Plásticas
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cirurgia plástica na Bolívia e Paraguai

Especialista orienta sobre riscos de preço baixo em cirurgia plástica na Bolívia e Paraguai
 
Eduardo Coutinho
Luiz Alberto 
 
Cirurgião explica quais cuidados ter na hora da cirurgia plástica
A maior procura por um corpo perfeito acontece no Verão. Por isso, durante este período os médicos e cirurgiões plásticos ficam em alerta para orientar a população na busca por um procedimento de qualidade e principalmente que proporcione segurança aos pacientes. Na Bolívia e Paraguai, promoções enchem os olhos das pessoas com descontos de até 90% em comparação com os procedimentos no Brasil. Para se ter ideia, uma cirurgia de lipoaspiração em Mato Grosso do Sul custa em média R$ 10 mil e a de implante de prótese de silicone nas mamas cerca de R$ 8 mil. Já nos países vizinhos, as cirurgias chegam a ser oferecidas em sites por até R$ 1 mil.
Em entrevista ao Midiamax, o médico cirurgião plástico Alcides Arruda, presidente da regional MS da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, comentou o motivo da diferença de preço e quais os riscos de realizar cirurgias na Bolívia e Paraguai.
Na Bolívia os procedimentos chegam a ser 90% mais baratos que no Brasil. Por que isso ocorre?
Essas ofertas ocorrem via internet. Lá (Bolívia e Paraguai) oferecem até três procedimentos ao custo de R$ 2 mil. O motivo é que eles não têm o treinamento como aqui no Brasil, com centros de especializações, e nem compromisso com o paciente. Aqui a alta ocorre cerca de dois dias após uma cirurgia mais complexa como o implante de silicone, mas lá eles dão alta e liberam no mesmo dia. Se ocorrer uma complicação o risco é todo dos paciente, que, por sinal, não tem direito algum, pois é estrangeiro. Então eles oferecem o preço baixo já que não tem capacidade, nem realizam um pós-operatório correto. É um grande risco.
O senhor falou que é um risco. Mas quais os perigos e até onde isso pode levar?
Temos diversos casos de pacientes que saíram do Brasil e foram aos países realizar as cirurgias, mas lá morreram. E as pessoas não são apenas daqui do Mato Grosso do Sul, elas vem de todos os estados buscar esse menor preço. O último aconteceu recentemente, com uma senhora de Rondônia, que morreu em um hotel após a cirurgia. Ela foi deixada na fronteira, em Corumbá.
Aqui no Brasil, uma cirurgia plástica não ocorre em menos do que uma semana, desde o primeiro encontro entre o médico e o paciente. Isso ocorre, pois pedimos diversos exames, como de sangue, eletrocardiograma e entre outros pré-operatórios. Temos todos os cuidados para que imprevistos não ocorram e o procedimento aconteça com toda a segurança possível para que não ocorram imprevistos, pois, por menor que seja, é uma cirurgia.
O nível de falta de compromisso com o paciente na Bolívia e no Paraguai é tamanho, que as cirurgias acontecem no mesmo dia que a pessoa chegou ao país, sem exames ou mesmo conversa.
É frequente as pessoas viajarem para fazer estas cirurgias? E porque, mesmo com os riscos, as pessoas ainda viajam?
Não temos números, mas acompanhamos e sabemos que isso é muito frequente. Pessoas vem de todo os estados e usam a fronteira como ponte para chegar aos países vizinhos. Vemos alguns relatos de pessoas que mentem para os familiares dizendo que vão fazer outras coisas, mas na verdade vão fazer a cirurgia plástica.
É um sonho, mas que ocorre na base da sorte e pode acabar com a vida. As pessoas enchem os olhos com os preços superbaixos, mas não pensam nos riscos que estão assumindo em fazer esse procedimento sem os devidos cuidados. Ouvimos relatos que pessoas ouvem que alguém fez e deu certo e acreditam que com elas vai acontecer do mesmo jeito.
Como ocorre um procedimento de cirurgia plástica no Brasil?
Aqui, como comentei, são pedidos diversos exames pré-operatórios. Além disso, todos os hospitais que realizam as cirurgias contam com bolsas de sangue e CTI (Centro de Terapia Intensivo). O pós-operatório também ocorre de forma frequente. O paciente retorna periodicamente, nos primeiros dias, depois no terceiro, sexto mês e assim por diante se houver necessidade.
Além disso, nossos profissionais contam com três anos de especializações em cirurgias plásticas e dois em cirurgias gerais. São cinco anos, além da faculdade. Temos em todo Brasil 81 centros de especializações médicas para preparar o profissional. Somos o segundo país do mundo em qualidade de cirurgias plásticas, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Mesmo assim as pessoas ainda insistem em fazer cirurgias em países que não tem médicos capacitados.
Alcides Arruda, mesmo com estas justificativas, por que as cirurgias plásticas ainda são tão caras?
Não comentamos o preço das cirurgias. Mas para ter uma ideia, em implante de prótese de mama, mais de 30% do valor da cirurgia é referente ao produto. Além disso, é preciso contratar os serviços de anestesia, e outros profissionais da equipe e equipamentos de segurança como a CTI. Isso sempre pensando na segurança do paciente.
Cirurgias estéticas são seguras no Brasil?
 
Em 2011 foram realizadas mais de 900 mil cirurgias plásticas em todo o Brasil, de acordo com a pesquisa divulgada pela ISASP em parceria com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Durante este período foram oito mortes. Um número que precisa ser zerado, mas, por ser uma cirurgia, chega próximo ao nosso objetivo. A maioria das cirurgias foram de implante de silicone, que representou 23.32% do total.
Então qual a orientação para quem pretende realizar a cirurgia?
Procure conversar com o médico antes e ter certeza de que ele é um profissional capacitado. Um dos recursos que o paciente tem para isso é o site da Sociedade Brasileira de Cirurgias Plásticas, com todas as informações importantes. A pessoas não deve crescer o olho apenas pelo preço, pois pode causar um risco a sua saúde.
 
Perfil:
Alcides Martins Arruda é médico formado na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e neste ano comemora 43 anos de profissão. Especializou-se como cirurgião plástico também na cidade carioca em 1977. Hoje aos 70 anos, o especialista reside em Campo Grande, onde veio morar em busca do “El Dourado”, após divisão do estado. Também é presidente da regional MS da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
 
Fonte:Midiamax News
 
beijos, Fran
15/05 2013
Plásticas
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Cirurgia plástica clandestina

Em busca dos baixos preços praticados pelo mercado de cirurgia plástica boliviano, muitas mulheres brasileiras têm decidido cruzar a fronteira e se submeter às intervenções estéticas do país de Evo Morales. Entretanto, o desejo de obter o corpo perfeito, gastando pouco, pode custar bem caro.


Em janeiro de 2011, a participante do reality show Big Brother Brasil11, Janaína dos Santos, admitiu ter feito uma lipoaspiração na Bolívia por R$ 400,00. Segundo a bailarina, o procedimento foi feito em um local totalmente desprovido de higiene. “Fiz a lipo praticamente em um açougue”, afirma.
Janaína, que já desfilou pela escola de samba X-9 Paulistana, continua: “(…) o médico disse para eu aguentar a dor, porque tinha me dado um remédio que não era nem anestesia, então poderia doer. Depois da operação, eu levantei e peguei um ônibus para uma viagem de 12h. Fui sangrando. Tirei os meus pontos com alicate de unha e acetona”.
O depoimento da sister relata a realidade das inúmeras mulheres que recorrem às intervenções cirúrgicas estrangeiras, impulsionadas pelo desejo de alcançar o corpo ideal a baixo custo, sem considerar os perigos implícitos em tais procedimentos.
Também é preciso atentar para os procedimentos estéticosdispensáveis, que levam à vulgarização da cirurgia plástica. Em abril, outra participante do reality show Big Brother, dessa vez em sua versão alemã, foi alvo de notícias relacionadas ao assunto. Carolin Berger, de apenas 23 anos, faleceu após uma parada cardíaca durante a sua sexta cirurgia de implantes de mama. “Sexy Cora”, como era conhecida na indústria de filmes eróticos, desejava aumentar a sua prótese de cerca de 750 ml para mais de 900 ml. “A cirurgia plástica não deve ser banalizada ou tratada como um mercado”, comenta o Dr. Fabrício Veloso, Diretor Clínico da Dream Plastic.
Muitos são os casos em que os médicos responsáveis pela cirurgia não possuem diploma reconhecido noBrasil, assim como registro no Conselho Regional de Medicina (CRM), conferindo o exercício ilegal de Medicina no país. Em outras palavras, qualquer complicação que possa surgir durante o pós-operatório não poderá ser recorrida judicialmente.
Para que o barato não saia caro, certifique-se de que sua cirurgia plástica seja feita por médicoscompetentes e especializados, devidamente registrados pelo CRM. Conheça o anestesista responsável antes do dia da internação, para que ele esclareça todas as suas dúvidas sobre a técnica anestésica que será adotada. Para ter uma cirurgia segura, é imprescindível que o procedimento seja realizado em umhospital regulamentado pelo Conselho Regional de Medicina e pela Vigilância Sanitária. Nunca submeta-se a operar em clínicas, pois estas não oferecem os recursos necessários no caso de uma intercorrência.
Tomadas todas as precauções, sinta-se à vontade para conversar e discutir abertamente com seu cirurgião plástico sobre qualquer incerteza ou receio que possa sentir. Uma vez que se sentir confiante, você está pronta para realizar uma cirurgia plástica com tranquilidade e segurança. Boa cirurgia!

FONTE:Plasticadosonho

beijos, Fran
15/05 2013
Celebridades
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Angelina Jolie publicou na edição de hoje no jornal ‘The New York Times

TESTEMUNHO

‘A Minha Escolha Médica’

 
Leia na íntegra o artigo que Angelina Jolie publicou na edição de hoje no jornal The New York Times’.
A minha mãe lutou contra o cancro durante quase uma década e morreu aos 56 anos. Viveu o tempo suficiente para ver o primeiro dos seus netos e pegá-lo nos braços. Mas os meus outros filhos nunca terão a oportunidade de a conhecer e saber o quão amável e graciosa ela era.
Frequentemente falamos da “Mamã da mamã”, e eu encontro-me na difícil posição de tentar explicar a doença que a levou para longe de nós. Eles perguntavam-me se o mesmo me podia acontecer a mim. Eu sempre lhes disse que não se preocupassem, mas a verdade é que eu carrego o gene “culpado”, BRCA1, o que aumentava bruscamente o risco de desenvolver cancro da mama ou dos ovários.
Segundo as estimativas dos médicos, eu tinha 87% de hipóteses de ter um cancro na mama e 50% de ter um cancro nos ovários, apesar de o risco poder variar de mulher para mulher.
Apenas uma percentagem de cancros da mama resultam de um gene herdado. Aqueles que têm um defeito no BRCA1 têm em média 65% de hipóteses de terem um cancro.
Assim que soube que esta era a minha realidade, decidi ser proativa e minimizar os riscos ao máximo. Eu tomei a decisão de fazer uma dupla mastectomia preventiva. Eu comecei pelos seios, porque o risco de cancro da mama era maior, e porque a cirurgia é mais complexa.
No dia 27 de abril, eu terminei os três meses de procedimentos médicos que as mastectomias envolvem. Durante esse tempo, eu pude manter esta decisão em privado e cuidar do meu trabalho.
Mas eu estou a escrever sobre isto agora porque eu espero que outras mulheres possam beneficiar da minha experiência. Cancro ainda é uma palavra que apavora o coração das pessoas, produzindo uma sensação profunda de fraqueza e falta de poder. Mas hoje em dia é possível através de um procedimento fácil, saber quais são os nossos riscos de ter um cancro de mama ou nos ovários, e depois entrar em ação.
O meu processo começou no dia 2 de fevereiro, com um procedimento chamado “nipple delay” que afasta a doença dos ductos mamários por detrás do mamilo e atrai um fluxo de sangue extra para essa área. Isto causa alguma dor e umas quantas nódoas negras, mas aumenta as hipóteses de conseguir salvar os mamilos.
Duas semanas depois, tive a cirurgia principal, onde o tecido mamário é removido e enchimentos temporários são postos no seu devido lugar. A cirurgia pode demorar oito horas. Acorda-se com tubos de drenagem e expansores nos seios. A cirurgia parece mesmo saída de um cena de um filme de ficção cientifica. Mas dias após a cirurgia pode voltar a uma vida normal.
Nove semanas depois, a cirurgia final é feita com a reconstrução dos seios com um implante. Houve muitos avanços neste processo nos últimos anos, e os resultados podem ser muito bonitos.
Eu queria escrever esta carta para dizer a outras mulheres que a decisão de fazer uma mastectomia não foi facil. Mas é uma decisão que hoje, sou feliz por a ter feito. A probabilidade de vir a ter cancro da mama desceram de 87 % para menos de 5%.
Agora posso dizer aos meus filhos que eles não me vão perder para o cancro da mama.
É reconfortante o facto de eles não verem nada que os faça desconfortáveis. Eles podem ver as minhas pequenas cicatrizes, mas é só isso. Tudo o resto é apenas a Mamã, a mesma que sempre foi. E eles sabem que eu os amo e que vou fazer tudo o que estiver ao meu alcance para estar ao junto deles.
Pessoalmente, não me sinto menos mulher. Sinto que fiz um decisão difícil e forte e que não sou menos feminina por isso.
Tenho a sorte em ter um parceiro, Brad Pitt, que é muito amoroso e solidário. Então, para quem tiver uma namorada ou mulher a passar pelo mesmo, saiba que é uma parte muito importante do processo de transição. Brad estava no Pink Lotus Breast Center, onde fui tratada, em cada minuto das cirurgias. Conseguimos encontrar momentos para rirmo-nos juntos. Sabíamos que essa era a decisão certa a fazer para a nossa família e que iria nos aproximar. E realmente o fez.
Para qualquer mulher que esteja a ler isto, eu espero que a ajude a saber que tem sempre opções. Eu quero encorajar todas as mulheres, especialmente se têm histórico familiar de cancro da mama ou dos ovários, que procure logo um médico especialista que as podem ajudar a passar por este momento e tomar a decisão acertada.
Eu aprendi que há médicos maravilhosos a trabalhar alternativas às cirurgias. O meu próprio percurso vai ser publicado na página do Pink Lotus Breast Center. Eu espero que que seja uma ajuda para todas as mulheres.
Só o cancro da mama mata cerca de 458 000 pessoas todos os anos de acordo com a World Health Organization. Tem que ser uma prioridade ter a certeza que mais mulheres possam ter acesso aos testes e aceder ao tratamento preventivo, independentemente do meio em que viva ou das capacidade financeiras que tenha. Os testes para os genes BRCA1 e BRCA2, custam mais de 3 mil dólares nos Estados Unidos, e isto é um obstáculo para muitas mulheres.
Eu escolhi não manter a minha história privada porque há muitas mulheres que não sabem que estão a viver sobre a sombra do cancro. Eu tenho esperança que elas possam se submeter aos testes, e que se estiverem em risco, saberão que têm opções fortes.
A vida vem com muitos desafios, uns que não nos devem assustar e outros que podemos encarar e controlar.
Angelina Jolie é atriz e realizadora.
 
 
Fonte:Diário de Notícias
beijos, Fran
15/05 2013
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