidade. Mas, na maioria dos casos, essa condição tende a regredir e a sensibilidade volta ao normal”, afirma o cirurgião plástico Antonio Graziosi.

Infecção

Antônio explica que, com a assepsia correta e o uso preventivo de antibióticos, as chances de infecção após a cirurgia são muito pequenas. Em casos mais graves, caracterizados por sinais de infecção locais e globais intensos, como edema, febre, vermelhidão, pode haver necessidade de retirar a prótese. Se isso acontecer, deve ser feito tratamento com antibióticos e, depois que a infecção for curada, a prótese pode ser colocada novamente.

Inchaço e dor

A dor após o implante de silicone é certa, principalmente se a colocação do silicone for submuscular. Este método dói mais por que causa distensão dos músculos. Ele é indicado para mulheres que têm pouco tecido glandular e são muito magras. Também é recomendado em casos de risco de doeça da mama, pois facilita o exame de biópsia.

Caso as glândulas consigam dar boa proteção ao silicone, a prótese deve ser subglandular. Essa implantação é a mais comum. Existe também a técnica de colocação subfascial, em que o implante é colocado sob a fáscia muscular, uma espécie de camada que reveste o músculo. Este método é bom para quem tem a mama mais flácida.

O inchaço, que acontece em função da manipulação cirúrgica, está sempre presente e costuma melhorar um mês após a cirurgia.

Fonte:minhavida

beijos, Fran
20/05 2013
Mamoplastia
0 Comentários

Mulher saiu do sonho do novo seio para pesadelo após ter rejeição em operação

Após cirurgia plástica no seio, corpo de jovem “empurra” silicone para fora da pele

Mulher recorreu a sutiã de silicone para igualar seios após cirurgia-Reprodução/The Sun
Depois de realizar um sonho de colocar implante de silicone nos seios, Lauren Yarley, de 25 anos, passou a viver um pesadelo. De acordo com o jornal britânico The Sun, após a operação, seu corpo teve rejeição e começou a “empurrar” o silicone para fora da pele.
Segundo a publicação, tudo começou dois meses do procedimento quando a jovem começou a perceber que o seio direito estava maior que o esquerdo, além de estar “duro”. A cirurgia então foi refeita. Porém, dois meses mais tarde, o tecido ao redor do implante começou a forçar o silicone a sair por meio dos pontos debaixo dos seios.
Logo depois, os médicos disseram a jovem não poderia passar por uma nova operação, pois seu corpo precisava de um tempo para a cicatrização. Constrangida com a situação, Lauren lembra que para “não ficar com um seio maior que o outro”, passou a usar sutiã de silicone.
— Eu não acreditei quando vi o silicone saindo do meu seio. Os médicos no hospital disseram que nunca haviam visto algo parecido. Eles não acreditavam. Eu estava muito confiante depois que consegui aumentar meios seios, que eram como os dos meninos. Mas perdi tudo de novo quando eu fiquei com um peito desigual.
A jovem ainda contou que, quando ela pagou pela cirurgia, os médicos lhe disseram que era comum o corpo rejeitar implantes.
— Mas não pudia acreditar que isso aconteceria da forma com que aconteceu. Minha irmã fez cirurgia no mesmo dia e na mesma clínica e não teve problemas. Suponho que eu que tive má sorte.  Definitivamente é a pior recordação que vou ter sobre plástica.
Ainda segundo o jornal, a jovem teve uma contratura capsular, ou seja, o corpo criou uma cápsula de emissão cicatriz fibrosa sobre o implante de mama, como parte do processo de cura. Esta é uma reação natural que ocorre quando qualquer objeto estranho é cirurgicamente implantado no corpo.
Segundo explicações médicas, o tecido de cicatriz começa a diminuir ao longo do tempo, mas isso varia de pessoa para pessoa. Em alguns casos, como por Lauren, a cápsula pode apertar e comprimir o implante. Lauren poderá passar por uma nova cirurgia.
Fonte: r7
beijos, Fran
19/05 2013
Mamoplastia
0 Comentários

Vias de colocação e incisão

Este tipo de incisão é a melhor escolha para as pacientes que têm uma aréola muito pequena (diâmetro menor do que 4 cm) e que não querem utilizar a via de acesso pelo sulco inframamário. Ao optar pela via axilar a paciente evita qualquer cicatriz na mama. A incisão é feita na axila, na parte mais anterior desta, para permitir a confecção do espaço para a futura prótese. A exemplo da via periareolar e da inframamária, a prótese poderá ser colocada nos seguintes planos:

  1. abaixo da glândula mamária (subglandular)
  2. abaixo da fáscia do músculo peitoral (subfascial)
  3. abaixo do músculo em si (submuscular ou retropeitoral)
As vantagens e desvantagens de cada plano são descritos a seguir, independente da via de aceso.
O plano subglandular é o mais utilizado por ser o mais fácil de descolar e por permitir uma boa hemostasia durante a cirurgia (controle do sangramento). A dor e  desconforto no pós-operatório são mínimos e duram poucos dias. É importante ressaltar que a colocação dos implantes de mama NÃO altera a detecção do câncer de mama, pois durante a mamografia faz-se uma manobra para afastar ou rechaçar a prótese para fora da incidência do Raio-X. Ou seja, este passa pela glândula mamária sem passar pela prótese, detectando assim eventuais alterações benignas ou malignas. A desvantagem deste plano é que em paciente muito magras e sem nenhuma tecido mamário a prótese poderia ficar muito visível. Além do resultado poder ficar artificial, existe sempre a possibilidade de se formarem pequenas dobras (rippling). Quando há tecido mamário suficiente, estas ondulações não aparecem, mas quando a paciente não tem nenhum volume mamário ou bem pouco, indica-se a colocação no plano submuscular.
O plano subfascial utiliza uma membrana que reveste o músculo peitoral, chamada de fáscia peitoral, para “hospedar” a futura prótese.  O sangramento é igual ao do plano subglandular porém a dissecção desta fáscia é mais difícil, tornando a cirurgia um pouco mais demorada. Uma eventual vantagem deste plano seria um resultado mais duradouro, pois a ptose mamária (caimento) demoraria mais para acontecer, devido a hipotética sustentação que a fáscia oferece. Em relação às pacientes muito magras e sem glândula, a fáscia também ofereceria uma barreira a mais para evitar o aparecimento do rippling (ondulação). Na prática esta técnica é pouco utilizada pelos médicos no Brasil.
O plano submuscular é o mais utilizado depois do plano subglandular.  As indicações para se colocar a prótese neste plano são:
  1. paciente muito magras que precisam de uma barreira a mais entre a pele e o implante para que este não se torne visível
  2. paciente que desenvolveram contratura capsular no plano subglandular e que precisam trocar de plano
  3. pacientes com forte história de câncer de mama na família (e também câncer de próstata em parentes homens, pois são relacionados)  e que precisam de uma barreira entre a glândula mamária e a prótese em si, pois eventuais puncões para biópsias podem ser indicadas
Além destes fatores também podemos citar a preferência do cirurgião. Na prática alguns médicos têm a preferência por este plano e acabam indicando por estarem mais familiarizados com este tipo de dissecção. A desvantagem do plano submuscular é a dor ou desconforto no pós-operatório. Há uma necessidade maior de analgésicos e as restrições como dirigir ou fazer exercícios duram mais tempo.
É importante citar que a via axilar pode ser utilizada com ou sem auxílio de aparelho de vídeo, ou seja, há médicos que fazem sob visão direta e outros que utilizam uma câmera de vídeo e pinças longas para preparar o plano de colocação da prótese. Não há diferenças no resultado e há que se tomar cuidado com eventuais propagandas que citem “prótese por vídeo” como sendo um diferencial para se chegar a melhores resultados.
A preferência do autor deste site ocorre na seguinte ordem:
  1. prótese via areolar no plano subglandular, indicada para a maioria das pacientes, pois muitas têm aréola > 4cm e têm algum volume de glândula mamária. A cicatriz é quase imperceptível.
  2. prótese via axilar no plano subglandular, evitando assim a cicatriz no seios (apesar desta ficar muito apagada) e evitando a dor no pós-operatório e permitindo um retorno mais rápido às atividades do dia-a-dia
  3. prótese via axilar no plano submuscular, especialmente em pacientes muito magras e com confirmação de câncer de mama comgene familar presente
Outros dois detalhes importante são que próteses de mama NÃO interferem na amamentação, qualquer que seja o plano escolhido e que a via axilar NÃO interfere no linfonodo sentinela. Este linfonodo NÃO é utilizado para detectar o câncer de mama e sim para avaliar a extensão da doença em pacientes que já estão com câncer de mama. Além disso já está mais do que comprovado de  que a prótese via axilar não interfere nesta avaliação.
Em relação ao formato e volumes das próteses pela via axilar, praticamente não há diferenças com a via areolar. Eventualmente volumes muito grandes (>400ml) poderiam ser difíceis de passar pela incisão (tanto areolar quanto axilar) e poderia ser indicada a incisão inframamária. De novo, cada caso é diferente, uma aréola grande até poderia permitir a passagem de tais volumes. Um exame físico detalhado e uma consulta bastante explicativa são fundamentais para esclarecer todos os detalhes e se chegar a um consenso com a paciente sobre volume, via e plano a serem utilizados.
Fonte:guiadacirurgiaplastica
beijos, Fran
19/05 2013
Topo