Mamoplastia
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Qual a composição do silicone?

próteses silicone

 

É fundamental que a prótese de silicone escolhida seja devidamente analisada pelo INMETRO, registrada e autorizada pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A agência tem o aval para liberar ou não o uso das próteses.

Por exemplo, quando são encontradas falhas nas próteses de silicone é dever da ANVISA comunicar e, se necessário, suspender o uso da marca, como já ocorreu no passado com as próteses francesa PIP e holandesa Rofil.

Atualmente, a ANVISA testa e libera lote por lote antes de ir para o mercado. Com isso, se algum deles apresentar problema, não há mais risco de uma paciente já ter implantado a prótese.

Utilizar uma prótese de silicone de qualidade é fundamental para evitar problemas de rejeição.

Critérios de qualidade específicos, como:

  • Certificações exigidas por legislações competentes (FDA, ANVISA, Inmetro)
  • Tecnologia avançada e de alta qualidade (menor índice de rejeição)
  • Garantia Vitalícia do fabricante
  • Aprovação científica pelo Comitê de Médicos Especializados da Dream Plastic

Graças a esses cuidados você não corre o risco de ter seu resultado prejudicado por uma prótese de baixa qualidade.

Além disso, a sua segurança não é ameaçada por falta das devidas certificações que atestam e garantem a procedência do implante de silicone.

Sem contar que você evita problemas de rejeição e ruptura, porque as próteses selecionadas pela Dream Plastic apresentam um índice de complicação menor de 1%.

Afinal, colocar silicone nos seios não é como trocar de roupa, que se não ficar bom ou o tecido começar a pinicar você consegue trocar rapidamente. Estamos falando de uma cirurgia plástica que merece o máximo de atenção com os materiais utilizados.

 

Qual a composição do silicone?

 

elastomero silicone

 

Os implantes são conchas de elastômero de silicone, preenchidos com gel de silicone de alta coesividade, produzido em um estado semissólido e cuja consistência é semelhante à da mama normal.

O elastômero de silicone é um material que apresenta propriedades elásticas e, sendo o envelope das próteses de silicone, tem a espessura extremamente reduzida. Essa característica ajuda a evitar a contratura capsular (enrijecimento do tecido de cicatrização que cerca o implante).

Já a alta coesividade impede o vazamento do gel pelo organismo em caso de ruptura da prótese. Este material é um silicone médico e só há duas empresas no mundo responsáveis por fabricar o produto. Por isso, independente da marca escolhida, se ela tiver as devidas certificações, o preenchimento de silicone será o mesmo.

O gel de silicone tem textura e densidade parecidas com a do músculo mamário, o que deixa uma aparência mais natural aos seios.

O revestimento da prótese também é feito de silicone em forma de gel e, graças à texturização da superfície, as chances de acontecer uma contratura capsular também são reduzidas. Essa textura dificulta a organização de fibras mais intensas na cápsula formada ao redor da prótese.

 

Marcas de Implantes de Silicone

 

silicone proteses

 

Muitas mulheres não tem muita preocupação em relação à marca do implante mamário. Mas o escândalo envolvendo algumas marcas muda um pouco este comportamento.

No início de 2012 a ANVISA cancelou o registro das marcas Rofil e PIP porque suas próteses continham silicone não cirúrgico em sua composição. Além de constar diferentes óleos e impurezas, os implantes eram revestidos por um material mais suscetível a rupturas.

Saber a marca e seu histórico, assim como a garantia oferecida, são dados importantes para quem vai colocar silicone nos seios. Confira a seguir algumas marcas disponíveis no mercado.

 

Silicone da Lifesil

 

Empresa nacional, a Lifesil tem sede em Curitiba (PR) e atua no mercado desde 2005. Produz diferentes linhas de próteses de silicone, divididas entre perfis denominados como: natural, alto, superalto e distendido.

Com tamanhos que variam entre 125 a 1100 ml, a marca é certificada pela ANVISA e pelo INMETRO.

 

 Próteses da Eurosilicone

 

Com 25 anos no mercado, a fabricante europeia de implantes mamários Eurosilicone reúne em seu portfólio modelos de 100 a 800 ml, disponíveis nos perfis baixo, moderado, alto e superalto.

A marca tem próteses certificadas pela ANVISA e pelo INMETRO no Brasil.

 

Implante da Silimed

 

Há 39 anos no mercado, a nacional Silimed tem próteses de silicone de perfil anatômico, gota, esférico e cônico. Os tamanhos variam entre 105 e 635 ml.

A empresa tem ainda um modelo com revestimento de poliuretano, que promete uma superfixação entre o implante e a superfície à sua volta.

Em 2015, a Silimed sofreu uma interdição cautelar pela ANVISA e teve a venda de suas próteses de silicone suspensa por 90 dias.

 

Prótese de poliuretano: quando usar?

 

protese silicone poliuretano

 

A prótese de poliuretano é conhecida pelo baixíssimo índice de contratura capsular, isso graças à sua superfície irregular. Além disso, a adesão do implante é superior, evitando sua rotação ou deslocamento.

Vale lembrar, a textura aveludada é do revestimento de poliuretano, porém a prótese continua sendo de silicone. Ou seja, tem o silicone coesivo que, em caso de ruptura, não se espalha no organismo.

No geral, a prótese de silicone revestida de poliuretano tem como características:

  • Elevada aderência aos tecidos mamários e adjacentes
  • Ótima resposta celular do organismo, mesmo sendo um corpo estranho
  • Boa formação da cápsula ao redor do implante

Mas apesar dessas características chamarem muita atenção, pela experiência de mais de 10 anos da Dream Plastic, a prótese de poliuretano não é a mais indicada para a maioria das pacientes. Isto porque este excesso de aderência dificulta a remoção da prótese.

Este tipo de prótese é aconselhável apenas em casos específicos, como quando a paciente apresenta flacidez precoce nas mamas.

Mas algumas pessoas questionam sobre o índice de complicação, já que a promessa da prótese poliuretano é de ser menor de 1%. Em relação a isso você pode ficar tranquila, pois é a mesma proporção apresentada pelos implantes com superfície microtexturizada.

 

O que são próteses salinas?

silicone composição

As próteses salinas são implantes de silicone preenchidos por soro fisiológico. Para colocá-los, o cirurgião plástico insere primeiro as próteses vazias e, com uma seringa, enche-as com soro até alcançar o volume desejado.

Esse procedimento não é realizado no Brasil, pois envolve mais riscos à saúde. Somado a todos esses fatores, a prótese salina ainda proporciona uma aparência artificial e alto risco de vazamento do soro, por isso não recomendamos.

 

Novas próteses de silicone com chip

 

novas proteses silicone

 

Entre as novas próteses de silicone, uma bastante comentada é o implante com chip (média de 4 mm) que promete muitos benefícios. Mas como toda novidade, ainda mais na área da saúde, é preciso analisar com muita atenção.

Um dos principais diferenciais trabalhado pela marca é que o chip permite o rastreamento de dados da prótese, mas que na verdade é o número de série, como se fosse o RG do seu implante.

Eles alegam que você terá acesso aos dados, por exemplo, de formato, tamanho e data da operação. Tudo isso para facilitar a identificação numa eventual troca. Porém, essas informações estão atreladas ao número de série da prótese.

É importante você saber que esta numeração de série fica registrada na garantia e na nota fiscal da prótese. Além de constar no seu prontuário médico, que permanece arquivado no hospital por 20 anos. Então, se você perder a nota fiscal, por exemplo, pode solicitar uma segunda via com o fabricante.

A empresa alega que a chamada “prótese inteligente” é mais durável graças ao gel de silicone “superelástico” e a “nanotextura”. Em relação à composição do silicone, como comentamos anteriormente, apenas duas empresas no mundo estão aptas a fornecerem o silicone de grau médico utilizado nos implantes, ou seja, é o mesmo usado pelas demais marcas liberadas pela ANVISA.

Já sobre a nanotextura, é preciso ter estudos mais apurados para afirmar se a qualidade é realmente boa ou ruim. Até o momento a empresa só tem metade do tempo de estudo, que ela mesma diz que levará 10 anos.

Para você ter uma ideia, outras marcas que tem sua qualidade comprovada promovem estudos de muito mais de 10 anos, como a Mentor e a Eurosilicone.

Outra promessa dos implantes da Motiva é de apresentar resultados mais naturais. Mas essa questão não está relacionada ao revestimento ou preenchimento da prótese e, sim, ao perfil, ao tamanho e a técnica de implantação.

Vale ressaltar que o implante de silicone não foi feito para ser sentido ao toque, se isso ocorre há o que chamamos de efeito rippling, no qual você vê e sente as ranhuras da prótese.

 

A Motiva Implants promete ainda…

 

No futuro eles dizem que o silicone com chip poderá monitorar a temperatura e a pressão interna para “evitar” o risco de ruptura, inflamações e infecção.  Algo que é impossível, no máximo ele pode ajudar no diagnóstico, já que o chip não tem o poder de fazer nenhum tipo de tratamento.

Para você ter uma ideia, o diagnóstico de qualquer complicação é feito por meio de exames de imagem, como Ultrassom e Ressonância Magnética, que normalmente são solicitados na sua consulta de rotina com o ginecologista. Além disso, esses problemas podem ser percebidos clinicamente, quando surgem os sintomas.

Você pagaria o dobro do valor para ter uma informação que você já tem ou para ter a segurança que outras próteses já oferecem por muito menos?

Ao analisar cada detalhe é possível perceber que, apesar de diferente por carregar um microchip, os implantes da Motiva não oferecem nenhum benefício real.

O índice de contratura capsular e de ruptura menor que 1% já é apresentado por marcas concorrentes, que obtiveram esses resultados após muito mais tempo de análise do que os 5 anos usados como referência para o silicone com chip.

Ainda é muito cedo para avaliar a qualidade dos implantes Motiva, mas ficaremos no aguardo até o término das pesquisas para ter certeza se a prótese é realmente boa ou não.

 

Preocupação com a rejeição

 

implante silicone textura

 

Muitas mulheres têm receio de que as próteses de silicone sejam rejeitadas por seu organismo, ocorrência conhecida como contratura capsular.

No passado, o número de casos realmente era alto: 50% das cirurgias apresentavam rejeição.  Isto porque antes as próteses tinham um revestimento liso, diferente das utilizadas hoje, que apresentam rugosidade na superfície.

“É importante ressaltar que as taxas de contraturas e rejeições estão relacionadas com o tipo de revestimento da prótese, não com o silicone interno”, explica o Dr. Fabrício Veloso, da Dream Plastic.

Com a evolução para os revestimentos texturizados das próteses de silicone, o índice de rejeição caiu consideravelmente. A melhor parte é que não parou por aí.

A tecnologia progrediu e os implantes passaram a ter revestimentos microtexturizados que, dependendo da marca, apresentam menos de 1% de rejeição.

Fonte: Dream Plastic

beijos, Fran
31/12 2017
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