Plásticas
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Bioplastia de bumbum



BIOPLASTIA DE BUMBUM:

O que é BIOPLASTIA DE BUMBUM ?
Seria um procedimento que visa aumentar o bumbum colocando alguma substancia na região glútea. Geralmente se usa o Polimetilmetacrilato ou PMMA.

Que substancias existem para preencher e aumentar o bumbum?
Gordura da própria paciente ( Lipoenxertia), acido hialuronico e polimetilmetacrilato ( PMMA).

Quantos ml seriam necessários para fazer diferença estética?
Entre 150 ml a 300 ml.

Quais substancias preenchedoras já existe no nosso corpo?
Gordura e acido hialuronico.

E o PMMA, não existe no nosso corpo?
Não, e por esse motivo, muita atenção com essa substancia.
Ela provoca reações perigosas.
Endurece igual pedra. Pode se deslocar para coxa posterior, impossibilita vascularização local aumentando a chance de infecção local com saída de pus pela região. Não pode ser retirada a não ser que corte a pele do bumbum . Pode ter rejeição a ela, deixando a região glútea deformada.

Quanto custa um frasco de 1ml de PMMA?
Barato, em torno de 50 reais.

Quanto custa um frasco de 1ml de Acido hialuronico?
Cerca de 600 a 1000 reais. Multiplicado por 150 seria cerca 150 mil reais. Algo não lógico.

Os custos são diferentes para fazer um preenchimento glúteo com PMMA ou acido hialuronico?
Com certeza.
Por este motivo , quem faz este procedimento , infelizmente e lamentavelmente acaba usando o PMMA.

E pode usar estas substancias em quantidades grandes?
Ai esta o grande perigo.
Não deve ser usado.
Recomenda-se no máximo 3 a 5 ml.
E essa quantidade não dá diferença alguma na estética do bumbum.
Logo, a minha opinião é que não se deve fazer bioplastia de bumbum pelo alto risco de complicações. Sou contra o uso do PMMA em qualquer situação. Não aprovo o uso dele no bumbum nem no rosto.

Qual sua indicação para aumentar o glúteo?
Sem duvida, a lipoenxertia ou o uso da gordura da própria paciente possibilita melhor resultado, com menos chance de complicações, evitando o uso de substancias nocivas como o PMMA. Não uso PMMA e sou contra quem usa. A minha segunda opção seria a prótese de glúteo para pacientes que não tenham gorduras no corpo.
Fonte:Dr. Luis Pinotti

beijos, Fran
14/07 2013
Plásticas
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Quatro mulheres contam as etapas de suas cirurgias plásticas

Passo-a-passo da transformação

Por Tatiana Schibuola

Toda vez que a atriz Vera Fischer “entra em forma” para uma nova novela, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica registra alta em suas estatísticas. É o “efeito celebridade”. Basta uma mulher famosa anunciar que fez lipoaspiração ou implantou silicone e a procura por cirurgias do gênero dispara. Os números demonstram que as brasileiras (e os brasileiros, em menor porém significativa participação) são culturalmente desinibidas em matéria de aprimoramento estético: tendo a oportunidade e os meios, recorrem ao bisturi com desenvoltura. Em 2002, foram contabilizadas 370 000 cirurgias estéticas no país, um aumento de quase 6% em relação ao ano anterior. Quem não fez sonha em fazer – e é natural ficar com a cabeça cheia de dúvidas. Vai doer? Quantos dias ficarei fora de circulação? E as cicatrizes?

Nessas horas, é reconfortante lembrar que os avanços da medicina estética são constantes. Entre as melhorias obtidas nos últimos tempos contam-se as técnicas de lifting facial. No chamado minilifting, as incisões contornam apenas parte da orelha, corrigindo rugas e flacidez em toda a região do rosto abaixo da linha dos olhos. Outra técnica, baseada em laparoscopia, age na parte de cima: alisa testa e pés-de-galinha a partir de minúsculas incisões em pontos do couro cabeludo. Próteses de mama podem ser inseridas por um corte na região da axila, que não deixa cicatriz alguma nos seios. No caso da lipoaspiração, campeoníssima entre as intervenções estéticas no Brasil, uma anestesia que acrescenta soro fisiológico e adrenalina reduziu consideravelmente a perda de sangue; cânulas mais finas e métodos que detonam as células de gordura, como o laser, diminuem irregularidades na pele.

Mas, por mais que a medicina avance e por mais habilidoso que seja o cirurgião, ninguém passa por uma cirurgia impunemente. Para não se assustar depois, convém saber o que esperar. Por exemplo, quando os médicos dizem que haverá “algum desconforto”, isso significa dor. O cauteloso “vai doer um pouquinho” quer dizer dores fortes num primeiro momento, seguidas de alta sensibilidade na área afetada por uns dez dias. “Com o tempo, a cicatriz some” pode se traduzir em alguns anos para ela efetivamente não ser notada. Por mais injusto que possa parecer, cirurgias estéticas funcionam melhor em pessoas jovens. A lipoaspiração de gordurinhas na barriga de uma moça de 25 anos tem grande probabilidade de resultar num abdômen chapado, recoberto de pele lisinha. Na mulher de 40, a pele tem menos elasticidade e pode ganhar um efeito “ondulado”, que só a plástica pura e simples (com bisturi e um corte grande) irá evitar. A primeira semana de pós-operatório da maioria das cirurgias exige repouso completo, e a idéia de “pôr óculos escuros e ir trabalhar” não é nada viável. Uma paciente recém-saída de um lifting no rosto, com a cabeça enfaixada, a face inchada e uma coleção de hematomas, sente-se mais personagem de filme de terror que profissional dedicada.

Para mostrar, passo a passo, todo esse processo, as quatro mulheres retratadas nesta reportagem foram acompanhadas ao longo de dois meses. Elas se submeteram às cirurgias mais comuns (lifting, lipo e silicone) e fizeram um diário de suas experiências. Que não haja nenhuma dúvida: depois dos percalços previsíveis, todas estão felicíssimas com os novos contornos.

Antes, durante e depois

Aida Carvalho, 53 anos, dona-de-casa, fez um minilifting, tirou as bolsas de gordura sob os olhos, corrigiu as pálpebras caídas e a diferença de altura entre as sobrancelhas. As fotos abaixo são o melhor testemunho do excelente resultado.

Fotos Pedro Rubens


Dia D
“Uma amiga me levou ao consultório. Estava muito tensa. Fui sedada, tomei anestesia local e não me lembro de mais nada. Oito horas depois, acordei, meio zonza. Minha filha veio me buscar. Cheguei em casa à noite, passando muito mal. Minha reação a anestésicos é sempre ruim, vomito sem parar. Por volta da 1 da manhã, consegui dormir.”

Um dia depois
“Continuei vomitando até a hora do almoço. À tarde voltei ao consultório para trocar o curativo e fazer punção do líquido acumulado. Ainda não me olhei no espelho. Não sinto dor, mas continuo com uma terrível sensação de incômodo.”

Dois dias
“Voltei à clínica para tirar o ‘capacete’. Quando vim para casa e me olhei no espelho, fiquei assustada: a raiz do cabelo estava suja de sangue, havia hematomas ao redor dos olhos e achei que eles pareciam arregalados. Se soubesse que seria assim, acho que não teria feito a cirurgia.”

Doze dias
“Quem faz uma cirurgia como essa tem de ter paciência para ficar em casa. Assisti à TV o tempo todo, recebi visitas de amigas. Só saí de casa para ir à clínica fazer drenagem linfática, que ajuda a diminuir o inchaço. A área ao redor dos olhos e do maxilar está meio amarelada. Uso base para disfarçar.”

Um mês
“Finalmente estou me sentindo bem. A sensação de incômodo desapareceu e só tenho hematomas ao redor do maxilar. Meu rosto ainda está um pouco inchado, mas acho que só eu noto.”

Dois meses
“Num encontro com a família todo mundo disse que eu estava bonita. As pessoas vêem algo diferente na gente e não sabem o que é. Meu rosto ganhou novo contorno e, quando acordo e me olho no espelho, não vejo mais aquelas bolsas horríveis sob os olhos. Grande parte das cicatrizes fica escondida sob o cabelo, e elas estão mais sutis.”Sugando as gordurinhas

Daniela Mafra, 28 anos, engenheira de alimentos, fez lipoaspiração nos culotes, na parte interna das coxas e na barriga. Suas roupas ficaram largas!

Ângela Vasconcelos, 40 anos, escrevente, fez lipoaspiração no abdômen e colocou silicone nos seios. Uma pequena ondulação na pele não a impediu de comemorar a nova silhueta.

Dia D

Daniela: “A cirurgia estava marcada para as 7h15. Às 5 da manhã eu já estava de pé, sem conseguir dormir. Cheguei à clínica, troquei de roupa e logo a anestesista me deu um sedativo. Só acordei às 17h, na cama, com a cinta modeladora. Senti um pouco de enjôo e tive de pedir ajuda para me levantar. Fui para casa no mesmo dia.”

Ângela: “As últimas coisas de que me lembro na sala de cirurgia são o clima descontraído e a brincadeira dos médicos. Acordei no quarto, totalmente grogue. Sentia um pouco de ardor nos seios, mas ainda estava sob o efeito da anestesia.”Um dia depois

Daniela: “Passei o dia deitada de barriga para cima, a única posição mais ou menos confortável. Senti dor, mas nada insuportável.”

Ângela: “Fora a dor nos seios, nada me incomodava muito. Fui para casa depois do almoço e a primeira coisa que fiz foi tomar um banho. Ao tirar a cinta, examinei-me em frente do espelho e, apesar do inchaço e dos hematomas na barriga, já deu para notar alguma diferença. Fiquei superfeliz. Fui direto para a cama. Aí é que comecei a sentir dor de verdade.”Dois dias

Daniela: “Tomei o primeiro banho. A água quente me deu moleza e enjôo. Olhei-me no espelho pela primeira vez. Nossa, é feio de ver. Havia hematomas na barriga, na parte de trás das pernas, no culote, no joelho. Ainda estava muito inchada.”

Ângela: “Fiquei o tempo todo deitada, assistindo à TV, e doida para me movimentar. Mas não podia nem levantar o braço. Sinto bastante dor nos seios.”Quinze dias

Daniela: “Tinha planejado voltar ao trabalho três dias depois da cirurgia, mas não consegui. Tive de esperar mais dois. Só voltei a dirigir sozinha depois de uma semana. Passar em cima de buraco era horrível. Precisei de ajuda para tirar e vestir a cinta, tinha dificuldade para me abaixar, para me movimentar. Fui ao médico preocupada, por não ver muita diferença. Ele disse que ainda estou bastante inchada. Continuo sensível da cintura até o joelho. Ninguém pode encostar que dói.”

Ângela: “Tirei os pontos e comecei a dirigir, embora ainda estivesse proibida. Também voltei ao trabalho. Não sinto mais dor nem sensibilidade e os hematomas praticamente desapareceram.”Um mês

Daniela: “Já posso deitar de bruços e os hematomas quase sumiram.”

Ângela: “Ainda estou bastante inchada. Minha barriga apresenta ondulações bem visíveis. Para combatê-las, terei de fazer várias sessões de drenagem linfática.”Dois meses

Daniela: “O resultado finalmente apareceu. As calças já estão bem largas no culote e minhas coxas não raspam mais uma na outra quando ando. Difícil foi agüentar a cinta por tanto tempo. Nos dias mais quentes, é terrível. Finalmente estou liberada.”

Ângela: “Estou superbem. Troquei a cinta por um modelador, que vou usar até desinchar totalmente. Os seios estão bem mais levantados. A única coisa que ainda incomoda é a ondulação no abdômen, que está diminuindo aos poucos. No final, acho que tudo valeu muito a pena.”Muito poderosa 

Antônia Fontenelle, 30 anos, é atriz e produtora teatral. Colocou próteses de 220 mililitros no seio direito e de 240 mililitros no seio esquerdo (“era mais caidinho”) e passou, exultante, do sutiã 38 para o 42.

Dia D

“Meu marido me levou ao aeroporto (moro no Rio e fiz a cirurgia em São Paulo) e estava bem tranqüila. A coisa engrossou na hora da anestesia, porque eu morro de medo. Antes de apagar, pedi: ‘Rezem por mim’. Não me lembro de mais nada desse dia, embora tenha acordado e ido para a casa de uma amiga à noite.”

Um dia depois
“Acordei sem dor, mas sentindo um incômodo danado. Com o peito todo inchado, ficou difícil respirar. Fui direto para o espelho. Tirei o sutiã e fiquei boba. Exceto pelo curativo sobre a aréola, estava tudo limpinho, perfeito.”

Quinze dias
“Desde o segundo dia depois da operação, quando voltei para casa, já estava sem o curativo, só usando o sutiã e um esparadrapo fininho para evitar atrito. Meu filho se tornou meu braço direito – eu, que sou superativa, não podia nem levantar o braço. Mas me comportei direitinho e não saí de casa.”

Um mês
“Liguei para o médico para saber se podia ir à praia. Ele liberou, desde que eu passasse bastante filtro solar. Senti-me poderosíssima. Acho que todo o inchaço foi embora e quase não há vestígio da cicatriz.”

Dois meses
“Já não preciso mais do sutiã. Meus seios estão perfeitos. Se soubesse que ficaria tão natural, até teria colocado um pouco mais.”

Fonte:VEJA/ABRIL
beijos, Fran
14/07 2013
Mamoplastia
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A moda dos seios fartos

Os riscos da moda dos seios fartos
Cresce a procura por implantes de silicone cada vez 
maiores e aumenta o número de adolescentes que  
desejam fazer essa cirurgia plástica. 
Especialistas indicam como evitar problemas

Mônica Tarantino e Rachel Costa

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As brasileiras estão redefinindo seu padrão de beleza corporal. Querem seios cada vez mais fartos – e desejam isso cada vez mais cedo. A constatação emerge de números obtidos por entidades que representam a área da cirurgia plástica e também da observação dos mais experientes e renomados cirurgiões plásticos do País do que acontece no dia a dia de seus consultórios. “Há uma década, as mulheres do Brasil queriam ser retas e musculosas. Agora buscam um corpo torneado e com mamas mais projetadas”, afirma o médico José Horácio Aboudib, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. O especialista, assim como a maioria de seus colegas, também não se surpreende mais ao encontrar na sala de espera de sua clínica meninas de 14, 15 anos, querendo saber como aumentar o número do sutiã. “Antes, elas queriam mudar o nariz, corrigir a orelha ou tirar uma pinta. Agora, vêm para aumentar os seios”, diz o cirurgião plástico Alexandre Senra, de São Paulo, referência em cirurgia plástica de mama. No consultório do mineiro Sebastião Guerra, chefe da Cirurgia Plástica do Hospital Mater Dei, de Belo Horizonte, 10% das consultas com jovens menores de 18 anos. “Em vez de festas ou viagens, muitas pedem aos pais uma prótese de silicone como presente de 15 anos”, conta o médico.
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O fenômeno agora registrado no Brasil é muito parecido com o que ocorre em outros países, em especial nos Estados Unidos. Lá, como aqui, a colocação de implantes para dar mais volume aos seios é a cirurgia preferida no campo dos procedimentos estéticos. A mais recente pesquisa sobre o tema, realizada em 25 países e divulgada na semana passada pela International Society for Aesthetic Plastic Surgery (Isaps), revelou que os EUA continuam puxando a fila dos países onde o procedimento é mais realizado. Em 2011, foram 284.351 procedimentos. Depois vem o Brasil, com 148.962 cirurgias para colocação de implantes de silicone. Em terceiro lugar está o México, com 72.712 procedimentos.
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TAMANHO
A advogada Veridiana trocou a prótese de 190 mililitros (ml) por uma de 255 ml
A procura por próteses maiores começou nos Estados Unidos, mas desembarcou no Brasil trazida por um movimento de padronização de beleza que se espalha pelo mundo. “A partir dos anos 2000, os padrões começaram a ser mais universais”, afirma o cirurgião plástico Alexandre Munhoz, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, e consultor de uma das marcas de implantes. “Há uma década, a brasileira usava implantes em torno de 180 mililitros (ml). Agora, a média fica entre 200 ml e 340 ml”, observa. Na clínica do cirurgião plástico Aboudib, no Rio de Janeiro, a média varia entre 255 ml e 315 ml. Seu colega mineiro Sebastião Guerra lembra que não há mais no mercado próteses de 120 ml. “O volume começa em 140 ml”, diz. “Há 25 anos, eu colocava 60 ml, 80 ml e até 120 ml. Minha média atual chega a 280 ml”, afirma ele, que já colocou implantes de 375 ml. Um levantamento da Allergan, fabricante de próteses, dá uma ideia de como está ocorrendo a mudança. Segundo a empresa, 31% das cirurgias feitas com próteses da marca no ano passado usaram modelos de 300 ml, seguidas pelas de 340 ml. Os médicos afirmam que os preços não diferem em relação aos implantes menores.
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PACIÊNCIA
Thaissa queria colocar o implante desde os 15 anos. Mas seus
pais não permitiram. Ela só fez a cirurgia seis anos depois
A advogada Veridiana Olinésio, de São Paulo, e a atriz Franciely Freduzeski, 33 anos, do Rio de Janeiro, estão entre as mulheres que aumentaram o volume das próteses. Veridiana colocou a primeira prótese aos 27 anos, de 190 ml, e aos 33 anos, após a gravidez, optou por uma de 255 ml. “Eu pareço mais bem-disposta”, conta. Franciely também trocou após o nascimento do filho. “Coloquei 285 ml. Estou mais bonita.”
Assim como o tamanho mais avantajado dos seios, a idade cada vez mais precoce de quem busca esse efeito obedece a uma tendência mundial. Quando começou a ser realizado, o implante de silicone era quase restrito a mulheres mais velhas, por volta dos 45 anos, que desejavam recuperar as formas da juventude. Hoje, não se trata mais de restaurar algo que foi perdido, mas simplesmente de tornar os seios mais atraentes e bonitos para as próprias jovens. O médico Sebastião Guerra, por exemplo, atendeu uma menina de 13 anos que insistia em aumentar o peito porque tinha certeza de que isso mudaria sua vida. Queria tanto que convenceu os pais. “Ela não saía de casa, não ia à piscina, não vestia uma blusa mais decotada”, lembra o cirurgião.
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O desejo de ficar mais bonita é absolutamente legítimo. Os especialistas alertam, no entanto, para a necessidade de ter bom-senso e fazer as devidas ponderações na hora de escolher como e quando se submeter à cirurgia. Aumentar demais o tamanho dos seios e colocar próteses muito cedo traz riscos que não devem ser ignorados. No que diz respeito ao volume, há chance de o contorno da prótese ficar destacado na região do colo quando o diâmetro da mama não é respeitado. “Pode haver também uma extensão não harmoniosa na direção lateral ou a possibilidade de as próteses se encostarem, o que dá um efeito muito artificial”, observa o cirurgião plástico Renato Saltz, radicado em Salt Lake City, nos Estados Unidos, e ex-presidente da American Society of Aesthetic Plastic Surgery. “Por isso é fundamental respeitar a anatomia original da mama e seus limites”, diz.
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DESEJO
Orientada pelos pais, a paulistana Julia Spinardi esperou quatro
anos antes de colocar a prótese. Está feliz com o resultado
Mais um desdobramento possível é a queda da mama se a pele da paciente não der sustentação ao volume inserido. Também pode ser que a mulher não goste do resultado. Aí, o jeito é enfrentar uma nova operação. “Tenho feito muitas trocas de implantes maiores por menores em jovens que querem parecer mais elegantes”, diz o cirurgião plástico Marcelo Sampaio, do Núcleo de Mastologia do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.
Em relação à idade, o estágio de desenvolvimento do corpo da adolescente é decisivo. A menarca, ou primeira menstruação, por exemplo, é um dos critérios de seleção usados por alguns médicos. Outros só realizam a cirurgia se a paciente concluiu o processo de maturação sexual e suas mamas alcançaram o que se chama de estágio 4, do tamanho do de uma mulher adulta. “Para os endocrinologistas, a conclusão do desenvolvimento corporal só ocorre por volta dos 17 anos. Pode ser que se dê antes, mas também pode ser que as mamas não tenham chegado ao seu tamanho definitivo. É preciso examinar a adolescente muito bem”, explica a endocrinologista Cláudia Cozer, coordenadora do Núcleo de Obesidade e Transtornos Alimentares do Hospital Sírio-Libanês. Depois dessa etapa, a glândula mamária não cresce mais, ainda que possa ganhar volume por causa da distribuição de gordura corporal. “Médicos mais conscienciosos não deveriam colocar implantes antes dessa idade, a não ser em situações muito sérias de alterações do desenvolvimento”, afirma a médica.
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* Alexandre Senra, Alexandre Munhoz e Renato Saltz
É consenso que a colocação de implantes de silicone em jovens mal selecionadas para o procedimento pode provocar grandes estragos. “Se a prótese esticar demais a pele, pode comprimir a glândula mamária da adolescente e atrapalhar o crescimento”, explica o cirurgião Sebastião Guerra. Outro risco é o surgimento de estrias, um dos principais efeitos colaterais desse tipo de cirurgia quando feita na adolescência. “Em geral, elas aparecem quando o implante é maior e faz os tecidos de sustentação se romper, abrindo caminho para a flacidez futura”, explica o cirurgião plástico Carlos Uebel, presidente da International Society for Aesthetic Plastic Surgery.
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Para evitar erros tanto na escolha do tamanho como na definição da idade para colocar a prótese de silicone, a cirurgia plástica oferece novidades e, principalmente, muito conhecimento. Em relação ao tamanho, por exemplo, novos recursos dão uma noção antecipada dos resultados da colocação do implante. Isso é possibilitado por programas de computador que, a partir de imagens digitais das pacientes, fazem uma simulação em 3D de como ficará o corpo após a cirurgia. “O objetivo é ter uma ideia mais realista do resultado”, explica o cirurgião plástico Ricardo Cavalcanti, de São Paulo. O instrumento está sendo usado por especialistas como Cavalcanti e o médico Alexandre Senra, de São Paulo, entre outros.
Também é possível transpor as medidas do seio original para os sites dos fabricantes e avaliar diversos tamanhos sugeridos. Além disso, durante a cirurgia, os especialistas costumam testar alguns modelos pré-selecionados antes de inserir o implante definitivo. “São tentativas de aproximar o resultado final daquilo que a paciente espera. As chances de isso acontecer são maiores se o cirurgião for experiente e a mulher não alimentar falsas expectativas. Por isso deve-se conversar muito antes”, afirma o cirurgião Renato Saltz. A apresentadora de televisão Monica Apor, 31 anos, seguiu esse roteiro de recomendações e colocou uma de 250 ml. “Queria um corpo mais harmonioso e consegui”, diz.
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MUDANÇAS
Franciely (acima) colocou prótese de 285 ml após o nascimento
do filho. Monica (abaixo) seguiu as recomendações do
médico e está satisfeita com o implante de 250 ml
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Quanto à idade certa, há alguns parâmetros disponíveis. Nos Estados Unidos, a recomendação da American Society of Aesthetic Plastic Surgery é não fazer procedimentos cirúrgicos estéticos em menores de 21 anos. No entanto, conforme pesquisa da entidade, até 1,5% das cirurgias de aumento de mama nos EUA é feita em garotas com menos de 18 anos. A sociedade internacional sugere não realizar o procedimento antes dos 16 anos.
Nessa questão, é preciso considerar ainda a maturidade emocional das garotas. “Algumas meninas se sentem muito sedutoras e poderosas com seus implantes. Podem precisar de apoio psicológico para pensar sobre o que está acontecendo com elas”, diz o psiquiatra Bruno Raffa, do Hospital São Lucas, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. O papel dos pais é decisivo nessa situação. “Eles, que geralmente pagam pelo procedimento, precisam participar da discussão e colocar limites. Faz parte do crescimento”, diz o médico. Raffa aconselha os cirurgiões a se certificarem de que a adolescente conseguiu entender todas as etapas do procedimento e as mudanças pelas quais seu corpo passará. O médico precisa também avaliar o grau de expectativa da menina. “Se ela tiver prognósticos irreais, continuará insatisfeita”, diz o especialista. Alguns médicos encaminham as pacientes mais jovens para uma avaliação psicológica antes de decidir se fazem ou não a cirurgia.
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PROJEÇÃO
O cirurgião plástico Senra usa aparelho que simula como será o resultado
Quando os passos são dados a seu tempo, a satisfação aparece. Foi assim com a estudante de direito carioca Thaissa Rodrigues, 23 anos, que colocou 230 ml há dois anos. A vontade começou aos 15 anos, mas seus pais conseguiram adiar a realização do desejo. “Ainda bem que eles fizeram isso, porque agora o resultado ficou muito bom e mais proporcional”, diz. A paulistana Julia Spinardi, 19 anos, viveu um processo parecido. “Queria aumentar os seios desde os 15, mas meus pais não deixaram e só pude fazer a cirurgia recentemente”, conta. “Agora estou contente.”
Fotos: David Falk/gettyimages, João Castellano e Orestes Locatel/ag. Istoé, Pedro Dias, Kelsen Fernandes
Fonte:ISTOÉ
beijos, Fran
13/07 2013
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