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Dismorfia: pacientes com imagem distorcida de si mesmos não devem fazer cirurgias plásticas

disformia

A dismorfia é um transtorno psicológico que está relacionado com uma falsa percepção da própria imagem. É também conhecida como síndrome da distorção da imagem ou transtorno dismórfico. Os pacientes que sofrem desse distúrbio não possuem uma visão real sobre a sua imagem, caracterizando grande insatisfação com sua estética corporal e/ou facial.

No caso da relação entre a dismorfia e a cirurgia plástica, é importante entender que um dos fatores primordiais para o sucesso de uma cirurgia plástica é que o paciente tenha expectativas realistas quanto aos resultados. Por isso é fundamental que cirurgião e paciente conversem e entrem em sintonia em relação as expectativas.

Se o paciente apresenta expectativas não realistas, como no caso do transtorno dismórfico em que a pessoa possui uma visão distorcida da sua imagem, é contraindicado realizar qualquer cirurgia plástica estética, seja corporal ou facial. Pois expectativas não realistas podem levar ao insucesso da cirurgia e a insatisfação do paciente.

 Dessa forma, é preciso que o cirurgião plástico avalie o paciente e as suas expectativas, se for detectado que o paciente possui o transtorno dismórfico ele não deve ser operado, e o médico deve encaminhá-lo para um tratamento especializado, com um psiquiatra e/ou psicólogo.

Sendo assim, pacientes que sofrem de dismorfia só podem realizar uma cirurgia plástica se já tiverem passado por tratamento psicológico e tiverem uma liberação do seu psicólogo ou psiquiatra.

Vale ressaltar, que cabe ao cirurgião plástico sempre conversar com o paciente e alinhar as expectativas quanto aos resultados, assim transtornos como a dismorfia são identificamos pelo médico logo nas primeiras consultas. A conversa entre paciente e médico é essencial para uma cirurgia plástica de sucesso.

Fonte: Dr. Alan Landecker/MinhaVida

beijos, Fran
05/11 2015
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O que é ginecomastia?

GINECOMASTIA1

O termo ginecomastia, do grego “mama feminina”, refere-se ao aumento benigno, temporário ou permanente, da mama masculina em decorrência do desenvolvimento da glândula mamária.

Tanto a mama feminina, quanto a mama masculina, são formadas pela glândula mamária e por tecido adiposo (gordura). Entretanto, nos homens não há o estímulo hormonal para o crescimento da glândula mamária, que ocorre nas mulheres durante a adolescência. Desta forma, a mama masculina dita normal é formada de tecido gorduroso e uma incipiente glândula mamária. Porém, em uma considerável parcela da população masculina, ocorre o desenvolvimento da glândula mamária. Estima-se uma incidência da ginecomastia entre 32 e 36% com picos na adolescência (64%) e em idosos (40 a 60%).

A ginecomastia pode decorrer do aumento da glândula mamária isoladamente, ou associado ao aumento do tecido adiposo, dita ginecomastia mista. O aumento do volume mamário consequente exclusivamente ao acúmulo de tecido adiposo é classificado como pseudoginecomastia (ginecomastia falsa).

A ginecomastia está relacionada a causas fisiológicas, patológicas (associada a outras doenças), farmacológicas (medicamentos ou drogas ilícitas) ou idiopática (sem causa aparente). Entretanto, em todos os casos, há um aumento dos hormônios femininos e/ou diminuição dos hormônios masculinos na corrente sanguínea.

Devido à enorme gama de causas, a consulta médica de um paciente com ginecomastia deve ser abrangente, no intuito de direcionar a investigação e de propor o melhor tratamento. Exames laboratoriais raramente são necessários.

Ao exame físico apresenta-se como um aumento do volume da mama devido ao crescimento da glândula mamária, que à palpação é frequentemente de forma discóide, localiza-se atrás da aréola, é móvel e de consistência firme e elástica. Pode ocorrer nas duas mamas ou em apenas uma e apenas 10 a 20% das pessoas relatam dor à palpação.

Pessoas com ginecomastia não apresentam risco aumentado de desenvolvimento de câncer de mama. Desta forma, o tratamento da ginecomastia está indicado quando gera desconforto do ponto de vista estético ao paciente.

Adolescentes, em 65% dos casos, apresentam algum grau de ginecomastia, que normalmente regride espontaneamente em meses até poucos anos. Apenas 7,7% dos pacientes apresentam aumento do volume mamário após os 17 anos de idade. Desta forma, a cirurgia só é indicada nesta faixa etária após anos de observação ou quando afeta emocionalmente o paciente. Homens na andropausa apresentam incidência de 40 a 60% de ginecomastia, fruto da redução dos níveis sanguíneos de testosterona e do aumento do hormônio feminino.

O tratamento cirúrgico permanece sendo o de escolha na ginecomastia. A técnica cirúrgica dependerá do tamanho do volume mamário e da presença, ou não, de excesso de pele. Quanto maior o volume da mama e quanto maior o excesso de pele, maior serão as cicatrizes deixadas pela cirurgia

Texto de autoria do Dr. Carlos André Meyer/Cirurgião Plástico

Homepage : http://oblogdeplastico.com/

beijos, Fran
02/11 2015
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Abdominoplastia e mini-abdominoplastia: qual a diferença?

A abdominoplastia, e sua variante, a mini-abdominoplastia, ocupam o terceiro lugar entre as cirurgias plásticas mais realizadas no Brasil – são cerca de 80 mil procedimentos por ano.  O envelhecimento natural, a hereditariedade, a gestação e as oscilações de peso  podem ocasionar alterações estéticas e funcionais no abdome,  tornando esse procedimento necessário.

Tanto homens quanto mulheres  podem ter indicação para uma mini-abdminoplastia ou uma abdominoplastia. Mulheres que já tiveram filho ou não  e que desejam no futuro ser mães podem se submeter, pois essa cirurgia  não acarreta nenhum problema a gestação  embora o resultado obtido com a cirurgia ,  nesse caso vá ser perdido.

O excesso de pele na parte inferior do abdome associado a uma diástase (separação, afastamento excessivo) do músculo reto abdominal são as alterações que mais incomodam os pacientes. Dor abdominal, alteração do ritmo intestinal e assaduras na região são queixas funcionais que podem estar presentes.

Como fica o abdome durante a gravidez

abdome antes,durante e depois

Abdome antes da gravidez, durante a gravidez e após a gravidez.

Observe  a separação da musculatura. Em cerca de 30% das mulheres esses músculos não voltam a sua posição inicial após a gravidez.

Na consulta médica com um cirurgião plástico,  ele vai procurar essas alterações e decidir sobre o melhor procedimento a ser  realizado:  uma abdominoplastia clássica ou uma mini-abdominoplastia, baseado na distensão abdominal e na quantidade de pele excedente.

Durante a cirurgia de abdominoplastia (ou na mini-abdominoplastia) os músculos afastados são reaproximados com pontos, refazendo assim  a cinta de contenção abdominal.

Musculatura aproximada por pontos

Musculatura aproximada por pontos. Observe a melhor da parte anterior e também da cintura.

Na abdominoplastia o umbigo será reconstruído, ao passo que na mini-abdominoplastia não existe essa necessidade. Em alguns casos de mini-abdominoplastia o umbigo precisa ser reposicionado.

procedimento cirúrgico da abdominoplastia
Retira do excesso de pele, reconstrução do umbigo e sutura final.
Texto: Dr. Moises De Melo
Fonte: drmoisesdemelo.com.br

 

beijos, Fran
30/10 2015
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