A polimastia é caracterizada pela presença da glândula mamaria fora das mamas. Quando o bebê está embrião, as mamas são várias e distribuídas em uma linha que vai da axila até a região genital, mas elas atrofiam-se e restam apenas os dois seios habituais. Em algumas pessoas essa regressão não é perfeita e ainda podem restar outras mamas nessa linha inicial – isso gera a polimastia ou mama acessória.
A polimastia é classificada de acordo com a localização, sendo a mais comum em região axilar, mas também podem ser abdominais e pélvicas.
Como a localização mais comum é em região axilar, os sintomas são:
- Presença de massa nas axilas unilateral ou bilateral
- Dores e sensação de inchaço no local, principalmente no período pré-menstrual
- Saída de leite quando há amamentação pelas mamas habituais.
A polimastia é causada por uma falha na regressão do tecido mamário existente no período embrionário. No entanto, essa mama pode se atrofiar e não apresentar qualquer sinal de existência.
Em alguns casos, soma-se a essa falha de regressão o ganho de peso, o excesso de hormônios e prolactina, que contribuem para o desenvolvimento da mama acessória.
Diagnóstico de Polimastia
O diagnóstico de polimastia é feito basicamente com um exame físico realizado pelo médico especialista – que pode ser um mastologista ou ginecologista. Podem ser feitos outros exames para avaliar a estrutura dessa mama e, em alguns casos, triagem para câncer de mama. Veja os exames:
- Ultrassonografia: mostra a presença de tecido mamário fora do seu sítio normal
- Ressonância nuclear magnética e mamografia: podem auxiliar na melhor definição das mamas axilares.
Não existem medicamentos com resposta eficaz para polimastia. O tratamento cirúrgico vai depender do tamanho e localização da polimastia. Quando mamas acessórias axilares possuem tamanho médio a grande, o ideal é a retirada da glândula com pele. Se é uma polimastia de pequeno volume, pode-se obter sucesso com a lipoaspiração.
Atividade física e redução do peso podem reduzir o tamanho da polimastia e poupar a necessidade de cirurgia.
- Gustavo Ventura, mastologista da Sociedade Brasileira de Mastologia e especialista Minha Vida – CRM 136671/SP



