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Qual a diferença entre cicatriz hipertrófica e queloide?

 

Os dois tipos apresentam vermelhidão, coceira e elevação na pele, mas você já  parou para pensar quais são as suas diferenças? Muitas pessoas confundem a cicatriz hipertrófica com queloide, porém elas são bem distintas.

A cicatriz hipertrófica tem uma aparência elevada ou alargada na pele, entretanto, não invade a pele ao redor da cicatriz. A hipertrófica surge devido à produção desordenada de colágeno em relação ao restante do tecido.

 

O que é queloide?

 

O queloide é uma cicatriz que ultrapassa os limites do corte ou ferimento inicial, tende a crescer, expandir e só aumentar com o passar dos anos. Isso porque há uma produção excessiva de colágeno pelo organismo, que interfere no funcionamento normal da cicatrização.

Por conta disso, ela pode se tornar muito desagradável e apresentar sintomas como: dor, coceira e elevação da região.

Queloide

  • Geralmente aparece em negros e asiáticos, ou devido à genética.
  • Estende-se além do limite da cicatriz
  • É mais comum surgir no ombro, tórax e orelha
  • Não regride com o tempo

 

Cicatriz Hipertrófica

  • Pode aparecer em qualquer pessoa
  • Cresce somente no local da cicatriz
  • Pode surgir em qualquer região do corpo
  • Pode regredir com o tempo

 


Quais são as características da cicatriz hipertrófica?

 

A cicatriz hipertrófica é menos intensa que o queloide e o seu surgimento acontece em torno de 2 semanas após a cirurgia.

A cicatriz hipertrófica pode regredir naturalmente com o tempo, esse processo dura de 6 a 16 meses após a cirurgia, mas não é uma certeza, porque varia dependendo do organismo de cada pessoa.

 

Como é a aparência da cicatriz queloideana?

 

No queloide, a elevação se estende pela pele ao redor da cicatriz, deixando a região maior e até mesmo com nódulos. Ela não regride e com o tempo pode crescer e escurecer.

Jovens, mulheres (principalmente durante a gestação), afrodescendentes, asiáticos e hispânicos possuem mais chances de desenvolver queloide.

Entretanto a aparição dessa cicatriz está relacionada, principalmente, à condição genética, por isso depende das particularidades de cada pessoa.

É importante deixar bem claro que caso surja uma dessas cicatrizes após a plástica, isso não é considerado como um erro médico e nem falha no pós-operatório, já que se trata apenas de uma predisposição do organismo.

No caso da cicatriz hipertrófica, que pode aparecer em qualquer pessoa, se for identificada no começo do pós-operatório, o médico acompanhará o desenvolvimento da cicatriz e pode até recomendar um tratamento mais específico.

Já no queloide o tratamento é mais intenso, por isso será preciso uma avaliação médica. O cirurgião plástico indicará o tratamento para queloide ou até mesmo um novo procedimento cirúrgico para eliminá-la.

Como tirar cicatrizes?

 

Com a cirurgia pode-se tentar reduzir as chances de surgimento do queloide, mas não há garantias. Na realidade, somente um cirurgião competente, que conhece seu histórico de saúde, saberá dizer quais as chances de desenvolver e tratar os problemas como a cicatriz hipertrófica ou queloideana.

Para reduzir a produção de colágeno, pode-se tentar o uso de:

  • Pomada cicatrizante
  • Fita de silicone para cicatriz
  • Corticoide injetável

Mas lembre-se: o tratamento deve ser acompanhado por um médico especialista.

Fonte: Dream Plastic

 

beijos, Fran
09/03 2018
Plásticas
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Homens também estão preocupados com a aparência

Atualmente, a sociedade cultua a aparência jovem e saudável. E, cada vez mais, homens, de todas as idades e de todas as classes socias, querem se submeter à cirurgia plástica por razões estéticas. Os objetivos dos homens incluem nariz mais proporcional, rosto rejuvenescido, cintura menos marcada. Os procedimentos utilizados para que se alcançem estes objetivos devem levar em consideração fatores tais como a espessura da pele, o crescimento da barba e o tipo do corpo.

Em cinco anos, quadruplicou no Brasil o número de homens que se submetem a cirurgias plásticas estéticas, segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).  A redução das mamas (ginecomastia), a lipoaspiração e a cirurgia de pálpebra lideram o ranking de procedimentos mais realizados.

 

beijos, Fran
05/03 2018
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Como funciona o processo de cicatrização?

A cicatrização nada mais é que o processo de reparação de um tecido lesionado por um tecido novo. E, isso pode ocorrer em todo o nosso organismo.

Este processo exige que o nosso corpo ative e produza um grande número de componentes moleculares e celulares, que irão agir para reparar os tecidos. Apesar de ser um processo interno, é preciso seguir alguns cuidados externos, como manter a higiene do local e o uso de curativos adequados.

No processo o nosso organismo faz a reparação dos tecidos. Para isso, ele cria fibras de colágeno, entre outros eventos, que ocorrem de forma complementar.

A cicatrização sempre se inicia de baixo para cima e das bordas para o centro. E, durante este processo, a pele passa por um período avermelhada e sensível, até chegar a uma marca esbranquiçada e residual.

Mas, como em qualquer processo, para que os eventos de reparação, celulares e bioquímicos, aconteçam eles passam por algumas fases importantes. As três principais são:

  • Inflamatória
  • Proliferativa
  • Remodeladora
  • Por dentro das fases da cicatrização

Fase Inflamatória: constitui-se pela liberação de fatores de coagulação e liberação de células responsáveis pela limpeza da ferida.

Nesta etapa, que dura entre 48 e 72 horas, a paciente pode sentir: dor e calor, ficar com a pele avermelhada e inchada, além de produzir secreção, ou seja, sinais clássicos de inflamação.

Mas calma, não é preciso criar nenhum tipo de alarde, porque esta é uma inflação fisiológica, uma resposta natural do organismo à agressão.

Fase Proliferativa ou Fibroblástica: caracteriza-se pela formação de tecido, com a reconstituição de vasos sanguíneos e linfáticos, a produção de colágeno e uma intensa migração de células ao local da ferida.

Nesta etapa a região lesionada começa a ter a aparência de cicatriz, graças ao acúmulo de massa fibrosa. No total, dura de 12 a 14 dias.

Fase de maturação ou remodeladora: a fase é marcada pela redução da vascularização, que concede lugar ao tecido cicatricial. Neste momento há o alinhamento das fibras de colágeno, que na etapa anterior estavam desorganizados e agora têm mais força para substituir as antigas.

Para você ter uma ideia, o que mais impacta no processo de cicatrização é a pele da paciente, isso está relacionado a questões genéticas. Negros e asiáticos, por exemplo, têm uma tendência maior de enfrentar má formação nas suas cicatrizes. Mas isso não quer dizer que todos terão desta descendência terão.

Outro ponto que conta é o tipo e corte feito na paciente. A melhor posição é sempre aquela que respeita o ângulo de tensão no plano natural da pele. Essas linhas são chamadas de Langer ou de clivagem e correspondem ao alinhamento das fibras de colágeno dentro da derme.

Ao longo do nosso corpo há inúmeras linhas imaginárias, como se fosse um mapa-mundi e os seus Meridianos e Paralelos.

As linhas foram criadas justamente para identificar os pontos de tensão, assim quando o cirurgião plástico faz a incisão ele tem a preocupação de respeitar este ângulo.

tipo de sutura também pode influenciar, ou seja, a forma como os pontos serão feitos. À distância, horizontal em “U”, pontos internos, que por sinal são os que têm a melhor cicatrização.

Além dos mencionados acima, há outros fatores que interferem na cicatrização, como:

  • Faixa etária
  • Estado nutricional da paciente
  • Presença de doenças crônicas
  • Uso de medicamentos
  • Dimensão e profundidade da lesão
  • Presença de hematomas, equimoses ou edemas

Se você é fumante, a atenção é redobrada. Isto porque os componentes do cigarro, principalmente, a nicotina e o monóxido de carbono (CO) são extremamente prejudiciais. Ele afeta a oxigenação e nutrição da pele, além de comprometer a produção de colágeno.  Saiba mais sobre os malefícios do cigarro para o processo de cicatrização, clique aqui!

O sol também pode comprometer bastante a cicatrização da pele. Para você ter uma ideia, antes de 30 dias, a Dream Plastic recomenda que suas pacientes não se exponham em nenhuma circunstância suas cicatrizes aos raios solares.

Isto porque elas podem escurecer e até surgir manchas roxas com efeitos irreversíveis. Saiba mais sobre os problemas causados pelo sol na sua cicatriz, clique aqui!

 

O que é cicatrização por primeira intenção?

 

Cicatrização por primeira intenção ou primária, como também é conhecida, é quando a incisão é limpa e tem as bordas aproximadas. Ou seja, existe pouca perda de tecido, além de pouco edema e nota-se a ausência de fluídos inflamatórios fora dos vasos sanguíneos.

Nelas estão presentes as três fases, porém o processo é mais rápido. Isto porque são marcas mais simples, como exemplo, as provenientes de cirurgias plásticas.

 

O que é cicatrização por segunda intenção?

 

Já a cicatrização por segunda intenção é um pouco diferente, pois são caracterizadas por feridas abertas, de espessuras maiores e perda tecidual total. Pelas bordas do ferimento ser mais aberta, exige uma grande formação de tecido para preencher o espaço, gerando uma marca mais evidente.

Elas demandam mais tempo para fechar e, neste tipo, as fases do processo de cicatrização são bem marcadas. Por exemplo, aquelas provenientes de traumas, que não são suturadas e ficam abertas.

Fonte: Dream Plastic

beijos, Fran
02/03 2018
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