Mamoplastia
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Subglandular/Submuscular/Subfascial

 
abaixo da glândula mamária (subglandular)abaixo da fáscia do músculo peitoral (subfascial)

abaixo do músculo em si (submuscular ou retropeitoral)

As vantagens e desvantagens para cada biotipo:

O plano subglandular é o mais utilizado por ser o mais fácil de descolar e por permitir uma boa hemostasia durante a cirurgia (controle do sangramento). A dor e desconforto no pós-operatório são mínimos e duram poucos dias. A desvantagem deste plano é que em pacientes muito magras e sem nenhum tecido mamário a prótese pode ficar muito visível. E além do resultado poder se tornar artificial, existe sempre a possibilidade de se formarem pequenas dobras (rippling). Quando há tecido mamário suficiente, estas ondulações não aparecem, mas quando a paciente não tem nenhum volume mamário ou bem pouco, indica-se a colocação no plano submuscular.

O plano subfascial utiliza uma membrana que reveste o músculo peitoral, chamada de fáscia peitoral, para “hospedar” a futura prótese. O sangramento é igual ao do plano subglandular porém a dissecção desta fáscia é mais difícil, tornando a cirurgia um pouco mais demorada. Uma eventual vantagem deste plano seria um resultado mais duradouro, pois a ptose mamária (caimento) demoraria mais para acontecer, devido a hipotética sustentação que a fáscia oferece. Em relação às pacientes muito magras e sem glândula, a fáscia também ofereceria uma barreira a mais para evitar o aparecimento do rippling (ondulação). Na prática esta técnica é pouco utilizada pelos médicos no Brasil.

O plano submuscular é o mais utilizado depois do plano subglandular. As indicações para se colocar a prótese neste plano são: 1-paciente muito magras que precisam de uma barreira a mais entre a pele e o implante para que este não se torne visível2-paciente que desenvolveram contratura capsular no plano subglandular e que precisam trocar de plano3-pacientes com forte história de câncer de mama na família (e também câncer de próstata em parentes homens, pois são relacionados) e que precisam de uma barreira entre a glândula mamária e a prótese em si, pois eventuais puncões para biópsias podem ser indicadas

Além destes fatores também podemos citar a preferência do cirurgião. Na prática alguns médicos têm a preferência por este plano e acabam indicando por estarem mais familiarizados com este tipo de dissecção. A desvantagem do plano submuscular é a dor ou desconforto no pós-operatório. Há uma necessidade maior de analgésicos e as restrições como dirigir ou fazer exercícios duram mais tempo.

Um detalhe importante é que próteses de mama NÃO interferem na amamentação, qualquer que seja o plano escolhido.

Fonte: guiadacirurgiaplastica
beijos, Fran
08/07 2013
Plásticas
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Expansão de tecido

A expansão de tecido permite ao corpo “gerar” pele extra para o uso na reconstrução em quase todas as partes do corpo.

O QUE É A EXPANSÃO DE TECIDO?

Expansão de tecido é um procedimento relativamente simples, que permite ao corpo “gerar” pele extra para uso na reconstrução em quase todas as partes do corpo. Um balão expansor de silicone é inserido sob a pele próximo à área a ser reparada e, em seguida, gradualmente preenchido com água salina ao longo do tempo, fazendo com que a pele estique e cresça. É mais comumente utilizado para a reconstrução de mama após sua retirada, mas, também, é usado para reparar a pele danificada por defeitos congênitos, acidentes, cirurgia e em alguns procedimentos estéticos.

QUEM SÃO OS MELHORES CANDIDATOS À EXPANSÃO DE TECIDO?

Praticamente qualquer pessoa que precise de pele adicional pode se beneficiar da expansão de tecido, desde crianças a homens e mulheres idosos.

O procedimento é muito utilizado na reconstrução da mama, quando não há pele suficiente para acomodar um implante permanente para restaurar a aparência natural da mulher. Também é uma opção para a reparação ou a substituição de áreas do couro cabeludo, em que o crescimento do cabelo faz com que seja difícil substituir tecido perdido com a pele de outras partes do corpo. A expansão de tecido geralmente produz excelentes resultados quando reconstrói algumas áreas do rosto e do pescoço, nas mãos, braços e pernas. A expansão pode ser mais difícil nas costas, tronco, ou em demais áreas onde a pele é espessa. Se a área afetada estiver severamente danificada ou com cicatrizes, a expansão provavelmente não é uma opção, pois, o primeiro requisito é que a pele esteja saudável.

VANTAGENS E DESVANTAGENS

Até recentemente, os cirurgiões estavam limitados a retalhos e a enxerto de pele para reconstruir o tecido danificado. A expansão do tecido, no entanto, oferece uma técnica adicional com várias vantagens. Primeiramente, a expansão oferece uma combinação quase perfeita de cor e de textura. Em segundo lugar, porque a pele mantém-se ligada à área doadora de sangue e de nervo, há menor risco de necrose. Ademais, por não ter de ser movida de uma área à outra, as cicatrizes são frequentemente menos aparentes. Por outro lado, a expansão da pele tem um inconveniente significativo − o período de tempo necessário para crescer pele adicional. Dependendo da área a ser reconstruída, a expansão do tecido pode levar de três a quatro meses. Durante este tempo, o expansor cria o que pode ser uma protuberância desagradável − o que é desejável na reconstrução da mama, mas pode ser bastante perceptível para uma pessoa que precise de reparo do couro cabeludo ou de demais áreas do corpo. Além disso, o procedimento requer várias visitas ao cirurgião para a injeção da água salina que infla o balão. Para algumas pessoas, a aparência inconveniente de um expansor é suficiente para que considerem outras opções.

O QUE ESPERAR DA CONSULTA

Durante a sua primeira consulta, o cirurgião irá avaliar sua condição. Sua idade, condição da pele, histórico médico e demais fatores irão ajudar o cirurgião a determinar se você poderá se beneficiar da expansão de tecido. Sua flexibilidade e tolerância à inconveniência associada a este procedimento irão lhe ajudar a determinar se quer se submeter a este procedimento. Antes de prosseguir com a expansão de tecido, discuta suas expectativas e sua compreensão do assunto com o cirurgião.

RISCOS E INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA

A expansão de pele pode produzir alguns resultados significativos. Como em qualquer cirurgia, no entanto, há riscos associados à cirurgia e complicações específicas associadas a este procedimento.

A preocupação mais comum é a de que o expansor de silicone utilizado no procedimento rompa ou vaze enquanto estiver no corpo. Os expansores são rigorosamente testados e colocados com todo o cuidado e segurança, no entanto, pode haver vazamento. Se o expansor romper, a solução salina utilizada para encher o expansor é inofensivamente absorvida pelo sistema e o expansor é substituído com um procedimento cirúrgico relativamente pequeno. Uma pequena porcentagem dos pacientes desenvolvem infecção ao redor do expansor. Esta situação pode ocorrer em qualquer momento, mas, na maioria das vezes, acontece algumas semanas após a inserção do expansor. Em alguns casos, pode ser que o expansor tenha de ser removido por vários meses, até que a infecção desapareça. Um novo expansor pode ser, então, inserido.

PREPARANDO-SE PARA A EXPANSÃO DE TECIDO

Seu cirurgião irá lhe dar instruções específicas sobre como se preparar para a cirurgia, incluindo orientações sobre comer e beber, fumar e tomar ou evitar certos medicamentos. Se você fuma, seu cirurgião, provavelmente, vai pedir que pare de fumar por, pelo menos, duas semanas antes e após a cirurgia, pois o cigarro diminui a circulação de sangue na pele e impede a cicatrização.

Não deixe de pedir a alguém que o acompanhe à cirurgia e que lhe ajude em casa se necessário.

ONDE A CIRURGIA SERÁ REALIZADA

O procedimento deve ser realizado em local seguro e confortável para o médico e o paciente, em centro cirúrgico autorizado pela Vigilância Sanitária, com equipamentos e equipe treinada para qualquer intercorrência.

O cirurgião pode iniciar a expansão do tecido imediatamente no momento da retirada da mama.

TIPOS DE ANESTESIA

O cirurgião pode usar anestesia local, combinada com um sedativo para que você fique sonolento. Você vai ficar acordado, mas relaxado, e pode sentir um pouco de desconforto. O cirurgião pode recomendar o uso de anestesia geral se você preferir dormir durante todo o procedimento.

A CIRURGIA

Na maioria dos casos, a cirurgia inicial leva 1-2 horas, dependendo do tamanho e da área de pele a ser expandida. O seu cirurgião irá começar fazendo uma pequena incisão ao lado da área da pele a ser reparada, e fará todo o possível para fazer a incisão a mais discreta possível. O cirurgião irá, então, inserir o balão expansor de silicone em um espaço criado sob a pele. O expansor contém um pequeno tubo e uma válvula de auto-vedação que permite que o cirurgião possa, gradualmente, encher o expansor com solução salina. A válvula é geralmente deixada logo abaixo da superfície da pele.

ENCHIMENTO DO EXPANSOR

Uma vez que a incisão tenha cicatrizado, você deverá retornar ao consultório do cirurgião periodicamente para que se possa injetar soro fisiológico no expansor. Com a expansão do expansor, sua pele vai esticar. Em algumas pessoas, este procedimento pode causar desconforto.

CIRURGIA SECUNDÁRIA

Quando a pele esticou o suficiente para cobrir a área afetada, você será submetido a um segundo procedimento para remover o expansor e reposicionar o tecido novo. Na reconstrução de mama, a cirurgia requerida para remover o expansor e inserir o implante permanente é relativamente breve. Cirurgia mais complexa para reparar a pele do rosto e o couro cabeludo demanda mais tempo, e pode exigir mais de uma seqüência de expansão para finalizar.

EXEMPLO 1: COURO CABELUDO

A expansão de tecido é ideal para a reparação do couro cabeludo, porque a pele esticada sobre o couro cabeludo mantém o crescimento normal do cabelo. A maioria dos demais tecidos do corpo não cresce pelo com a mesma intensidade.

EXEMPLO 2: MAMA

Um balão expansor de silicone é inserido sob a pele. Uma vez instalado, o expansor é gradualmente inflado com água salina através de uma pequena válvula. Quando o tecido expandiu ao tamanho desejado, o mesmo é removido. Na reconstrução de mama, um implante permanente é, então, colocado.

EXEMPLO 3: BRAÇO

A expansão é também utilizada para reparar a pele da cabeça e do pescoço, mãos, braços e pernas.

RECUPERAÇÃO E ACOMPANHAMENTO PÓS-CIRÚRGICO

Como você se sentirá após a cirurgia dependerá da extensão e da complexidade do procedimento. A cirurgia inicial para inserir o expansor causa, na maioria dos pacientes, um desconforto temporário que pode ser controlado com medicação prescrita pelo médico. Pode haver, também, certo desconforto nas vezes em que a solução salina é injetada no expansor, no entanto, dura apenas 1-2 horas. O procedimento para remover o expansor e colocar o novo tecido no local pode causar desconforto temporário, mas, também, é controlado com medicação.

VOLTANDO AO NORMAL

Novamente, o tempo que levará para você retomar sua rotina normal dependerá da extensão, da complexidade e do tipo de cirurgia a qual se submeteu. Para pacientes que se submeteram à reconstrução de mama, se a expansão do tecido for separada da retirada da mama, a atividade normal pode ser retomada em 2-4 dias.

A maioria dos pacientes que se submete à expansão de tecido relata que é possível voltar à rotina normal estando o expansor ainda instalado. Após a segunda cirurgia, a maioria dos pacientes recupera-se em uma semana.

A SUA NOVA APARÊNCIA

Em geral, os resultados obtidos pela expansão de tecido são melhores que os resultados dos demais métodos usados para reconstruir ou reparar a pele danificada. Mas, lembre-se, de que o objetivo é melhorar e não atingir a perfeição. Para a maioria dos pacientes que se submetem à expansão de tecido, o procedimento melhora drasticamente a aparência e a qualidade de vida após a cirurgia. Se você é fisicamente saudável, psicologicamente estável e realista em suas expectativas, provavelmente ficará bastante satisfeito com a nova aparência.

Fonte:SOCIEDADE BRASILEIRA DE CIRURGIA PLÁSTICA
beijos, Fran
07/07 2013
Plásticas
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Correção de cicatriz

As cicatrizes são sinais visíveis que permanecem após uma ferida ser cicatrizada, sendo resultado inevitável de lesão ou cirurgia, e seu desenvolvimento pode ser imprevisível. A má cicatrização pode contribuir para o surgimento de cicatrizes desfavoráveis. Mesmo uma ferida que cicatriza bem pode resultar em cicatriz precária em sua aparência.

Suas opções de tratamento variam de acordo com o tipo e o grau de cicatrização e podem incluir:
• Tratamentos tópicos simples,
• Procedimentos minimamente invasivos,
• Revisão cirúrgica com técnicas avançadas de fechamento da ferida.
A cirurgia de correção de cicatriz destina-se a minimizar a cicatriz de modo que fique mais uniforme com o seu tom de pele e a textura circundante. Apesar da correção da cicatriz proporcionar resultado estético mais agradável ou melhorar uma cicatriz que tenha má
cicatrização, uma cicatriz não pode ser completamente apagada.

O PROCEDIMENTO É INDICADO PARA MIM?

A cirurgia de correção de cicatriz é um procedimento altamente individualizado e você deve fazê-lo para si mesmo, não para satisfazer os desejos de outra pessoa ou para se adaptar a qualquer tipo de imagem ideal.
O procedimento pode ser realizado em pessoas de qualquer idade e é uma boa opção para você se:
• Você se sente incomodado por ter uma cicatriz em qualquer parte do seu corpo,
• Você é fisicamente saudável,
• Você não fuma,
• Você tem perspectiva positiva e expectativas realistas sobre o procedimento,
• Você não tem acne ativa ou demais doenças de pele na área a ser tratada.

O QUE É CORREÇÃO DE CICATRIZ?

Correção cicatricial é a cirurgia plástica realizada para melhorar a condição ou a aparência de uma cicatriz em qualquer parte do corpo. Os diferentes tipos de cicatriz incluem:
Descoloração, irregularidades da superfície e demais cicatrizes mais sutis podem ser esteticamente melhoradas por cirurgia ou demais tratamentos recomendados pelo cirurgião plástico. Estes tipos de cicatrizes não prejudicam a função ou causam desconforto físico e incluem cicatrizes de acne, bem como cicatrizes decorrentes de ferimentos leves e de incisões cirúrgicas anteriores.
Cicatrizes hipertróficas são aglomerados espessos de tecido cicatricial que se desenvolvem diretamente no local da cicatrização. Estas cicatrizes são, na maioria das vezes, altas, vermelhas e/ou desconfortáveis, e podem se tornar maiores ao longo do tempo. Elas podem ser hiperpigmentadas (de cor mais escura) ou hipopigmentadas (de cor mais clara).
Quelóides são maiores que as cicatrizes hipertróficas. Estas cicatrizes podem ser dolorosas ou com prurido e, também, podem enrugar. Elas se estendem para além das bordas de uma ferida ou incisão inicial, podendo ocorrer em qualquer parte do corpo, mas, desenvolvem-se mais comumente onde há pouco tecido subjacente de gordura, como na face, no pescoço, nas orelhas, no peito e nos ombros.
Contraturas são cicatrizes que restringem o movimento devido à junção da pele e do tecido subjacente durante a cicatrização. As contraturas ocorrem quando há uma grande quantidade de perda de tecido, por exemplo, após uma queimadura. As contraturas também podem se formar onde a ferida se junta com a articulação, restringindo o movimento dos dedos, cotovelos, joelhos e pescoço.
O tipo de cicatriz que você tem irá determinar as técnicas adequadas que o cirurgião plástico irá usar para suavizar a cicatriz.
Fonte:SOCIEDADE BRASILEIRA DE CIRURGIA PLÁSTICA
beijos, Fran
07/07 2013
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