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Conheça alguns mitos e verdades sobre cirurgias plásticas

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Deve-se preferir meios menos invasivos a uma cirurgia. MITO: não existe uma regra nesse sentido. Para algumas pessoas, um tratamento minimamente invasivo é suficiente para atingir o resultado desejado. Por exemplo, há quem se contente com um simples peeling para clarear manchas e melhorar a qualidade da pele. Outros pacientes, por sua vez, vão preferir encarar um método mais forte para obter resultados mais efetivos. “Em muitos casos, a cirurgia será mais indicada, pois técnicas apenas estéticas não alcançarão os efeitos esperados”, diz Gustavo Tilmann, especialista em cirurgia plástica pelos Conselhos Regional e Federal de Medicina e membro da SBCP. “Há situações que somente a cirurgia plástica resolve, como aumentar e reduzir as mamas, afilar a ponta do nariz, corrigir a flacidez de pele no abdômen e reparar orelhas em abano. Outros quadros, como rugas de expressão e pequenas áreas de flacidez de pele, podem ser contemplados com procedimentos menos invasivos, como toxina botulínica, peelings e preenchimentos”, completa o colega Luiz Eduardo Mendonça Pereira

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Como toda intervenção cirúrgica, a plástica envolve riscos. VERDADE: qualquer cirurgia, seja plástica ou não, traz riscos, relacionados ao estado de saúde do indivíduo (doenças, uso de medicações), à anestesia e à própria operação em si. “Os perigos ligados ao paciente e à anestesia são minimizados com uma avaliação pré-operatória adequada e com a visita pré-anestésica, em que o anestesista conversa com a pessoa e seus familiares para esclarecer dúvidas e conferir exames”, explica Victor Hugo Lara Cardoso de Sá, cirurgião plástico especialista pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. “Como todo procedimento cirúrgico, a plástica também traz riscos envolvendo o procedimento anestésico (alergias, arritmias cardíacas, alterações de pressão arterial), cicatrizes desfavoráveis, sangramentos, acúmulo de líquidos, má cicatrização, alteração de sensibilidade, assimetrias, disfunções de pigmentação, trombose venosa profunda e complicações cardíacas e pulmonares. Para minimizar os mesmos, é importante quatro medidas: a escolha de um cirurgião de confiança, uma instalação médica que cumpra todos os parâmetros de segurança, a avaliação pré-operatória completa e, por fim, que se siga as recomendações pós-operatórias”, complementa o cirurgião plástico formado pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Luiz Eduardo Mendonça Pereira. Todos estes aspectos se tornam mais importantes quando há associação de intervenções na mesma cirurgia. Algumas condutas ajudam a garantir mais segurança, como uso de meias elásticas, deambulação precoce (o paciente sair da cama e caminhar assim que o médico liberar) e emprego de anticoagulantes e de manta térmica no intra-operatório. Por isso, finaliza Gustavo Tilmann, cabe ao médico esclarecer as dúvidas do paciente e ressaltar a importância de seguir todas as orientações para que tais ameaças sejam contidas

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Qualquer cirurgia plástica deixa cicatriz. PARCIALMENTE VERDADE: conforme afirma o especialista Victor Hugo de Sá, toda cirurgia envolve uma incisão na pele, por menor que seja. “Existem vários fatores que influenciam para uma cicatrização adequada, como local do corte, habilidade do cirurgião com os tecidos e ao aplicar técnicas de sutura, cuidados pós-operatórios e fatores individuais (genéticos). Por isso, é sempre interessante conversar sobre o assunto com o médico”. Importante: o paciente precisa seguir as orientações e respeitar o período de repouso. Na maioria das vezes, é necessário utilizar curativos com fita adesiva microporosa para diminuir a tensão nos pontos. Em alguns casos, são recomendados cremes, lâminas de silicone e aplicações de laser. “Atualmente, as técnicas estão avançadas e, em algumas operações, a cicatriz fica praticamente imperceptível. Sem falar que os tratamentos estéticos também evoluíram e, não raro, são capazes de eliminá-la”, completa o colega Gustavo Tilmann. “Há plásticas em que as cicatrizes ficam por dentro do nariz, da boca ou da região palpebral, o que significa que não aparecem”, arremata Luiz Eduardo Mendonça Pereira

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Desconfie de clínicas que prometem soluções milagrosas a custos baixos. VERDADE: “Alguns preços oferecidos por clínicas não são compatíveis com os custos de uma cirurgia plástica. O paciente deve buscar sempre referências de outras pessoas, de preferência conhecidas, que realizaram tratamentos com aquele médico”, recomenda o cirurgião Gustavo Tilmann. Para Victor Hugo Lara Cardoso de Sá, qualquer operação abarca riscos e custos e vale desconfiar se os valores praticados estão muito abaixo do mercado. “É bom se informar sobre as condições oferecidas pelo hospital, ou seja, se tem certificações de qualidade e respaldo de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) para tratar possíveis complicações. Além disso, aconselho procurar sempre profissionais credenciados pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP)”, diz o especialista, acrescentando que a definição dos honorários deve ser feita pelo médico. “As operadoras (financeiras) ou agenciadoras de pacientes são proibidas de fazê-lo pelo Conselho Federal de Medicina”

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Qualquer plástica só pode ser feita em um centro cirúrgico. VERDADE: os procedimentos cirúrgicos devem ser realizados após uma avaliação e preparação minuciosa e, mesmo assim, não estão isentos de riscos. “Geralmente, várias condições só são encontradas em um centro cirúrgico hospitalar, como monitorização cardíaca (como se fosse um eletrocardiograma contínuo), acompanhamento da oximetria (oxigenação do sangue), presença de aparelho de ventilação mecânica (respirador), medicamentos e equipamentos adequados às normas de segurança. E é nestes locais, também, que há equipes bem treinadas e habituadas a situações de urgência e emergência”, destaca o professor voluntário da Faculdade de Medicina do ABC, Victor Hugo Lara Cardoso de Sá

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O fumo atrapalha a cicatrização e aumenta o perigo de necrose. VERDADE: o cigarro causa uma vasoconstrição periférica (encolhimento do calibre dos vasos) que geralmente dura horas, levando a uma diminuição da quantidade de oxigênio que chega à pele. Com esse afilamento no calibre dos vasos sanguíneos, há prejuízo direto na cicatrização, aumentando a chance de necrose (morte) dos tecidos. Há que se levar em conta, ainda, que, durante uma intervenção cirúrgica, alguns vasos são lesados, o que significa que os restantes devem estar em perfeita ordem para manter a vascularização epitelial. E tem mais: o fumo também provoca patologias respiratórias que comprometem o estado geral do paciente. Outras ameaças associadas são trombose venosa, embolia e alterações no pulmão e no coração. A recomendação, então, é taxativa: fumantes devem ficar longe do vício pelo menos duas semanas antes e depois da cirurgia

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Antes de uma plástica, o paciente não pode ingerir alguns medicamentos, como aspirina. VERDADE: o paciente deve informar ao médico quais remédios está usando. “Alguns são permitidos, mas, no geral, os que alteram a coagulação do sangue devem ser suspensos”, diz Gustavo Tilmann. O colega Victor Hugo Lara Cardoso de Sá acrescenta que o ácido acetilsalicílico (AAS, ou aspirina) não deve ser utilizado justamente por ter ação anticoagulante. “O emprego de qualquer droga tem que acontecer somente sob orientação médica”. Já Luiz Eduardo Mendonça Pereira completa dizendo que anti-inflamatórios, heparina, alho e ginko biloba podem interferir, assim como diuréticos porque levam à alteração de potássio. “Medicamentos para o diabetes igualmente precisam ser interrompidos, pois provocam queda da glicemia intraoperatória”

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A celulite some com a lipoaspiração. MITO: a lipoaspiração reduz a aparência dos furinhos indesejados, mas não elimina o problema em 100%. “Este tipo de plástica oferece uma ação comprovadamente eficaz contra a celulite, geralmente levando a uma melhora considerável do aspecto da pele. Entretanto, são muitos os elementos que influenciam em seu desenvolvimento, como alimentação inadequada, sedentarismo, falta de hidratação e fatores genéticos”, diz Victor Hugo Lara Cardoso de Sá, membro da equipe de cirurgia plástica do Hospital Santa Catarina. Segundo ele, conforme resolução do Conselho Federal de Medicina nº 1.621/2001, art. 3º, o cirurgião plástico não pode prometer um resultado, mas sim um tratamento que busca a melhora de uma queixa do paciente

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A lipoaspiração ajuda no emagrecimento. MITO: a lipoaspiração não é um método de emagrecimento, mas sim de melhora do contorno corporal. Portanto, a melhor indicação do procedimento é para remoção de gordura localizada. É importante deixar claro que, uma vez retiradas, as células adiposas não se formam novamente. Porém, outras células estão presentes na região e podem aumentar de tamanho se houver ganho exagerado de peso. “A lipo serve para remodelar o corpo, eliminando a gordura que incomoda em diferentes áreas, como na cintura (pneus) e nos culotes. Não vale para emagrecer. Para quem está brigando com a balança, o ideal é, antes, se submeter a uma reeducação alimentar e à prática de exercícios físicos”, recomenda o cirurgião plástico Gustavo Tilmann

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Depois da lipoaspiração, o volume na região aspirada não volta mais. VERDADE: durante o processo da lipoaspiração, as células de gordura são eliminadas. Mas isso não significa que, se a pessoa não se cuidar, não voltará a engordar

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Prótese de silicone pode levar ao câncer de mama. MITO: conforme sustentam os médicos Gustavo Tilmann, Victor Hugo Lara Cardoso de Sá e Luiz Eduardo Mendonça Pereira, vários estudos já foram feitos e nenhum deles comprovou esta relação Miguel Medina

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Há o perigo de a prótese de silicone estourar. VERDADE: embora seja algo muito difícil de acontecer. Victor Hugo Lara Cardoso de Sá defende que existe o risco de o implante mamário de silicone estourar “frente a um trauma frontal de grande energia, mas os relatos desse acontecimento são raros”. Casos mais frequentes de ruptura, e não estouro, ele diz, estão relacionados ao desgaste dos implantes pela ação contínua da cicatrização. “Eles são introduzidos no organismo e levam à formação de uma cicatriz ao seu redor, que chamamos de cápsula. Esse tecido cicatricial (cápsula) é estimulado continuamente pela presença da prótese e se torna cada vez mais espesso, podendo causar danos como ruptura, a longo prazo. Por tudo isso, cabe ao paciente sempre questionar o médico sobre a qualidade dos implantes mamários, incluindo aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Food and Drug Administration (FDA), agência americana que regula medicamentos”

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É preciso esperar no mínimo seis meses para saber o resultado real de uma plástica. VERDADE: os primeiros efeitos até podem aparecer nos três primeiros meses, mas o resultado final mesmo só vem à tona após este período. Isso porque o processo de cicatrização pode demorar até um ano (tanto que algumas cicatrizes, a princípio avermelhadas, levam este tempo todo para clarear), e pequenas mudanças não raro vão acontecendo nos meses posteriores à operação. O edema e o inchaço costumam regredir em até seis meses, o que permite visualizar os novos formatos e contornos da região. “Tudo vai depender da cirurgia e das características individuais do operado. O tempo mínimo para podermos avaliar o resultado de uma cirurgia é de seis meses. Entretanto, o processo de cicatrização pode demorar até 18 meses. Então, vale seguir as orientações do médico para se recuperar de acordo com o esperado”, diz Victor Hugo Lara Cardoso de Sá

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A cirurgia de face (lifting facial) tem idade limite para ser feita. MITO: não existe uma idade certa, embora este tipo de operação seja, em geral, realizado em pessoas de mais idade, já que o objetivo é reduzir as marcas de expressão. “Cabe ao cirurgião identificar e orientar o paciente sobre a intenção do tratamento”, salienta o médico Gustavo Tilmann. “Com a evolução de técnicas cirúrgicas e anestésicas, o lifting facial não tem limite de faixa etária para ser feito, desde que haja critérios para indicá-lo como queda dos tecidos da face e excesso de pele. E, claro, que o paciente seja liberado clinicamente para o procedimento, com avaliação pré-operatória adequada”, completa Victor Hugo Lara Cardoso de Sá

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Lipoaspiração só pode ser realizada por cirurgião plástico. VERDADE: a lipoaspiração faz parte do arsenal do cirurgião plástico. Sua formação deve contemplar obrigatoriamente a realização de treinamento em cirurgia geral (por dois anos), para depois poder se candidatar à formação em Cirurgia Plástica (mais três anos). Portanto, é essencial a busca por profissionais habilitados pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), salienta o professor voluntário da Faculdade de Medicina do ABC, Victor Hugo Lara Cardoso de Sá. De acordo com a resolução CFM nº 1.711, de 10 de dezembro de 2003, “há necessidade de treinamento especifico para a execução da lipoaspiração, sendo indispensável a habilitação prévia em área cirúrgica geral, de modo a permitir a abordagem invasiva do método, prevenção, reconhecimento e tratamento de complicações possíveis (art. 3º). As condutas pré-operatórias devem ser as mesmas adotadas para quaisquer atos cirúrgicos, prevendo, além de apurada anamnese e exame físico, as avaliações clínicas, laboratoriais e pré-anestésicas necessárias (art. 4º). As cirurgias de lipoaspiração devem ser executadas em salas de cirurgias equipadas para atendimento de intercorrências inerentes a qualquer ato cirúrgico (art. 5º)

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Depois da cirurgia plástica, o sol fica proibido. VERDADE: A exposição precoce da cicatriz, ou até mesmo dos hematomas ao sol, pode causar a pigmentação da pele, gerando manchas irreversíveis. “Sempre pergunte ao seu médico qual a possibilidade de liberação ou as medidas possíveis para proteção solar como curativos, fotoprotetores, malhas, roupas e acessórios”, aconselha Victor Hugo Lara Cardoso de Sá. O tempo de restrição ao astro-rei varia de acordo com a intervenção e evolução do pós-operatório, e deve ser definido pelo doutor. “O processo de cicatrização sofre alterações, causando aumento do edema, vermelhidão, dor e desconforto, além do risco de alterações de pigmentação de cicatrizes, que pode ser permanente. Então, é bom evitar o sol”, arremata o cirurgião plástico da Clínica Bertolini, Luiz Eduardo Mendonça Pereira

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É importante pesquisar bem sobre o cirurgião em sites do setor. VERDADE: os únicos veículos que permitem verificar a habilitação do cirurgião plástico à especialidade são o Conselho Regional de Medicina (CRM) e a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). “Não basta conhecer alguém que tenha operado com o médico, vale a pena procurar saber se possui uma formação adequada”, adverte o especialista pela SBCP, Victor Hugo Lara Cardoso de Sá. Quando você opta por um membro da Sociedade, garante que será atendido por um médico que completou um treinamento em cirurgia de no mínimo cinco anos, sendo três deles em plástica; que está treinado para realizar todo tipo de cirurgia plástica; que atua sob um código estrito de ética; e, por fim, que apenas opera em instalações médicas credenciadas, informa Luiz Eduardo Mendonça Pereira
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Os cuidados no pós-operatório influenciam muito nos resultados do procedimento. VERDADE: “O médico pode seguir a mesma rotina e os mesmos cuidados intraoperatórios em todas as pacientes, mas aquelas que não respeitarem suas orientações provavelmente terão complicações como abertura de pontos, alargamento da cicatriz, acúmulo de líquido ou sangue e perda do resultado da cirurgia”, observa Victor Hugo Lara Cardoso de Sá. Por exemplo, no caso da lipoaspiração, além de se afastar das atividades do cotidiano por alguns dias, é recomendável fazer drenagem linfática, para reduzir inchaços, e usar cinta. Em relação à colocação de prótese de mama, tem que esperar cerca de 15 dias para erguer os braços e dirigir. “Os cuidados pós-operatórios variam de acordo com a operação, mas no geral são repouso adequado, retorno ao consultório, afastamento das atividades físicas, abstenção da exposição solar, uso das malhas e cintas cirúrgicas e administração correta da medicação indicada”, complementa o cirurgião plástico da Clínica Bertolini, Luiz Eduardo Mendonça Pereira

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Não se pode esperar milagres de uma cirurgia plástica. VERDADE: a plástica não realiza milagres, mas sim uma busca constante pela satisfação dos pacientes, diz o médico Victor Hugo Lara Cardoso de Sá. “Assim, é de extrema importância o entendimento das aspirações e queixas de cada um pelo doutor, visando o melhor tratamento para cada caso. Ele deve informar, de forma clara, sobre riscos, benefícios e, principalmente, limitações do procedimento”. As intervenções ajudam, “mas não vão transformar a vida do indivíduo se este não adotar hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e rotina de atividade física”, finaliza o colega Gustavo Tilmann

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Aumento de mamas em homens pode ser tratado com remédio ou cirurgia. VERDADE: a hipertrofia das glândulas mamárias, ginecomastia, normalmente aparece em meninos de 13 ou 14 anos como consequência das alterações hormonais da puberdade. As mamas crescem por cerca de seis meses e depois retornam ao tamanho normal. Porém, em 5% dos casos, a disfunção persiste até a vida adulta. Além disso, ela acomete muitos homens com mais de 70 anos. “A ginecomastia está normalmente associada a desequilíbrios hormonais. E, apesar de poder atacar apenas uma das mamas, em pelo menos metade dos casos é bilateral”, explica Alderson Luiz Pacheco, cirurgião plástico da Clínica Michelangelo, em Curitiba (PR), membro especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, pós-graduado pelo Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná. O problema pode ser tratado com medicação que bloqueia os receptores de estrógeno e, nos casos em que não funcionar, com tratamento cirúrgico, lipoaspiração e mamoplastia

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A prótese de mama deve ser trocada a cada dez anos. PARCIALMENTE VERDADE: para o membro da equipe de cirurgia plástica do Hospital Santa Catarina, Victor Hugo Lara Cardoso de Sá, as pacientes que realizaram a colocação de implantes mamários de silicone devem ser acompanhadas rotineiramente pelo mastologista e pelo cirurgião plástico. “As indicações para troca dos implantes geralmente são contratura capsular (espessamento do tecido cicatricial a ponto de causar dor ou alterações do contorno mamário), ruptura do implante ou mesmo desejo da mulher (por querer aumentar ou reduzir o volume). Tais mudanças podem ocorrer antes (mais raro) ou após dez anos da cirurgia”. Já o colega Gustavo Tilmann lembra que as próteses atuais são mais seguras e não precisam ser trocadas se os exames comprovarem que não há nenhuma alteração na área. “Não há garantias de que um implante dure por toda a vida, podendo ser necessária a substituição. Porém, já existem relatos de pacientes com mais de 20 anos sem problemas. O importante é que exista uma assistência contínua”, completa Luiz Eduardo Mendonça Pereira
Fonte:Uol/Notícias
beijos, Fran
21/08 2013
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Procura por cirurgia plástica aumenta 60% no inverno


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Os procedimentos cirúrgicos devem ser realizados após uma avaliação e preparação minuciosaA demanda por cirurgias plásticas aumenta 60% entre os meses de junho a agosto, segundo estimativas da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). E são várias as razões para o fenômeno: em primeiro lugar, o sol fica proibido para não prejudicar o processo de cicatrização; em segundo, o uso de cintas modeladoras, recomendado em vários tipos de intervenções, é menos incômodo com as temperaturas amenas; por fim, é período de férias, o que torna mais fácil encarar a operação.

“Para quem já está pensando em agendar a sua, vale tomar uma série de medidas antes – da escolha do profissional aos cuidados pós-operatórios que devem ser seguidos rigorosamente”, salienta Luiz Eduardo Mendonça Pereira, membro da SBCP, cirurgião plástico da Clínica Bertolini, em São Paulo.

Cuidados médicos: o que importa

De acordo com dados da entidade, as cirurgias mais procuradas neste período são a colocação de prótese de silicone e a lipoaspiração. Em 75% dos casos, a opção é por uma intervenção que combine os dois procedimentos. E, embora possa ser mais cômodo para o paciente se operar no inverno, a verdade é que não há uma época mais propícia para se submeter a uma cirurgia plástica.

“Não existe uma temporada melhor ou pior. Seja no verão ou no inverno, as chances de sucesso são as mesmas se o paciente seguir todas as orientações médicas do pré e pós-operatório”, sustenta Gustavo Tilmann, especialista em cirurgia plástica pelos Conselhos Regional e Federal de Medicina, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Com ele concorda Victor Hugo Lara Cardoso de Sá, cirurgião plástico especialista pela SBCP, professor voluntário da Faculdade de Medicina do ABC, membro da equipe de cirurgia plástica do Hospital Santa Catarina, em São Paulo. “As intervenções podem e são realizadas durante todo o ano. O que ocorre é que, pelas citadas ‘vantagens’ – como a utilização mais fácil de cintas e malhas elásticas no pós-operatório –, algumas pessoas preferem agendar neste período. Mas, em termos de resultado, não haverá diferença se as condutas forem adequadas.”

Médico: bem formado e indicado

De um fato, não há dúvida: a cirurgia plástica está cada vez mais acessível e desmistificada. “Um indivíduo estará apto a se submeter a um procedimento deste tipo desde que esteja em boas condições de saúde, física e psicológica. E também, claro, desde que todos os exames necessários o qualifiquem”, salienta Gustavo Tilmann.

É imprescindível procurar um bom médico, com boa formação e que esteja ligado a alguma entidade do setor, de preferência indicado por alguém de confiança. Isso porque algumas doenças preexistentes, como diabetes, hipertensão arterial e colesterol alto, têm de estar sob controle para que a pessoa possa realizar a cirurgia.

Os únicos veículos que permitem verificar a habilitação do cirurgião plástico à especialidade são o Conselho Regional de Medicina (CRM) e a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). “Não basta conhecer alguém que tenha operado com o médico, vale a pena procurar saber se possui uma formação adequada”, adverte Cardoso de Sá.

Quando você opta por um membro da Sociedade, garante que será atendido por um médico que completou um treinamento em cirurgia de no mínimo cinco anos, sendo três deles em plástica; que está treinado para realizar todo tipo de cirurgia plástica; que atua sob um código estrito de ética; e, por fim, que apenas opera em instalações médicas credenciadas, informa Pereira.

“Os perigos ligados ao paciente e à anestesia são minimizados com uma avaliação pré-operatória adequada e com a visita pré-anestésica, em que o anestesista conversa com a pessoa e seus familiares para esclarecer dúvidas e conferir exames”, explica Cardoso de Sá.

“Como todo procedimento cirúrgico, a plástica também traz riscos envolvendo o procedimento anestésico (alergias, arritmias cardíacas, alterações de pressão arterial), cicatrizes desfavoráveis, sangramentos, acúmulo de líquidos, má cicatrização, alteração de sensibilidade, assimetrias, disfunções de pigmentação, trombose venosa profunda e complicações cardíacas e pulmonares. Para minimizar os mesmos, é importante quatro medidas: a escolha de um cirurgião de confiança, uma instalação médica que cumpra todos os parâmetros de segurança, a avaliação pré-operatória completa e, por fim, que se siga as recomendações pós-operatórias”, complementa Pereira.

Estética e reparadora

Há dois tipos de cirurgia plástica: a estética, em que a pessoa escolhe fazer e marca a data; e a reparadora, que também pode ser eletiva mas, muitas vezes, é de urgência (após um acidente, por exemplo).

“No primeiro caso, o paciente passa por um processo de avaliação pré-operatória que analisa as condições clínicas, autorizando ou não a realização. No segundo, em situações de emergência, a abordagem pode ser mais rápida, fazendo com que os benefícios sejam maiores do que os riscos. De qualquer forma, a apreciação individualizada de cada caso é importantíssima. Felizmente, a evolução constante de procedimentos, medicamentos anestésicos e materiais cirúrgicos proporcionam uma segurança cada vez maior para pacientes e médicos”, reflete Victor Hugo Lara Cardoso de Sá.

Os procedimentos cirúrgicos devem ser realizados após uma avaliação e preparação minuciosa e, mesmo assim, não estão isentos de riscos. “Geralmente, várias condições só são encontradas em um centro cirúrgico hospitalar, como monitorização cardíaca (como se fosse um eletrocardiograma contínuo), acompanhamento da oximetria (oxigenação do sangue), presença de aparelho de ventilação mecânica (respirador), medicamentos e equipamentos adequados às normas de segurança. E é nestes locais, também, que há equipes bem treinadas e habituadas a situações de urgência e emergência”, destaca Cardoso de Sá.

É importante lembrar que a plástica não realiza milagres, mas sim uma busca constante pela satisfação dos pacientes, diz o médico Victor Hugo Lara Cardoso de Sá. “Assim, é de extrema importância o entendimento das aspirações e queixas de cada um pelo doutor, visando o melhor tratamento para cada caso. Ele deve informar, de forma clara, sobre riscos, benefícios e, principalmente, limitações do procedimento”.

As intervenções ajudam, “mas não vão transformar a vida do indivíduo se este não adotar hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e rotina de atividade física”, finaliza Tilmann.

Fonte:Uol Notícias/Saúde
beijos, Fran
20/08 2013
Plásticas
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Cirurgia plástica anti-envelhecimento ache o equilíbrio

Você quer envelhecer …

Quem pode e gosta de cuidar da aparência consegue
cruzar os 60 muito bem – desde que respeite seus limites

 …assim                   …assim                       …ou assim?

Fotos Thierry Orban/Abaga Press, Dominique Charriau/Getty Images e Enzo Fornino/LFI
Variações sobre o bisturi:
Brigitte, que nunca usou, Ursula, que usou demais,
e Helen, que fez a coisa certaCada vez mais precisa, sutil e natural, a cirurgia plástica anti-envelhecimento tornou-se recurso indispensável para quem vive da boa aparência ou simplesmente gosta de esconder a idade que tem e dispõe dos recursos para isso. Aliada a cremes e procedimentos estéticos cada vez mais sofisticados, a mulher que já passou dos 60 pode muito bem continuar bonita, viçosa e elegante – com certo empenho, claro, mas pode. O mais difícil mesmo, a essa altura da vida, é achar o perfeito equilíbrio entre, de um lado, não fazer nada e ficar velha – opção de Brigitte Bardot, a beldade francesa que hoje, aos 75 anos, expõe todas as rugas e manchas de quem não passou pelo bisturi – e, de outro, fazer tudo e virar outra pessoa – a triste escolha de Ursula Andress, beleza fulgurante que embasbacou James Bond e que agora, aos 74 anos, causa espanto por motivos bem diversos. Encontrar um meio-termo, ou seja, recorrer às providências disponíveis sem mudar de expressão, é fato raro e louvável; palmas, portanto, para a inglesa Helen Mirren, que aos 64 anos muito bem vividos não mostra a idade que tem, nem pretende mostrar uma idade que há muito tempo não tem. “Da mesma forma que a maneira de se vestir fica mais discreta com a idade, as intervenções na face têm de ser mais sutis. Senão, podem ser tão perigosas quanto sair de minissaia ou barriga de fora aos 70 anos”, compara a chefe da equipe de cirurgia plástica da Clínica Ivo Pitanguy, Bárbara Machado.O maior risco, para a mulher que acumula plástica em cima de plástica e procedimento atrás de procedimento, é aos poucos ir se concentrando nos detalhes, perdendo a visão do conjunto (veja o quadro abaixo. “Quando as maçãs estão murchas, ela só presta atenção naquela parte e exagera no volume. Ou, tipicamente, extrapola no tamanho dos lábios. Se o médico sugere alguma alteração, porque o conjunto fica grotesco, ela resiste”, diz o cirurgião plástico Volney Pitombo. Na opinião dos médicos, existe uma cota máxima para o estica e puxa ao longo da vida. Em nome de certa naturalidade, eles não recomendam mais do que três liftings, com intervalos de dez anos entre cada um. Quem começou aos 40 e repetiu a dose aos 50 terá, no máximo, uma única chance nas décadas seguintes. Nas pálpebras, alvo preferencial das fãs da plástica (“Só uma puxadinha de nada”), recomenda-se mexer com cautela. “Em casos extremos, quando se tira pele demais, a mulher dorme com os olhos praticamente abertos”, adverte Bárbara. Especialistas apresentados a fotos de Helen Mirren são unânimes em elogiar seu lifting (sim, ela evidentemente fez um, ou mais de um), que resultou num pescoço rejuvenescido e na linha da mandíbula bem definida – coisa que nem genética privilegiada, nem terapias com laser e cremes poderosos proporcionariam na idade que tem. “Apesar de ter um pouco de rugas na região dos olhos, as bolsas em torno deles foram muito bem retiradas. E o melhor: existe harmonia entre colo e face. Os dois estão com a pele num estado muito similar”, analisa o cirurgião Paulo Müller, do Rio de Janeiro. Além disso, Helen sabe realçar o que tem de melhor, valorizando com cores fortes os lábios – cheios na medida certa – e não usando tons escuros nos olhos, o que pode deixar a expressão mais pesada.

Chris Pizzello/AP
BARBIE AOS 69
Raquel: postura de quem gosta
do que vê no espelhoOutro aviso dos especialistas a quem já cruzou a linha dos 60: Botox e preenchimentos deixam de fazer milagres. A toxina botulínica tem efeitos limitados numa musculatura sujeita a décadas de estresse, e a injeção em excesso do produto resulta em uma aparência artificial, paralisada, sem expressão. Um rosto assim de Ursula Andress, com sua testa lisa como a de um bebê e ainda por cima gigantesca, sinal da tração de plásticas consecutivas, e seus lábios na medida de Angelina Jolie – nada que lembre a primeira e inimitável Bond Girl saindo do mar, de biquíni, em 007 Contra o Satânico Dr. No. “O preenchimento a que Ursula se submeteu é incompatível com sua faixa etária, principalmente porque ela tem papada e um contorno feio da mandíbula”, diz Paulo Müller. Bárbara acrescenta: “Uma testa como essa deveria passar por um implante de cabelos. Tiraria um pouco do estigma das plásticas”. Em faixa semelhante de idade, Raquel Welch, 70 anos em setembro, também se reformulou ao longo dos anos, mas com muito mais critério e atenção às proporções. Jura de pezinhos juntos que nunca fez plástica. “Cirurgia não funciona. Indispensável é um programa de exercícios. Faço ginástica todo dia”, informa aos descrentes. Rosto lisinho, pele sedosa, cabelo bem cuidado, dentes revestidos de porcelana, ela parece uma mocinha, e se mostra muito satisfeita com essa improvável condição. “Raquel se comporta como a maioria das mulheres que está satisfeita com o próprio visual: eleva o queixo e o nariz e tem uma postura mais atrevida. Postura, aliás, é fundamental. As que não toleram o envelhecimento adotam uma atitude mais acanhada e evitam muitas expressões faciais”, aponta Paulo Müller. Solenemente indiferente a toda essa movimentação, Brigitte Bardot, bem resolvida e irreconhecível ativista na defesa dos animais, mostra a idade a quem quiser ver. Ainda bem, porque, se um dia acordasse mais preocupada com as rugas do que com a pele de raposas e chinchilas, o bisturi não conseguiria fazer muito. “O resultado nunca seria tão bom quanto o de uma plástica feita aos 50 anos. Na idade dela, não é possível remover tanta flacidez, e certas características não podem mais ser recuperadas”, diz a cirurgiã Bárbara.
Fonte:Veja.com
beijos, Fran
20/08 2013
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