Plásticas
0 Comentários

Evitar alguns medicamentos e vitaminas antes da cirurgia plástica diminui os riscos

Os cuidados são simples e previnem dificuldades de coagulação e complicações na anestesia
Ela nem sempre é levada a sério, como merece. Mas uma cirurgia plástica envolve tantos riscos como qualquer outro procedimento desse tipo. Os cuidados, sem dúvida, começam nos exames pós-operatórios: eletrocardiograma, hemograma, coagulograma, urina e glicemia, conforme solicitação do médico. Só isso, no entanto, é insuficiente para reduzir os riscos de que algo fuja aos planos. Pouco levada a sério,Há sempre um risco calculado para toda e qualquer atividade realizada e a função de um bom médico é reduzir esses riscos , afirma o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Regional São Paulo, João de Moraes Prado Neto.

Uma simples vitamina E ou uma substância para dar mais pique como o ginseng pode interferir no sucesso de uma cirurgia. Botox, preenchimentos e linhas de sustentação podem afetar de forma negativa o resultado e precisam ser eliminados por completo do organismo antes da intervenção cirúrgica.

Abaixo, o cirurgião indica uma série de cuidados que, normalmente, passam despercebidos e que podem interferir no resultado da plástica, retardando a recuperação do paciente.

Medicamentos na berlinda

Faça uma lista completa de todos os medicamentos que você vem tomando, antes de enfrentar o bisturi. O ácido acetilsalicílico (componente da aspirina), antiinflamatórios e alguns antidepressivos são incompatíveis com algumas drogas anestésicas usadas no pré-operatório. Mais recentemente, descobriu-se que o ginseng, a gincobiloba, e a vitamina E podem interferir na coagulação do sangue, causando hemorragias , afirma o cirurgião.

Ele afirma que o consumo desses medicamentos deve ser suspenso 15 dias antes da realização da cirurgia, para que o corpo metabolize totalmente a droga. Os cuidados precisam ser redobrados no caso do ginseng, que demora para ser eliminado no organismo , explica o cirurgião plástico Cecin Daoub Yacoub, também da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Regional São Paulo.

Pacientes de risco

Os fumantes são considerados pacientes de risco para a realização de qualquer tipo de intervenção cirúrgica, bem como os obesos e pessoas com grande quantidade de varizes. As mulheres que fazem uso de hormônios para reposição na fase da menopausa também merecem atenção redobrada. Esses pacientes apresentam grande chance de desenvolverem uma embolia durante a realização de cirurgias consideradas de grande porte , explica Prado Neto.

No caso das fumantes que utilizam anticoncepcionais , o risco de formação de coágulos é ainda maior. O médico é enfático ao afirmar que não realiza cirurgia de abdômen e lifting facial nesse grupo. Na plástica de abdômen há muitas artérias seccionadas tanto verticalmente quanto horizontalmente, por isso há a necessidade do paciente possuir boas artérias que nutram o local. No caso dos fumantes, as artérias se fecham reduzindo em 50% o fluxo de oxigênio , afirma o presidente da SBCP-SP.

Atenção especial para eles

Alguns pacientes necessitam de atenção especial antes e durante a cirurgia, precisando ser assistidos por outro médico. É o caso de quem apresenta problemas cardíacos e precisa de um cardiologista durante a cirurgia. Como também no caso de pacientes diabéticos graves, que demandam um endocrinologista na cirurgia e no pós-operatório. Não há nada que impeça esses pacientes de se submeterem a uma cirurgia plástica. Mas, usualmente, solicito que consultem também um especialista para que ele peça mais exames , afirma Yacoub.

Cuidados específicos

A plástica de pálpebra (blefaroplastia) exige exames especiais para verificar a existência de catarata, glaucoma, entre outras enfermidades. No caso da cirurgia de nariz, o cirurgião plástico fazer uma análise do órgão do ponto de vista funcional, além de solicitar se necessário, exames mais aprofundados ao otorrinolaringologista.

Cirurgia proibida

Há casos em que é praticamente impossível realizar a cirurgia. Segundo a Sociedade Americana de Anestesiologia, os pacientes são divididos em cinco classes de acordo com o risco que apresentam ao se submeterem a uma cirurgia. Essa classificação vai de ASA 1 a ASA 5, e os classificados acima de ASA 3 apresentam um alto risco para a realização de intervenções por apresentarem um histórico extenso de doenças. Ocorrências como enfarte, angioplastia, cateterismo, diabetes, hipertensão e até idade avançada compõem um histórico de risco.

Houve um caso bem incomum em que o paciente realizou todos os exames de rotina solicitados por mim e nada foi identificado. No momento exato do primeiro corte, em função de minha experiência, percebi um sangramento em excesso, e não operei. Mais tarde, após solicitar um exame mais abrangente, foi identificada nessa paciente uma disfunção rara de coagulação no sangue. Cabe também ao médico ter bom senso e decidir quando deve parar , complementa Prado Neto. De cada 100 pacientes que procuram um médico cirurgião plástico, cerca de 2% são vetados.

Botox e preenchimentos

Nos casos de pacientes que estão sob efeito de botox e preenchimentos, é necessário aguardar passar o efeito das substâncias. A plástica só pode ser realizada seis meses depois de uma aplicação de botox (tempo necessário para que o medicamente deixe de agir sob a face). É a partir dos contornos reais do rosto do paciente que o cirurgião plástico pode atuar com mais segurança de resultados positivos.

Nos casos em que o paciente possui fios de sustentação no rosto, a cirurgia é ainda mais delicada. Quando descolamos a pele da face, encontramos uma trama de fios o que limita muito o médico na realização da cirurgia de lifting , explica o médico.

Riscos de infecção

São raros os casos de infecção quando a cirurgia é realizada em um hospital que obedece todas as normas (equipamentos de anestesia atualizados, monitores multiparamétricos, que servem para verificação permanente de pressão, freqüência cardíaca, respiração, saturação de oxigênio e de CO2 e traçado eletrocardiográfico, ou seja, monitoração do coração).

Além disso, é preciso um ressuscitador e desfibrilador para casos de emergência, como uma parada cardiorrespiratória. Um anestesista competente, zeloso e que permaneça ao lado do paciente durante a cirurgia, qualquer que seja a anestesia (geral, peridural ou sedação) também é imprescindível.

Nem pense em fazer uma plástica num consultório, sem as mínimas condições de higiene e médicos capacitados para atenderem às necessidades de seus pacientes. Nessas intermediadoras, muitas vezes o médico recebe, em cima da hora, a lista de pacientes que tem para operar e não sabe sequer quem as marcou, não tem um historio do paciente , afirma o presidente da Regional de São Paulo. O sofrimento de retalhos (possível necrose) pode ocorrer devido a um curativo mal feito, mas também tem baixo indicie de ocorrência.

Cuidados no pós-operatório

A panturrilha do paciente é de vital importância na evolução do pós-operatório. As veias indicam a força que o sangue venoso tem, pois haverá uma compressão do abdômen e, se as veias encontrarem resistência nessa compressão, há uma tromboembolia pulmonar.

Há duas formas para diminuir os riscos de tromboembolia de origem venosa (coágulo de sangue): o paciente não deve permanecer na mesma posição no leito e precisa caminhar lentamente no dia seguinte à cirurgia. Outro método utilizado, inclusive por Prado Neto, é uma bomba que massageia as pernas dos recém-operados, facilitando a circulação sangue e evitando o risco de complicações.

Termo de responsabilidade

Por respeito ao paciente e pelo compromisso de transparência, o médico não só deve informar verbalmente todos os riscos e limitações pelo quais o paciente vai passar, como deve lhe entregar um termo de consentimento para que ele tome ciência dos fatos e assine o documento. Isto é a prova inabalável da ética de um profissional que informa ao paciente os riscos calculados de qualquer procedimento cirúrgico.

Fonte: minhavida
beijos, Fran
23/02 2017
Plásticas
0 Comentários

Diabéticos podem fazer cirurgia plástica ?

 
A não ser que o diabetes esteja descontrolado ou que o paciente apresente um problema grave de saúde, não há contra-indicação para a cirurgia plastica. 
A cicatrização também não é problema, se a taxa de glicemia estiver bem equilibrada. 
Seguindo essas precauções, pessoas com diabetes tipo 1 ou 2 podem fazer qualquer tipo de cirurgia plástica, com resultados tão bons como costuma ocorrer com quem não tem diabetes.
 
Fonte: Banco de Saúde
beijos, Fran
22/02 2017
Plásticas
0 Comentários

Cirurgia plástica na adolescência

Na adolescência, se uma simples acne no rosto já causa desespero, estar fora dos padrões de beleza convencionais pode ser motivo para o início de um conflito com a aparência. Essa insatisfação com o corpo fez saltar em 141%, nos últimos quatro anos, o número de jovens com idade entre 14 e 18 anos que enfrentam as técnicas corretivas, uma prática que exige atenção aos detalhes para não causar traumas futuros.

Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) apontam que o número de procedimentos nesta faixa etária passou de 37.740, em 2008, para 91.100, em 2012, um crescimento 3,5 vezes maior que entre os adultos. A participação do grupo no total de cirurgias plásticas também subiu de 6% para 10%, no mesmo período. Na lista, a lipoaspiração é campeã da preferência feminina, enquanto os garotos se submetem mais à redução das mamas.
Lipoaspiração e implante de silicone nos seios são as cirurgias mais realizadas em meninas, enquanto os garotos se submetem mais a redução das mamas e correção da orelha de abano

Agência Hélice

terra
beijos, Fran
21/02 2017
12345
Topo