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Homem é preso por injeções ilegais de silicone em nádegas

Ele foi indiciado por múltiplas acusações de prática não licenciada de uma profissão da saúde e por graves danos corporais

Imagem mostra o suspeito vestido de mulher após ser preso pela segunda vez Foto: Divulgação
Imagem mostra o suspeito vestido de mulher após ser preso pela segunda vez
Foto: Divulgação

Um homem de West Palm Beach, no Estado americano da Flórida, foi preso pela segunda vez em menos de um mês sob a acusação de injetar ilegalmente silicone nas nádegas de pacientes e selar o local das injeções com cola ‘Krazy Glue’, uma prática conhecida como butt-pumping, informa a polícia do condado de Palm Beach. As informações são da rede de televisão local WPTV.
Calvin Edward Butler, 44 anos e também conhecido como Tamieka, foi preso pela primeira vez em 18 de janeiro após detetives dizerem que ele alugou um quarto em um motel local para dar injeções de silicone em várias pessoas. Ele pagou fiança e foi libertado no dia seguinte.
Até então, pelo menos duas pessoas, um homem e uma mulher, diziam ter sido vítimas dele. Ele foi preso novamente na semana após a descoberta de uma quarta vítima
Investigadores dizem que as vítimas deram entrada em hospitais locais com graves infecções, dores, sangramento e desfiguradas.
Uma das vítimas disse que se encontrou com Butler no quarto de motel e recebeu quatro injeções de silicone em cada nádega entre setembro e outubro de 2012. Ela teria pago US$ 200 por injeção. Ele disse que assim que completava as injeções, Butler limpava o sangue da pele a aplicava a potente cola para selar os buracos.
A polícia também diz que Butler foi, vestido de mulher, a hospitais em que as vítimas estavam internadas para ameaçá-las caso contassem a polícia sobre as injeções que receberam.
As autoridades dizem que uma das vítimas teme por sua vida enquanto ainda recebe tratamento para dores severas e feridas abertas. “As áreas afetadas que se curaram estão marcadas por cicatrizes e inibem os movimentos da vítima”, diz o boletim policial. “Butler deixou as vítimas com dolorosas deformidades”.
Ele foi indiciado por múltiplas acusações de prática não licenciada de uma profissão da saúde e por graves danos corporais.
Fonte:TERRA
beijos, Fran
19/05 2013
Plásticas Saúde & Beleza
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Os riscos da trombose

 

trombose-doenca
A trombose é a oclusão (bloqueio) de um vaso sanguíneo por coágulos. As veias transportam sangue pobre em oxigênio, de todo o corpo novamente para o coração. Todas as veias da metade inferior do corpo conduzem sangue à veia cava inferior, enquanto que as veias da metade superior conduzem sangue à veia cava superior. Estes dois troncos venosos descarregam na aurícula direita do coração. Daqui, o sangue é bombeado para o ventrículo direito e depois para o pulmão, através da artéria pulmonar. No pulmão, o sangue recebe oxigênio, regressando depois ao lado esquerdo coração (aurícula e ventrículo) pelas veias pulmonares, de onde é bombeado através da aorta para abastecer o corpo de oxigênio.
A oclusão de uma veia na perna provoca um acúmulo. O sangue continua a ser bombeado para a perna através da artéria, mas não pode refluir no sentido contrário através da veia.
Teoricamente, a trombose pode ocorrer em qualquer veia, por exemplo, no abdomen (trombose venosa mesentérica), no cérebro (trombose da veia sinusal), no braço, etc. Mas a localização mais comum é na perna ou na região pélvica, onde a pressão sanguínea é mais elevada.
Já a embolia acontece quando o trombo (coágulo) que está obstruindo a veia se solta e desloca através do sistema venoso para a veia cava inferior e, daqui, para o lado direito do coração e para o pulmão. No sistema pulmonar, o lúmen dos vasos sanguíneos torna-se menor, sendo que o trombo pode ficar alojado numa artéria pulmonar, bloqueando a corrente sanguínea e interrompendo a troca de oxigênio na área alimentada pela artéria pulmonar afetada.
Uma embolia pulmonar é, portanto, potencialmente perigosa e deve ser evitada. Quando ocorre uma embolia pulmonar, é feita uma busca da trombose que causou o problema.
Diversos são os fatores que podem causar uma coagulação do sangue nas veias: procedimentos cirúrgicos; repouso prolongado no leito ou inatividade, como no caso de permanência prolongada na posição sentada em viagens por carro ou avião; obesidade; história pregressa de tromboembolismo familiar ou do próprio paciente; acidente vascular cerebral; infarto do miocárdio; fratura do quadril ou da perna; pacientes que têm tendência ao aumento da coagulação do sangue, como ocorre em certos cânceres, com o uso de contraceptivos orais ou na deficiência hereditária de um inibidor da coagulação sangüínea; também na menopausa, devido à terapia de reposição hormonal.
O diagnóstico precoce da embolia arterial e a avaliação por um cirurgião vascular é de suma importância, pois o tempo de evolução do quadro até o início do tratamento é o fator mais importante para o sucesso do mesmo.
O mais importante é a prevenção. O uso de anticoagulantes injetáveis, uso de meias elástica anti-embolia e o uso de massageador pneumático nas pernas deve ser rotina em cirurgias plásticas.
Fonte:etienne.com.br
beijos, Fran
18/05 2013
Plásticas Saúde & Beleza
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Trombose venosa

Trombo é, por definição, um coágulo sanguíneo que quando formado dentro do vaso é capaz de causar oclusão do mesmo.
O sítio mais frequente de trombose venosa está nos membros inferiores.

Uma trombose venosa profunda (TVP) inicia-se na maioria das vezes nas veias soleares (veias dos músculos da panturrilha), extendendo-se para veias de maior calibre podendo culminar em um quadro mais dramático.

Diante do exposto faz-se obrigatório abordar a trombose venosa profunda desde sua profilaxia até seus fatores predisponentes e tratamento.

O início do mecanismo de trombose venosa depende de um dos três fatores descritos há 2 séculos pelo brilhante patologista polonês Rudolf Virchow que emprestou seu nome à célebre tríade, caracterizada por estase, lesão endotelial e hipercoagulabilidade. Vamos tentar desenvolver o ponto que mais diz respeito ao leigo, principal alvo desse texto.

A estase, o fator mais frequentemente envolvido no mecanismo desta moléstia, é decorrente da inércia de pacientes restritos ao leito ou imobilizados. Os fatores responsáveis por estase venosa vão desde uma simples imobilização por fratura até doenças que motivem internações prolongadas e, principalmente, pós-operatórios que restrinjam os movimentos do paciente pela presença no leito ou pela dor.

Aqui chegamos a um ponto importante no contexto dessa doença, a profilaxia da trombose venosa. Quando arguidos, cirurgiões das várias especialidades demonstram conhecimento do risco desta complicação durante o pós-operatório de seus pacientes porém não dominam ou colocam em prática todas as armas capazes de evitá-la.

As cirurgias ginecológicas, ortopédicas e de grande porte em geral merecem maiores cuidados profiláticos, sem esquecer dos pacientes operados por neoplasias, já que estas, por si só, são fatores predisponentes à trombose.

Um motivo cada vez mais freqüente de estase sanguínea é a restrição de movimentos dos viajantes de longas jornadas em carros, ônibus ou aviões, sendo chamada por muitos de “síndrome da classe econômica”.

Independente da tríade de Virchow, alguns fatores de risco podem ser responsáveis pelo aumento da incidência de trombose em certos indivíduos. Estão entre os mais importantes: idade avançada, presença de varizes de membros inferiores, obesidade, história de trombose venosa profunda prévia, tabagismo, insuficiência cardíaca e uso de anticoncepcionais.

Após instalada, a trombose venosa profunda costuma manifestar-se de maneira clássica através de dor intensa que limita ou impede a caminhada, edema, empastamento (endurecimento, congestão) muscular e turgência das veias superficiais das pernas. É um quadro facilmente reconhecível pelo médico de qualquer especialidade na maioria das vezes. Dúvidas podem ser facilmente dirimidas pela realização de eco doppler colorido venoso explicado em detalhes em outro tópico desse site.

Um paciente com trombose em alguns casos pode até ser tratado ambulatorialmente mas frequentemente o quadro requer internação que visa atenuar os riscos de complicações como a temida embolia pulmonar. O coágulo formado no interior da veia pode desprender-se passando a se chamar êmbolo. Esse coágulo, o êmbolo, desloca-se pela circulação com risco de obstruir veias distantes dos membros inferiores como as pulmonares. É um quadro potencialmente fatal.

Medidas preventivas podem ser tomadas afim de minimizar a chance de desenvolvimento de trombose em pacientes de risco porém elas devem ser prescritas após uma boa consulta e exame físico realizados por especialista.

A TVP pode deixar como sequela uma obstrução permanente da veia que causará edema crônico e complicações a longo prazo como úlceras varicosas. Tem-se observado que mesmo depois de vários anos de instalação da trombose podemos promover uma melhora sensível da circulação através da desobstrução das veias ocluídas por técnicas de cateterismo, o que chamamos de cirurgia endovascular.

Fonte:Dr. Eduardo Fávero

beijos, Fran
18/05 2013
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