As cirurgias plásticas tem sido constantemente procuradas por adolescentes que não se sentem bem ou confortáveis com sua aparência. Veja quais são os cinco procedimentos mais procurados pelos jovens

Texto: Rita Trevisan e Louise Vernier / Foto: Shutterstock / Adaptação: Ana Paula Ferreira
2. Correção de orelhas em abano: é uma das poucas cirurgias que os médicos recomendam fazer durante a infância, entre os 5 e os 6 anos de idade. “Já temos inúmeras evidências científicas de que, nessa fase, a orelha já terá atingido 90% a 95% do seu tamanho final. Então, mesmo que ela continue se desenvolvendo depois, o impacto será mínimo”, atesta o cirurgião plástico Alan Landecker. Outra vantagem de fazer a intervenção antes da entrada no ciclo fundamental, na escola, é evitar que a criança fique exposta a apelidos e gozações que podem levar a traumas psicológicos;
3. Cirurgia do nariz: nessa intervenção, a avaliação do grau de amadurecimento físico do adolescente é fundamental para determinar a data em que será realizada a intervenção. O risco de esculpir o nariz precocemente é o de que ele continue se desenvolvendo por mais alguns anos, o que pode provocar assimetrias importantes;
4. Redução de mama: a cirurgia é indicada tanto para meninos quanto para meninas e é uma das intervenções que os médicos consideram fazer mais cedo, dependendo das implicações clínicas de cada caso. Nas meninas, o principal fator a ser avaliado é o impacto do crescimento dos seios na estrutura corporal e, mais particularmente, a sobrecarga na coluna. O fator pode levar um cirurgião a optar pela operação mesmo antes de a garota completar 16 anos, ainda que o risco de ter que refazer a cirurgia exista. Nesse caso, o médico estará lidando com dois riscos diferentes e optará por livrar a paciente dos problemas que poderão ocasionar complicações mais sérias. Nos meninos, a redução é um dos tratamentos para a ginecomastia, um crescimento avantajado das mamas e que normalmente se deve a questões hormonais. No entanto, a cirurgia nunca deve ser usada como a primeira opção terapêutica nesses casos. Em geral, pacientes com excesso de peso são orientados a emagrecer, para observar se há redução da mama ou não. “Também pedimos que esses meninos passem pela avaliação de um endocrinologista, para detectar se há distúrbios hormonais importantes. Em grande parte dos casos, a ginecomastia regride com um tratamento específico para esses distúrbios”, explica o cirurgião plástico Carlos Fontana, membro do corpo clínico do Hospital das Clínicas de São Paulo e do Hospital Israelita Albert Einstein. Porém, quando nenhuma das alternativas anteriores funciona, a cirurgia é a saída mais adequada;
5. Lipoaspiração: tanto quanto a colocação de prótese, trata-se de uma cirurgia eletiva que não deve ser feita antes que o adolescente complete seu desenvolvimento, o que significa que dificilmente será indicada antes dos 16 anos. Também é preciso muito critério para decidir entre a cirurgia e a adoção de outras estratégias para melhorar a aparência. “É preciso que fique bem claro que a lipoaspiração só está indicada para jovens que estão no peso ideal ou bem próximos dele, mas que desejam eliminar gorduras localizadas, das quais não conseguem se livrar com exercícios e reeducação alimentar. É o caso das gorduras na região do quadril, ou culote, que na maior parte das vezes são uma herança genética”, esclarece Landecker. O risco de se fazer uma cirurgia de grande porte, para eliminar muita gordura, em um adolescente obeso, por exemplo, é enorme. “O Conselho Federal de Medicina permite que até no máximo 7% do peso corporal do paciente seja retirado numa lipoaspiração. Assim, uma pessoa que pesa 70 kg pode aspirar, no máximo, 4 kg. Vale lembrar que o volume da lipo é proporcional à perda sanguínea”, alerta Landecker.







Não há como planejar uma cirurgia sem fazer antes uma consulta médica personalizada. Muitos pacientes acham que é possível uma avaliação à distância, e então enviam fotos de seu caso. Não é tão simples assim. Acima de tudo, é importante sentir o que o paciente realmente quer, qual seu desejo, e explicar o que é possível de realizar no seu caso. A idade do (a) paciente, a área doadora (ie. região da cabeça de onde retiraremos os folículos), a extensão da área a ser implantada…todos estes fatores só podem ser avaliados numa consulta. Evidentemente, em se tratando de uma cirurgia, deveremos saber do passado médico e eventuais problemas clínicos do (a) paciente.Os seguintes exames são solicitados antes da cirurgia, como rotina pré-operatória: exame de sangue (hemograma completo e coagulograma) e avaliação clínico-cardiológica com eletrocardiograma
A cirurgia da calvície é considerada de porte médio (causa um trauma mínimo ao paciente). Ela é realizada sob anestesia local, e quem administra isso é o próprio cirurgião, usando uma solução de xilocaína com soro. Esta aplicação é feita no local da retirada do fuso, e também onde os folículos serão implantados. Para que haja o maior conforto e segurança, o paciente é sedado pelo médico anestesista. Esta é uma sedação endovenosa: através de uma veia, faz-se uma solução de soro com sedativo (isso NÃO é uma anestesia geral). Esta é a maneira mais segura e controlável de fazer a sedação.Não faz sentido operar o paciente acordado, ouvindo e sentindo tudo que se passa no centro cirúrgico. O “sono” dos sedativos é extremamente natural, e no final da cirurgia o paciente estará acordando normalmente. Não há risco de náuseas ou “ressaca”. Durante a cirurgia, o paciente será monitorado por aparelhos e pelo médico anestesista.


A cirurgia inicia-se com a retirada de um fuso – ou retalho – de couro cabeludo da região posterior (área doadora). Ali permanecerá uma cicatriz linear, que jamais ficará perceptível (porque sempre estará escondida dentro do couro cabeludo). Fecha-se esta área com alguns pontos, sem nenhum prejuízo à nuca.À seguir, este segmento de couro cabeludo – contendo centenas e centenas de folículos – é entregue à equipe de técnicas, treinada no correto preparo dos chamados enxertos foliculares. São usadas lentes de aumento para poder identificar o agrupamento natural dos folículos, assim preservando sua viabilidade. Cada enxerto contém de 1 – 4 folículos.



