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Lipoescultura-Entenda como é feita a cirurgia

Lipoescultura entenda como é feita a cirurgia
Corpo enxuto, sem gordura localizada na região dos quadris e com bumbum empinado. Cada vez mais pacientes e cirurgiões estão em busca de um resultado perfeito, em que o corpo é remodelado, ou seja, a silhueta é moldada e corrigida.


Neste caso, a indicação dos especialistas é a 
lipoescultura. Entenda como é feita a lipoescultura.

Diferente da lipoaspiração, cujo objetivo é remover os depósitos de gordura acumulados na região dos quadris, culotes, coxas, abdome, costas, joelhos e pescoço, a lipoescultura acontece retirando a gordura de uma região e injetando-a em outra para remodelar o corpo, preenchendo algumas áreas. O objetivo não é ficar mais magra.
Apenas indicada quando não se consegue retirar a gordura localizada por meio de dietas e exercícios físicos, a lipoescultura permite esculpir áreas da face, ou aumentar os glúteos. “O objetivo da lipoescultura é proporcionar redução do volume de gordura corporal em áreas localizadas, como a barriga e, ao mesmo tempo, conferir melhor contorno em outras regiões, corrigindo imperfeições, inclusive na face e glúteos”, explica Dr. Alan Landecker, Membro Titular e Especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP)e membro da prestigiada International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS).
O cirurgião explica que nessa técnica é retirada a gordura do paciente por meio da lipoaspiração e injetada novamente para modificar o contorno de certas regiões. Atualmente, há profissionais que tratam essa gordura antes de ela voltar ao organismo com a intenção de ter melhores resultados. “Ou ela é lavada com soro fisiológico, com a finalidade de decantá-la antes de injetar, ou é até centrifugada. Neste caso, o objetivo é o de remover ainda mais fragmentos, como sangue e soro, que foi utilizado na lavagem, e injetá-la sem estes elementos”, esclarece. O especialista alerta que não se deve injetar gordura nas mamas, pois é uma região que já possui nódulos gordurosos, o que pode confundir os resultados em casos de mamografia.
A duração da cirurgia depende da quantidade de gordura e da área da remoção. Assim que a cirurgia acaba, o local é coberto com curativos para evitar a inflamação e as cicatrizes são semelhantes as da lipoaspiração. Mesmo assim é importante salientar que existe a possibilidade de má cicatrização, infecções, reações à anestesia, ou até mesmo hemorragias sob a pele, causando inchaços. Por isso é fundamental escolher um profissional com o título de especialista em cirurgia plástica através do cadastro no site da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

“Como a gordura é do próprio corpo do paciente, não existe risco de rejeição. Entretanto, 30% a 50% do que foi injetado é reabsorvido pelo organismo. Como uma parte da gordura será reabsorvida, o cirurgião plástico deve injetar um pouco mais de gordura do que é necessário, para compensar esse processo esperado de reabsorção”, explica Landecker.

O pós-operatório é muito parecido com o da lipoaspiração e nunca deve massagear a região que recebeu a aplicação de gordura, justamente para não intensificar a reabsorção. No primeiro mês, os edemas, consequência da cirurgia, começam a melhorar. A cinta elástica é indicada até pelo menos 45 dias. Nos próximos meses, segundo e terceiro, é comum a retração da pele. O efeito do contorno corporal só aparece mesmo em seis meses.
É importante evitar esforço por pelo menos um mês e não molhar os curativos na primeira fase, dois dias depois. Também evitar alguns medicamentos (o médico indicará)e não se expor ao sol por pelo menos oito semanas.
FONTE:vilamulher/terra
beijos, Fran
18/07 2013
Plásticas
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O verão e a cirurgia plástica

O VERÃO E A CIRURGIA PLÁSTICA

01. Quais são os cuidados que uma pessoa candidata a uma cirurgia plástica deve ter com relação à exposição solar?

Resposta: Qualquer pessoa deve atentar para o fato de que a exposição inadequada ao sol pode provocar danos à pele e à saúde, mesmo naqueles que não se submeteram à cirurgia. Portanto deve seguir à risca as orientações do médico. Depois de operado deve evitar expor-se ao sol por um período médio de um mês e dependendo do tipo de cirurgia a que se submeteu, este tempo poderá ser maior e outras orientações se farão necessárias para conforto e melhor recuperação.

O processo de cicatrização sofre prejuízo se o paciente ficar exposto ao sol intenso, causando aumento do edema (inchaço), eritema (vermelhão), dor, desconforto, manchas na pele e pigmentação de cicatrizes. Pacientes submetidos a peelings ou dermoabrasão devem ter cuidado redobrado, pois o risco de complicações aumenta consideravelmente.

02. Deixei para tirar as minhas férias no verão e gostaria de fazer a colocação de próteses de silicone. A minha pergunta é a seguinte: dá para inaugurar o meu novo corpinho ainda neste verão (as férias)?

Resposta: Toda cirurgia exigirá um tempo de recuperação e prudência na exposição ao sol. No caso de inclusão de próteses mamárias, deve-se esperar em média dois meses para usufruir da praia e do sol de verão, seguindo as orientações de evitar excessos e horários de maior incidência solar. Evitar o sol entre as 10 e 15 horas, pois a radiação ultravioleta nociva à pele é mais intensa nesse horário. Usar fotoprotetor adequado de rotina nas áreas do corpo que ficam expostas.03. Existe alguma contra-indicação de fazer a cirurgia plástica das pálpebras ou do rosto no verão?

Resposta: Não há contra-indicação. O que há são cuidados a serem seguidos para a devida proteção das áreas operadas, o que deve ser feito em qualquer época do ano. Em países tropicais como o Brasil temos sol quase o ano inteiro e não podemos esquecer que mesmo em países com neve, os cuidados com a pele e exposição à luz solar refletida serão similares.04. É verdade que devido ao calor não se deve fazer a cirurgia de abdome. Disseram-me que o calor deixa a pessoa muito agoniada, abafada e que isso não é bom para o resultado da cirurgia?

Resposta: Há um equívoco nesse pensamento, pois essa sensação eventual em algumas pacientes está mais relacionada a fatores pessoais do que à estação do ano em questão.
O fato é que o uso da cinta modeladora após a cirurgia pode não ser bem tolerado por certas pacientes, entretanto esta é importante na contenção de edema e oferece maior segurança à mesma. Também a maior firmeza dada aos músculos abdominais com a cirurgia reduz a distensão do abdome e leva alguns dias para que a pessoa se adapte à nova condição. Por exemplo: com ou sem o verão a paciente deve limitar a quantidade de alimentos durante as refeições, pois, se fizer o contrário poderá sentir desconforto após a alimentação. Outro fator é a respiração que parece ser mais curta, devido ao tratamento da aponeurose dos músculos retos do abdome, mas com o passar dos dias essa condição volta ao normal.05. Por que as pessoas gostam mais de fazer cirurgias plásticas durante o inverno?

Resposta: Geralmente é nesta fase do ano que coincidem com os períodos de férias de algumas pessoas, assim como é o momento escolhido por muitos para cuidar da boa forma e da estética para o próximo verão.06. Já que o assunto é o verão e a exposição ao sol; fiz plástica de redução das mamas há três meses e gostaria de saber se posso fazer top-less neste verão que começa no próximo mês?

Resposta: Você já poderá ir à praia e aproveitar o sol nos horários apropriados e sem excessos, mas ainda não deve expor as cicatrizes ao sol, pois o processo de cicatrização ainda não se completou. Pode ocorrer hiperpigmentação (escurecimento) das cicatrizes e prejudicar o resultado final. A título informativo, saiba que o excesso de sol ou a exposição solar em horários inapropriados causam os seguintes danos na pele: vermelhidão, pigmentação, espessamento da epiderme, queimaduras de 1o e 2o graus, acelera o envelhecimento precoce da pele, câncer de pele, danos nos olhos como a conjuntivite, causar catarata, etc. Também pode desencadear alergias e certa doenças como: miliária ou brotoeja, urticária e herpes simples (a radiação ultravioleta emitida pelo sol tem uma capacidade imunossupressora suficiente para ativar o vírus do herpes).07. Depois de quanto tempo uma pessoa que quer fazer uma lipoescultura no corpo pode pegar sol e voltar à ginástica. Quero fazer essa cirurgia por que vou desfilar no carnaval em uma escola de samba e tenho que está “saradinha”.

Resposta: O retorno à ginástica após uma lipoaspiração pode variar a partir de quinze dias, de forma progressiva e de acordo com a extensão do procedimento realizado. A exposição ao sol por sua vez, deve esperar entre dois a três meses para evitar edema (inchaço) ou aparecimento de manchas na pele.
Existe uma classificação que relaciona o tipo de pele à sensibilidade e reação a radiação ultravioleta. Verifique qual é o seu, pois ciente disto ficará mais fácil controlar o desejo exacerbado pela exposição solar. É a seguinte:
I Branca, olhos azuis, sardentos: pele muito sensível – Sempre queima, nunca pigmenta.
II Branca, olhos azuis, verdes ou castanhos: pele muito sensível Sempre queima, pigmenta pouco.
III Média das pessoas brancas normais: pele sensível – Queima e pigmenta moderadamente.
IV Morena clara: pele pouco sensível – Queima pouco, sempre pigmenta.
V Parda: pele pouquíssimo sensível – Nunca queima, sempre pigmenta.
VI Negra: pele resistente – Nunca queima, sempre pigmenta.
A queimadura causada pela exposição exagerada ao sol é assim classificada: 1o Grau: caracteriza-se por vermelhidão, inchaço das áreas irradiadas e desconforto relativo e 2o Grau: o edema é mais intenso, há formação de bolhas. De acordo com a intensidade do caso pode apresentar náuseas, febre, calafrio, taquicardia, delírio, etc.08. Quais os cuidados que tenho que ter com o meu rosto e barriga durante o verão, pois fiz o lift cérvico-facial e lipo de abdome no último inverno (mês de agosto)?

Resposta: Você terá que ter os cuidados que toda pessoa deve seguir, ou seja: expor-se ao sol somente nos horários de menor incidência de raios nocivos ultra-violetas, preferindo a praia ou piscina das 8:00 às 10:00 ou após as 16:00 horas. Proteja-se embaixo da barraca, usando viseira ou chapéu de abas largas e o fotoprotetor recomendado pelo médico. Os protetores solares são produtos com a capacidade de proteger a pele contra a queimadura solar, além de prevenir os maléficios tardios resultantes de exposição repetida à luz solar. É importante verificar no rótulo do protetor solar que você vai comprar o seguinte: se é a prova d’água, se tem resistência a água, se dá proteção contra radiação UVA e UVB, se é não comedogênico, ou seja, não induz a formação de cravos e espinhas e se é hipoalergênico. Procure usar o protetor solar adequado a sua pele.
Hidrate-se bem. O clima muito quente leva a um aumento da sudorese (suor), acarretando grandes perdas líquidas e de sais minerais, podendo levar à desidratação. Faça uma alimentação leve, saudável e mantenha o seu peso. Você não quer perder o seu investimento, ou seja, a lipoaspiração.09. Eu tenho pouco “bumbum” e vou desfilar no carnaval como passista e o biquíni é fio dental. A prótese glútea pode deixar “este meu bumbum” com mais volume, arrebitado, condizente com a minha função na escola de samba?

Resposta: A prótese glútea pode dar bom resultado estético se bem indicada, o que dependerá de vários fatores individuais a serem estudados em cada caso em particular. É importante saber que o aumento produzido pela inclusão da prótese glútea limita-se mais à região superior dos glúteos, na área acima da zona de pressão ao sentar-se; sem alteração evidente na parte inferior próxima ao sulco e coxas. Caso haja flacidez na porção inferior e dobra de pele caída embaixo, deve-se associar a cirurgia de retirada desse excesso de pele à inclusão da prótese para melhor resultado. A incisão para a colocação da prótese é discreta e situa-se na linha média entre os glúteos. O período de internação costuma ser de dois dias e a paciente deverá deitar-se de lado ou de barriga para baixo nos primeiros 15 dias de pós-operatório. Durante os primeiros dois meses pode haver um certo desconforto ao sentar, mas gradativamente passa. Aconselha-se o retorno às atividades normais e exercícios físicos com cautela e de forma gradativa após duas semanas da operação. Se o tempo é curto para o que deseja, programe a cirurgia para o próximo ano. Sambe bem e bonito neste ano e faça o seu show.10. Coloquei silicone nas mamas e fiz uma lipoescultura; não sou chegada a praia, pois não gosto daquela sensação da areia nos meus pés, mas quero estar bronzeada. Tem algum problema o bronzeamento artificial?

Resposta: As câmaras de bronzeamento artificial geram 98% de luz ultravioleta A e 2% de ultravioleta B através de suas lâmpadas especiais. Está comprovado que os raios UVA naturais ou não, provocam envelhecimento precoce e podem também provocar câncer de pele pela ação cumulativa. Seus efeitos nocivos não são visíveis de imediato. Contudo, o bronzeamento artificial não causa descamação nem oferece risco de queimadura. Peça orientações médicas extra com especialistas, informe-se bem e se fizer esse tipo de bronzeamento procure ter bom senso.11. Tenho 60 anos e devo caminhar um pouco no calçadão para “pegar um pouco de sol” por causa da minha osteoporose. Agora que fiz plástica no rosto é necessário evitar essas caminhadas ao sol?

Resposta: A necessidade do banho de sol em mulheres na menopausa ou naquelas com sintomas de osteopenia ou de osteoporose é evidente.
Procure tomar sol até as 10 h da manhã ou após as 16 horas, protegendo seu rosto com um chapéu e usando fotoprotetor adequado às necessidades de sua pele.
Os danos causados pelo excesso de exposição à radiação solar não anulam seus efeitos benéficos no metabolismo do cálcio e vitamina D em nosso organismo. Sabendo usar o sol de forma adequada não há contra-indicação e os riscos ficam bastante reduzidos.

12. Doutor, fiz uma lipoescultura geral no corpo e quero ficar “bronzeadinha” neste verão, mas agora todo muito fala que o sol faz mal para pele, que dá câncer e blá, blá,blá. Esse negócio de câncer de pele é verdade? Como posso ficar bronzeada numa boa, sem problemas para a pele?

Resposta: O câncer de pele é o crescimento descontrolado de células anormais em uma das camadas da pele. O acúmulo de exposições solares e outros fatores individuais podem determinar a sua causa. Ocorre com mais freqüência em áreas de maior exposição solar como: face, nariz, orelhas, pescoço, ombros e membros superiores.
Vários são os tipos de câncer de pele com diferentes graus de comportamento maligno. Os mais comuns são: carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e o melanoma, este último de muita gravidade.
Existe uma classificação médica para os diferentes tipos de pele, já descrita em uma das perguntas acima, a qual propicia saber o tipo de pele e a sua maior ou menor resistência à exposição solar; podendo assim orientá-la como tomar sol corretamente, reduzindo o risco de desenvolvimento de câncer de pele.
Não custa nada repetir que se recomende banhos de sol até às 10h ou após as 16h, por um período de 20 minutos, fazendo uso de protetores solares de acordo com o tipo de pele. Faça o seu bronzeamento aos pouco, tenha paciência, pense em sua saúde e na sua pele no decorrer dos anos seguintes.
Outras dicas: o uso de um bom chapéu contribui para a proteção de áreas sensíveis, como olhos, orelhas, rosto, pescoço e nuca. Os óculos de sol com UV também auxiliam na proteção dos olhos, que podem sofrer no futuro com a catarata. Se você estiver na sombra atente-se que a areia e o concreto refletem a radiação solar. Quando chegar em casa procure tomar um banho rápido e usar sabonetes de acordo com a sua pele. Após o banho procure usar hidratantes e óleos apropriados.
Quando você for a praia para aproveitar as maravilhas do verão, ou seja, a alegria, a jovialidade e a sensualidade, faça-o de maneira inteligente. Aproveite bem o seu dia, divirta-se, mas chegue em casa mais feliz e com mais saúde para continuar vivendo bem à noite, no dia seguinte e anos depois.

Fonte:http://www.bgcirurgiaplastica.com.br/dica04-verao-e-cirurg.htm
beijos, Fran
18/07 2013
Mamoplastia
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Silicone:Saiba como tudo começou,há 50 anos




Implante de próteses mamárias é 2ª cirurgia plástica mais realizada ao redor do mundo
Timmie Jean Lindsey, uma americana mãe de seis filhos, foi a primeira mulher a receber um implante de silicone para aumentar o tamanho dos seios, em 1962.Cinquenta anos depois, a operação realizada no hospital Jefferson Davis, em Houston, no Estado do Texas, tornou-se a segunda cirurgia plástica mais popular no mundo, com 1,5 milhão de procedimentos somente em 2010, perdendo apenas para a lipoaspiração.
Difundidas internacionalmente, as próteses de silicone não ficaram isentas de problemas e riscos à saúde no decorrer de sua história. Nos anos 1990, os EUA chegaram a banir a cirurgia por suspeitas de que o material pudesse causar uma doença do sistema imunológico.

Mas foi em 2010 que os implantes de silicone tornaram-se alvo da maior polêmica desde a operação pioneira cinco décadas antes. As próteses da francesa Poly Implant Prothese (PIP) foram proibidas em dezenas de países, a empresa foi fechada e seu dono teve prisão decretada pela Justiça da França, após a descoberta de que elas continham silicone industrial que poderia causar câncer e que tinham alto risco de ruptura.No Brasil, a importação de próteses está suspensa pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) desde o dia 22 de março até que o Inmetro crie um sistema de avaliação de qualidade e os fabricantes passem pelos testes para obter um selo de aprovação.


Pioneira americana, Timmie Jean Lindsey aparece antes e depois da cirurgia e hoje, com 80 anos
Para a pioneira Timmie Jean Lindsey, no entanto, o procedimento trouxe muitos benefícios.
“Eu achei que eles tinham ficado perfeitos (…) Eu os sentia tão macios, igual a seios de verdade”, diz a pioneira, atualmente com 80 anos.
“Mas só me dei conta do resultado mesmo quando saí na rua e percebi que os homens assobiavam para mim”, relembra.
Embora a operação tenha melhorado sua autoconfiança – e ela gostou de receber mais atenção – Timmie nunca tinha pensado em aumentar o tamanho dos seios.
O motivo de sua ida ao hospital era inicialmente a retirada de uma tatuagem nos seios, e foi aí que os médicos responsáveis pela operação lhe questionaram se ela gostaria de participar da primeira tentativa de implante de silicone da História.
Mas, em matéria de cirurgia estética, outra parte do corpo incomodava mais Timmie. “Eu estava mais preocupada em colocar minhas orelhas para trás (…) Elas se destacavam muito, eu parecia o Dumbo! E eles me disseram ‘faremos isso também'”.
Ambiciosos, os cirurgiões pioneiros Frank Gerow e Thomas Cronin foram em frente com o procedimento, mas a ideia inicial foi apenas de Gerow.

“Frank Gerow apertou uma bolsa plástica com sangue e observou o quanto isso se parecia com um seio de uma mulher”, indica Teresa Riordan, autora do livro Inventing Beauty: A History of the Innovations that have Made Us Beautiful (“A Invenção da Beleza: Uma História das Inovações que nos Tornaram Belas”, em tradução livre).”E aí ele teve aquele momento de ‘eureka’, quando concebeu a ideia do primeiro implante mamário”, diz.
CobaiaA primeira cobaia para o implante de silicone foi uma cadela chamada Esmeralda, e o princípio básico por trás do protótipo era simples.
Em busca de seios maiores

Injetáveis – A parafina foi testada nos anos 1980, mas rapidamente caiu em desuso porque vazava para outras partes do corpo
Transplantáveis – Nos anos 1920 e 1030 médicos tentaram remover gordura de outras partes do corpo e enxertá-las nos seios
Inseríveis – Poliuretano, cartilagem, esponjas, madeira e até bolas de vidro foram experimentadas nos anos 1950
Soluções não cirúrgicas – Bombas de vácuo, aparelhos de sucção, uma gama de loções e poções, e sutiãs com enchimento
Fonte: Inventing Beauty: A History of the Innovations that have Made Us Beautiful
“Um foguete decola com uma elevação e um forte impulso, a mesma coisa serve para o aumento dos seios”, diz Thomas Biggs, que trabalhava com Gerow e Cronin em 1962 como residente em cirurgia plástica.
“Eu fiquei encarregado da cadela. O implante foi colocado embaixo da pele e deixado ali por duas semanas, até ela mastigar os pontos e a prótese teve que ser removida”, relembra.
A operação foi considerada um sucesso e Gerow declarou que os implantes eram “tão inofensivos quanto a água”. Pouco depois, sua equipe começou a procurar por mulheres dispostas a testar a novidade.
Primeira a aceitar, Timmie Jean Lindsey tem apenas uma vaga lembrança do dia da operação.
“Quando fui para a sala de recuperação sentia apenas bastante peso no meu peito, como se algo pesado tivesse sido colocado ali. Foi mais ou menos isso. Depois de uns três ou quatro dias a dor havia passado”.
O residente Biggs dividiu com o resto da equipe a animação pelo sucesso do procedimento, mas não tinha ideia do que eles tinham acabado de descobrir.
“Claro que foi um pouco empolgante, mas se eu tivesse um espelho para o futuro, teria ficado estupefato. Eu não era sábio o suficiente para perceber a magnitude daquilo”, conta.
Impacto da inovaçãoUm ano depois, em 1963, o real impacto da novidade começou a ser percebido quando a equipe apresentou seus resultados à Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica. “O mundo da cirurgia plástica ficou absolutamente ‘em chamas’ de entusiasmo”, diz Biggs.
Nos Estados Unidos, o momento da inovação não poderia ter sido melhor. O fim dos anos 1950 foi repleto de referências culturais que levavam a um ideal de seios grandes.A revista Playboy e a boneca Barbie eram lançamentos recentes, e as estrelas de Hollywood também contribuíram para a criação dessa imagem.
“O look ‘peitudo’ de Marilyn Monroe e Jane Russel e também o novo look da Dior de 1957 realmente enfatizavam esta silhueta curvilínea, e começou a despertar nas mulheres o desejo de aumentar os seios”, diz a autora Teresa Riordan.
Os “falsies”, sutiãs com enchimento, ganharam popularidade, mas cada vez mais as mulheres queriam algo mais.
Nos anos anteriores, diferentes técnicas tinham sido experimentadas. Durante a década de 1950, médicos começaram a usar implantes de esponjas, e alguns dizem até que Marilyn Monroe teria passado pelo procedimento, embora a informação nunca tenha sido confirmada oficialmente.
O material, no entanto, não tinha durabilidade. As esponjas logo encolhiam e se tornavam “duras como bolas de baseball”, conta o então residente Thomas Biggs.
SiliconeA fascinação americana por artigos artificiais e de plástico na época do pós-guerra também favoreceu o silicone como um forte candidato a ser o material da vez, embora tenham sido prostitutas japonesas as primeiras a testarem o produto para aumentar seus seios.
Determinadas a faturar com os soldados dos EUA durante a ocupação do Japão, elas injetavam silicone roubado no porto de Yokohama diretamente nos seios.
Riscos à saúde

As injeções tinham um efeito colateral conhecido como “silicone podre”, em que a área ao redor da aplicação poderia chegar a gangrenar.Em solo americano, as primeiras tentativas eliminaram o problema mas ainda tinham que lidar com hematomas, casos de infecção e “contrações capsulares fibrosas”, termo técnico para um tipo de cicatriz que se formava em algumas mulheres, endurecendo os implantes.

AvançosAs inovações em torno do procedimento foram constantes nos últimos 50 anos. Além de imagens 3D, e implantes mais modernos, novos tamanhos foram criados.
“Nos primeiros anos, tínhamos apenas quatro possibilidades de tamanho – grande, médio, pequeno e petite. Agora temos mais de 450”, diz Biggs.
Ao redor do mundo, a cirurgia para o aumento dos seios é a segunda mais popular. Em muitos países, no entanto, chega ser primeira. É o caso da Grã-Bretanha.
No ranking de número de mulheres a fazerem a cirurgia, o Brasil fica em segundo, perdendo apenas para os EUA. Já na proporção de operações per capita, o Brasil assume o primeiro lugar.
Além do aumento dos seios, a prótese tem utilidade nos casos de mulheres que passam pela mastectomia – retirada de um ou dos dois seios em casos de câncer de mama e outras doenças – finalidade que também motivou os pioneiros Frank Gerow e Thomas Cronin em suas experiências.
Por muitos anos após a operação, Timmie Jean Lindsey não contava às pessoas que tinha colocado próteses de silicone. Um namorado, por exemplo, nunca percebeu o implante. Os amigos e familiares da pioneira só foram informados décadas depois.
Cinquenta anos mais tarde, ela ainda fica maravilhada com os resultados. “Pensei que eles fossem ficar bem consistentes, mas não, eles são como seios normais, e começam a perder tônus com o passar dos anos. Isso me surpreendeu. Eu achei que eles ficariam sempre no mesmo lugar”, explica.
Mesmo assim ela se diz muito feliz por ter feito parte da história. “É muito legal saber que eu fui a primeira”, diz.

Nos anos 1990, a agência americana que regula a aprovação de medicamentos, FDA, baniu os implantes de silicone no país devido ao risco de uma doença do sistema imunológico. Os implantes salinos –solução salina dentro de uma cápsula de silicone- continuaram a ser vendidos.As indústrias fabricantes de próteses pagaram muitas indenizações, mas estudos afastaram os temores e os implantes voltaram a ser permitidos no país.Em 2010, as próteses produzidas pela francesa Poly Implant Prothese (PIP) tornaram-se alvo de acusações e polêmica por usarem silicone que deveria ser usado em colchões, construções, eletrônicos e petroquímicos. Foi comprovado ainda que os implantes continham aditivo usados em combustíveis não liberados para o uso clínico, que poderiam causar câncer. A empresa foi fechada no mesmo ano.No ano seguinte, o governo francês revelou que as próteses da marca tinham um risco de ruptura maior do que o normal, e aconselhou as 30 mil mulheres que tinham o implante a retirá-los em procedimentos cirúrgicos. Outros países fizeram o mesmo, e o dono da empresa foi preso.Acredita-se que cerca de 400 mil mulheres em 65 países tenham colocado implantes da PIP, fabricante criada em 1991 que tornou-se a terceira maior do mundo no setor.Seu dono, Jean-Claude Mass, de 72 anos, foi preso durante as investigações e depois libertado, mas voltou a ser detido em março deste ano após não conseguir pagar a fiança de 100 mil euros (R$ 230 mil). Ele admitiu ter usado o silicone impróprio por ser “mais barato e melhor” e insistiu que eles não são perigosos.

O caso ganhou dimensão internacional em dezembro de 2011, quando o governo francês aconselhou que todas as 30 mil mulheres com as próteses da marca no país deveriam retirá-las em procedimento cirúrgico, como medida preventiva.
Até então a terceira maior fabricante mundial de implantes, a PIP, fundada em 1991, produziu ao longo de quase 20 anos próteses usadas por 400 mil mulheres em 65 países.
Muitos países também aconselharam que os implantes mamários da marca fossem removidos, e ainda há controvérsias científicas, mas estudos indicaram que as próteses da PIP apresentam um risco de ruptura maior do que permitido por lei e que os produtos usados em sua fabricação são cancerígenos.

* Com informações adicionais da redação da BBC Brasil em São Paulo.

beijos, Fran
18/07 2013
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