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Seroma após procedimentos cirúrgicos

(foto: Sitapati.info/Reprodução)

Apesar de ser algo natural, relacionado à reação de “defesa” do corpo, o seroma, ou acúmulo de líquido debaixo da pele, é uma condição que pode aparecer depois de qualquer cirurgia, especialmente daquelas em que há manipulação da pele e do tecido adiposo, como ocorre na lipoaspiração, na abdominoplastia e na mamoplastia. Segundo o cirurgião plástico Luiz Molina, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), o seroma aparece, geralmente, perto da cicatriz da cirurgia.

“É uma reação inflamatória causada pelo próprio sistema imunológico do paciente. O líquido fica represado entre as camadas de pele, levando aos sintomas. Grandes descolamentos do retalho dermogorduroso, ou seja, de pele e de gordura, e manipulação dos canais linfáticos, são mecanismos ligados ao desenvolvimento de um seroma”, esclarece o médico.

Mas, vale lembrar que qualquer cirurgia com essas características pode causar seroma, não é algo exclusivo dos procedimentos estéticos.

De acordo com o cirurgião plástico, os primeiros sinais do seroma costumam ser inchaço ou abaulamento da região afetada. Em seguida pode ocorrer um extravasamento de líquido transparente da cicatriz. Em alguns casos também surgem inchaço, dor, vermelhidão e aumento da temperatura no local, sintomas típicos de inflamação ou infecção.

Normalmente, o seroma aparece nas primeiras duas semanas após o procedimento cirúrgico. Portanto, é nesse período que o paciente precisa estar mais atento às manifestações.

Luiz Molina afirma que o ideal é procurar o médico que fez a cirurgia para uma avaliação do seroma. “O seroma deve ser tratado para não evoluir para o que chamamos de seroma encapsulado. Normalmente, fazemos uma punção e se ainda voltar a formar algumas vezes, colocamos um dreno para ajudar na saída do líquido acumulado”, alerta o especialista.

Embora seja raro, quanto não tratado, o seroma pode evoluir e se transformar na versão “encapsulada”. “É quando o seroma é envolvido por um tecido fibroso e forma uma espécie de cápsula, chamado de pseudobursa. Isso pode levar a uma contração e a saliências que podem causar alterações importantes na cicatriz, evoluindo, em alguns pacientes, para deformidades que podem necessitar de correção cirúrgica”, comenta o cirurgião.

Prevenção

De acordo com o médico, algumas medidas podem ser adotadas ainda na cirurgia para prevenir o seroma. “O ideal é evitar espaços mortos na sutura do tecido subcutâneo. O uso de drenos após o procedimento também ajuda a eliminar o líquido para prevenir seu acúmulo”, diz Molina.

Além disso, é essencial que o paciente siga todas as orientações do pós-cirúrgico, de forma rigorosa. As cintas compressivas, por exemplo, são muito importantes para prevenir o problema, pois promovem a aderência dos tecidos e uma melhor cicatrização, deixando menores e comprimidos os espaços sob a pele. As recomendações de repouso, assim como fazer a correta higiene e curativos na cicatriz também são essenciais.

Fonte: Revista Encontro

beijos, Fran
06/04 2019
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