Mamoplastia
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A escolha do tamanho da prótese é feita pela paciente?

Esta, sem dúvida, é a pergunta que lidera entre as mulheres. Na primeira consulta de avaliação, o cirurgião plástico vai analisar o tipo físico e outras características como: Tamanho do tórax, se a pele suporta uma prótese maior, a distância entre um seio e outro etc… Feito isso, ele determinará o tamanho ideal de prótese de silicone para cada corpo.

beijos, Fran
30/04 2018
Mamoplastia
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Silicone com chip promete mais segurança

 

Imagine implantar um seio de silicone que já vem com um microchip capaz de rastrear detalhes sobre a prótese, inclusive o seu prazo de validade? Pois a novidade já está disponível no mercado brasileiro para ser comercializada e promete tornar ainda mais cara a cirurgia para aumento de mama, cujo preço médio hoje varia entre R$ 3 mil e R$ 7 mil. O chamado implante de silicone inteligente promete garante mais segurança às pacientes e também aos médicos.

“Por meio de um aparelho portátil que lê as informações do microchip, é possível ter acesso, de forma rápida e não invasiva, a dados importantes, como o nome do fabricante, o lote, a data de fabricação, o modelo e o tamanho da prótese”, explica o cirurgião plástico Cláudio Lemos, membro das Associações Brasileira e Americana de Cirurgia Plástica e pós-graduado pelo Instituto Ivo Pitanguy.

O médico ainda explica que esse é um grande avanço, pois muitas vezes os dados se perdem. “Após alguns anos, a paciente troca de médico e não sabe dizer a marca nem o tamanho da prótese dela. Ter essas informações facilita o trabalho do cirurgião no caso de uma troca do implante e dá mais proteção às mulheres”, afirma Lemos.

O modelo desenvolvido pela marca Motiva Implants funciona como um microchip de cobre revestido por vidro, que foi encapsulado dentro das próteses de mamas da como um recurso, biocompatível e seguro, para armazenar dados. A novidade recebeu o registro da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no final de março e as primeiras cirurgias estão previstas para este mês. Na Europa, implantes com chip já são usados há sete anos.

Tanta tecnologia tem um preço: “O valor da cirurgia com esse tipo de prótese pode subir em torno de 20%. Mas o custo compensa pela segurança e por saber a origem do produto”, acredita o médico Cláudio Lemos. Em um futuro próximo, será possível também avaliar outros parâmetros, como a temperatura e a pressão interna do implante, o que pode diagnosticar casos de contratura capsular ou ruptura da prótese – complicações mais frequentes na cirurgia de aumento de mamas sem precisar de exames de ressonância magnética.

Nanotecnologia para reduzir risco de infecção

Além do microchip, a nova prótese traz outra evolução histórica da cirurgia plástica: a nanotextura. Por meio da nanotecnologia, cientistas da Universidade de Manchester, no Reino Unido, desenvolveram esse tipo de superfície com o objetivo de diminuir os riscos de infecção e contratura capsular — formação de uma espécie de cicatriz ao redor da prótese, que pode causar deformação e a ruptura dela, além de desconforto e dor.

De acordo com o estudo da universidade, com a prótese nanotexturizada a incidência de casos de contratura capsular em um período de oito a dez anos caiu de 10% a 2%.Um outro ponto positivo foi a vantagem do novo gel de silicone com elasticidade excepcional para facilitar a inserção dos implantes e incisões menores.”Não tínhamos nenhum grande avanço nesse sentido há cerca de 30 anos” finaliza Lemos.

Fonte: Claudio Lemos

beijos, Fran
29/04 2018
Plásticas
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Evitar alguns medicamentos e vitaminas antes da cirurgia plástica diminui os riscos

Os cuidados são simples e previnem dificuldades de coagulação e complicações na anestesia
Ela nem sempre é levada a sério, como merece. Mas uma cirurgia plástica envolve tantos riscos como qualquer outro procedimento desse tipo. Os cuidados, sem dúvida, começam nos exames pós-operatórios: eletrocardiograma, hemograma, coagulograma, urina e glicemia, conforme solicitação do médico. Só isso, no entanto, é insuficiente para reduzir os riscos de que algo fuja aos planos. Pouco levada a sério,Há sempre um risco calculado para toda e qualquer atividade realizada e a função de um bom médico é reduzir esses riscos , afirma o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Regional São Paulo, João de Moraes Prado Neto.

Uma simples vitamina E ou uma substância para dar mais pique como o ginseng pode interferir no sucesso de uma cirurgia. Botox, preenchimentos e linhas de sustentação podem afetar de forma negativa o resultado e precisam ser eliminados por completo do organismo antes da intervenção cirúrgica.

Abaixo, o cirurgião indica uma série de cuidados que, normalmente, passam despercebidos e que podem interferir no resultado da plástica, retardando a recuperação do paciente.

Medicamentos na berlinda

Faça uma lista completa de todos os medicamentos que você vem tomando, antes de enfrentar o bisturi. O ácido acetilsalicílico (componente da aspirina), antiinflamatórios e alguns antidepressivos são incompatíveis com algumas drogas anestésicas usadas no pré-operatório. Mais recentemente, descobriu-se que o ginseng, a gincobiloba, e a vitamina E podem interferir na coagulação do sangue, causando hemorragias , afirma o cirurgião.

Ele afirma que o consumo desses medicamentos deve ser suspenso 15 dias antes da realização da cirurgia, para que o corpo metabolize totalmente a droga. Os cuidados precisam ser redobrados no caso do ginseng, que demora para ser eliminado no organismo , explica o cirurgião plástico Cecin Daoub Yacoub, também da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Regional São Paulo.

Pacientes de risco

Os fumantes são considerados pacientes de risco para a realização de qualquer tipo de intervenção cirúrgica, bem como os obesos e pessoas com grande quantidade de varizes. As mulheres que fazem uso de hormônios para reposição na fase da menopausa também merecem atenção redobrada. Esses pacientes apresentam grande chance de desenvolverem uma embolia durante a realização de cirurgias consideradas de grande porte , explica Prado Neto.

No caso das fumantes que utilizam anticoncepcionais , o risco de formação de coágulos é ainda maior. O médico é enfático ao afirmar que não realiza cirurgia de abdômen e lifting facial nesse grupo. Na plástica de abdômen há muitas artérias seccionadas tanto verticalmente quanto horizontalmente, por isso há a necessidade do paciente possuir boas artérias que nutram o local. No caso dos fumantes, as artérias se fecham reduzindo em 50% o fluxo de oxigênio , afirma o presidente da SBCP-SP.

Atenção especial para eles

Alguns pacientes necessitam de atenção especial antes e durante a cirurgia, precisando ser assistidos por outro médico. É o caso de quem apresenta problemas cardíacos e precisa de um cardiologista durante a cirurgia. Como também no caso de pacientes diabéticos graves, que demandam um endocrinologista na cirurgia e no pós-operatório. Não há nada que impeça esses pacientes de se submeterem a uma cirurgia plástica. Mas, usualmente, solicito que consultem também um especialista para que ele peça mais exames , afirma Yacoub.

Cuidados específicos

A plástica de pálpebra (blefaroplastia) exige exames especiais para verificar a existência de catarata, glaucoma, entre outras enfermidades. No caso da cirurgia de nariz, o cirurgião plástico fazer uma análise do órgão do ponto de vista funcional, além de solicitar se necessário, exames mais aprofundados ao otorrinolaringologista.

Cirurgia proibida

Há casos em que é praticamente impossível realizar a cirurgia. Segundo a Sociedade Americana de Anestesiologia, os pacientes são divididos em cinco classes de acordo com o risco que apresentam ao se submeterem a uma cirurgia. Essa classificação vai de ASA 1 a ASA 5, e os classificados acima de ASA 3 apresentam um alto risco para a realização de intervenções por apresentarem um histórico extenso de doenças. Ocorrências como enfarte, angioplastia, cateterismo, diabetes, hipertensão e até idade avançada compõem um histórico de risco.

Houve um caso bem incomum em que o paciente realizou todos os exames de rotina solicitados por mim e nada foi identificado. No momento exato do primeiro corte, em função de minha experiência, percebi um sangramento em excesso, e não operei. Mais tarde, após solicitar um exame mais abrangente, foi identificada nessa paciente uma disfunção rara de coagulação no sangue. Cabe também ao médico ter bom senso e decidir quando deve parar , complementa Prado Neto. De cada 100 pacientes que procuram um médico cirurgião plástico, cerca de 2% são vetados.

Botox e preenchimentos

Nos casos de pacientes que estão sob efeito de botox e preenchimentos, é necessário aguardar passar o efeito das substâncias. A plástica só pode ser realizada seis meses depois de uma aplicação de botox (tempo necessário para que o medicamente deixe de agir sob a face). É a partir dos contornos reais do rosto do paciente que o cirurgião plástico pode atuar com mais segurança de resultados positivos.

Nos casos em que o paciente possui fios de sustentação no rosto, a cirurgia é ainda mais delicada. Quando descolamos a pele da face, encontramos uma trama de fios o que limita muito o médico na realização da cirurgia de lifting , explica o médico.

Riscos de infecção

São raros os casos de infecção quando a cirurgia é realizada em um hospital que obedece todas as normas (equipamentos de anestesia atualizados, monitores multiparamétricos, que servem para verificação permanente de pressão, freqüência cardíaca, respiração, saturação de oxigênio e de CO2 e traçado eletrocardiográfico, ou seja, monitoração do coração).

Além disso, é preciso um ressuscitador e desfibrilador para casos de emergência, como uma parada cardiorrespiratória. Um anestesista competente, zeloso e que permaneça ao lado do paciente durante a cirurgia, qualquer que seja a anestesia (geral, peridural ou sedação) também é imprescindível.

Nem pense em fazer uma plástica num consultório, sem as mínimas condições de higiene e médicos capacitados para atenderem às necessidades de seus pacientes. Nessas intermediadoras, muitas vezes o médico recebe, em cima da hora, a lista de pacientes que tem para operar e não sabe sequer quem as marcou, não tem um historio do paciente , afirma o presidente da Regional de São Paulo. O sofrimento de retalhos (possível necrose) pode ocorrer devido a um curativo mal feito, mas também tem baixo indicie de ocorrência.

Cuidados no pós-operatório

A panturrilha do paciente é de vital importância na evolução do pós-operatório. As veias indicam a força que o sangue venoso tem, pois haverá uma compressão do abdômen e, se as veias encontrarem resistência nessa compressão, há uma tromboembolia pulmonar.

Há duas formas para diminuir os riscos de tromboembolia de origem venosa (coágulo de sangue): o paciente não deve permanecer na mesma posição no leito e precisa caminhar lentamente no dia seguinte à cirurgia. Outro método utilizado, inclusive por Prado Neto, é uma bomba que massageia as pernas dos recém-operados, facilitando a circulação sangue e evitando o risco de complicações.

Termo de responsabilidade

Por respeito ao paciente e pelo compromisso de transparência, o médico não só deve informar verbalmente todos os riscos e limitações pelo quais o paciente vai passar, como deve lhe entregar um termo de consentimento para que ele tome ciência dos fatos e assine o documento. Isto é a prova inabalável da ética de um profissional que informa ao paciente os riscos calculados de qualquer procedimento cirúrgico.

Fonte: minhavida
beijos, Fran
28/04 2018
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