Malhação e silicone: o que pode e o que não pode
Logo após a colocação da prótese de mama, a mulher deve restringir um pouco a atividade física. Depois, a rotina deve ser normal
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Seios turbinados e malhação combinam, sim.
Corpo sarado, curvas no lugar e… seios pequenos? Como não há maneira de turbinar as mamas com malhação, muitas mulheres acabam recorrendo às próteses de silicone para harmonizar o conjunto corporal.
“Mama não tem a ver com músculo. Ela apenas está em cima dele. Você pode fazer a musculação que for que não vai aumentar ou melhorar a qualidade da mama”, explica o cirurgião Ruben Penteado, diretor do Centro de Medicina Integrada, de São Paulo.
Mas seria preciso cuidados especiais na hora da atividade física após aumentar o tamanho das mamas? Sim, alguns. Nada, no entanto, que impeça de voltar ao ritmo habitual em pouco tempo.
Consultamos os cirurgiões plásticos Alexandre Mendonça Munhoz, membro especialista e titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), e Ruben Penteado, que a seguir esclarecem as principais dúvidas sobre malhação e silicone.
Como se programar para colocar silicone? É necessário parar com a atividade física antes e depois da cirurgia?
Antes não há qualquer restrição para a atividade física. É possível manter o exercício até a véspera do procedimento. Normalmente o retorno para malhação é feito depois de três semanas após a cirurgia, com caminhadas leves sem impacto e exercícios de musculação para as pernas. “Pedimos repouso completo dos braços por pelo menos um mês, que é o período de cicatrização”, diz Penteado.
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“Com 30 a 40 dias pode-se iniciar a musculação para braços com atuação apenas da musculatura do bíceps e tríceps, evitando a atividade da região dos ombros, peitoral e costas”, completa Munhoz. Logo, todos os exercícios em que os braços estão posicionados junto ao tronco estarão liberados. Os especialistas alertam ainda que no retorno às atividades é preciso usar carga leve e ir aumentando aos poucos até que se alcance os volumes pré-operatórios.
Quem tem silicone deve pegar mais leve na musculação, especialmente nos exercícios peitorais?
As restrições são temporárias. Nos primeiros 40 dias, para implantes subglandulares (ou seja, abaixo da glândula mamária e acima do músculo peitoral maior) e subfasciais (abaixo da fáscia do músculo peitoral) deve-se evitar toda a atividade física que envolva a região muscular peitoral, ombros e costas. “Isso porque atuam direta e indiretamente na região operada e desta forma aumenta a probabilidade de deslocamento da prótese e até sangramentos”, explica Munhoz.
Já para implantes submusculares (abaixo do músculo peitoral) este período pode chegar a 60 dias, uma vez que a manipulação muscular é maior.
Em pacientes que foram submetidas à suspensão de mama (correção da ptose, flacidez das mamas pelo excesso de pele em relação ao conteúdo das mesmas) associada com a colocação do implante de silicone orienta-se um repouso da região peitoral por um período de 60 a 90 dias com intuito de evitar alargamento da cicatriz ou mesmo deslocamento do implante e recidiva da ptose.
É preciso fazer musculação?
Quem tem silicone nos seios precisa de proteção ou sustentação extra para praticar exercícios aeróbicos, como a corrida?
“Habitualmente liberamos a paciente para o exercício com impacto depois de 45 dias pós-cirurgia e orientamos uma sustentação extra com intuito de evitar sobrepeso na pele, distensão excessiva e flacidez tardia. Estes fatores em um pós-operatório recente podem também favorecer o desenvolvimento de estrias uma vez que o peso do implante é sustentado exclusivamente na pele da mama”, diz Munhoz.
Segundo os especialistas, é prudente após o retorno das atividades de impacto o uso de sutiã justo ou mesmo o uso conjunto de dois top para promover uma sustentação adequada do seio e, sobretudo do implante, com objetivo de diminuir a mobilidade da mama.
As mulheres não precisam deixar a vaidade, nem o desejo de fazer uma cirurgia plástica de lado, se querem se tornar mães. Mas alguns cuidados podem ser tomados para que nem ela nem o bebê sejam prejudicados.
Uma das cirurgias mais comuns e populares do mundo é a colocação de próteses para aumentar os seios, e os mitos que rodeiam o silicone e a amamentação são muitos. Se ele prejudica o bebê e se altera o gosto e as propriedades do leite materno são algumas das dúvidas que muitas mamães possuem.
“O silicone não interfere na amamentação. As próteses também não interferem na produção ou excreção do leite”, garante o cirurgião plástico Múcio Leão, de Belo Horizonte, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. “O silicone não interfere na qualidade ou sabor do leite materno porque o silicone é um gel de alta coesividade que não ultrapassa pela membrana do silicone. Além disso, o implante fica abaixo da glândula mamária não tendo nenhum contato com o leite”, completa o também cirurgião Lecy Marcondes Cabral, membro do Corpo Clínico do Hospital e Maternidade Israelita Albert Einstein, de São Paulo.
Existem certas cirurgias que podem sim afetar a mama e, consequentemente, a produção do leite materno, mas a colocação do silicone não é uma delas. “As cirurgias para a correção dos mamilos invertidos podem lesar os ductos ao liberar as fibras que mantêm a posição. Sobre a qualidade do leite, não há cirurgia que altere sua composição, que é hormônio-dependente”, explica o médico. “A técnica de redução de mamas também pode comprometer e afetar a amamentação. Tudo depende do cirurgião, da região das mamas que ele vai fazer a redução e, principalmente, qual técnica vai utilizar”, completa Lecy.
O tamanho dos seios também não indica se uma mulher terá menos ou mais leite. “A quantidade de leite produzida por uma mulher não está associada ao tamanho de suas mamas e sim com o estímulo hormonal que a paciente terá durante a fase de gestação”, explica Lecy.
É normal que a mulher fique preocupada com a estética durante – e principalmente após – a gravidez. Mas as mães que possuem silicone e pensam em não amamentar por isso, estão bem erradas. Além de a amamentação ser muito importante para a criança e também para a relação entre mãe e filho, as próteses não são afetadas quando se amamenta.
“Silicone não sofre nenhum dano durante ou após a amamentação. As próteses modernas têm uma maior proteção contra a contratura capsular”, afirma Lecy. O que pode acontecer é a amamentação aumentar a espessura dessa cápsula, o que causa o endurecimento da mama. “Mas isso acontece em apenas 2% a 4% dos casos, e o implante de silicone precisa ser trocado”, conta.
Parece o sonho de toda mulher insatisfeita com o próprio corpo:Tirar um pouco da gordura onde ela for indesejada e aplicá-la nos seios para equilibrar a silhueta.
Uma técnica desse tipo foi divulgada pelo cirurgião austríaco Karl-Georg Heinrich, especialista em tratamento regenerativo e estético com células-tronco, na Conferência ICAS (International Cell Assisted Surgery) que aconteceu em maio deste ano, em Istambul, na Turquia.
Ao invés de próteses de silicone, o cirurgião utiliza depósitos de gordura da própria paciente, enriquecida com células-tronco.
O método foi desenvolvido no Japão em 2003, como alternativa à reconstrução da mama após o câncer com implantes de silicone.
A gordura é lipoaspirada de depósitos do corpo, geralmente a partir do bumbum, quadris e coxas. As células-tronco são extraídas do tecido adiposo, se desenvolvem em gordura corporal processada e são injetadas sob a glândula mamária e a pele.
A silhueta dos novos seios é moldada manualmente pelo cirurgião.
Em entrevista à Folha, Heinrich diz que a cirurgia é menos invasiva do que a que usa próteses de silicone.
“O aumento da mama pode ser realizado com anestesia local e não deixa cicatrizes visíveis depois de alguns meses. Após o procedimento, os pontos se fecham sozinhos e se curam como a incisão de uma injeção.”
Na clínica que leva o nome de Heinrich, localizada em Viena, o procedimento custa cerca de 7.500 euros.De acordo com o médico, a operação pode durar um dia inteiro, por conta de todas as etapas, mas a paciente volta para casa no mesmo dia.
Ressalvas
Omar Lupi, especialista em biologia molecular e consultor da clínica do banco de células-tronco Cryopraxis, faz algumas ressalvas.
“Na utilização médica, a técnica ainda não é completamente dominada. A célula-tronco é colocada numa placa de gordura com determinadas substâncias e moléculas, e começa a produzir células adiposas ou musculares. Mas o processo demanda uma retirada de volume muito grande”, afirma.
Segundo Lupi, a quantidade de células-tronco que pode ser aproveitada é muito pequena -cerca de 0,5%. O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Sebastião Nelson Edy Guerra, também faz críticas à novidade.
“Tem muito mastologista que condena a técnica, pois algumas gorduras podem apresentar calcificações, que podem ser confundidas com calcificações patológicas”, afirma. Para ele, mais estudos são necessários.
“Ainda não temos um acompanhamento a longo prazo. As células-tronco são muito mais usadas nas regenerações do que na cirurgia plástica. É um embrião em franca evolução.”
Este Blog é para você que colocou silicone, ficou lindona, mas aquelas "amigas" invejosas insistem em não dar o braço a torcer e dizer que ficou lindo. Você encontra aquela "amiga" e ela fala: ficou bonzinho...aff Bonzinho???!!! Se você for chata, suas amigas perdoam. Se você for geniosa, suas amigas perdoam. Se você for egoísta, suas amigas perdoam. Agora, experimenta ser magra, linda e ainda por cima de silicone... (by Fran) P.S. Meus, lindos e pagos!