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Exercícios físicos X Silicone

Exercícios Físicos X Silicone
Quais os cuidados necessários na hora de malhar para quem tem próteses de silicone?

Veja aqui!
A busca pelo corpo perfeito faz as mulheres lotarem as academias. Barriga chapada, perna torneada, bumbum durinho: sempre há uma sequência de exercícios que podem turbinar a silhueta e contribuir para deixá-la mais perfeita. No entanto, o sonho de aumentar os seios não se resolve com atividade física. Neste caso, é fundamental apostar em uma cirurgia plástica.
“E é importante adotar alguns cuidados especiais na hora da atividade física após aumentar o tamanho das mamas”, diz a cirurgiã plástica Ana Paula Polato Guiné (CRM-87.718). Porém, segundo ela, nada que impeça a paciente de voltar ao ritmo habitual em pouco tempo. Para esclarecer todas as dúvidas, confira as orientações da especialista:

É necessário interromper a prática esportiva antes e depois da cirurgia?
Antes não há qualquer restrição, sendo que é possível manter o exercício até a véspera do procedimento. “Orientamos repouso completo dos braços por, pelo menos, dez dias, período de cicatrização, onde a movimentação tem grande chance de gerar deslocamentos, abertura de pontos e sangramentos”, diz Ana Paula.
Normalmente o retorno às atividades físicas ocorre após três semanas, com caminhadas leves sem impacto ou bicicleta ergométrica sem apoio. A musculação para membros inferiores também só deve ser iniciada após 30 dias, pelo apoio necessário para realizar grande parte dos movimentos.
Depois de 40 dias, pós-cirurgia, é possível retomar a musculação para braços com atuação apenas da musculatura do bíceps e tríceps, evitando a atividade da região dos ombros, peitoral e costas. “Ao retornar para a academia, é preciso usar carga leve e ir aumentando aos poucos até que se alcance os volumes pré-operatórios”, acrescenta a médica. Somente após 60 dias a musculação poderá envolver ombros, peitoral e costas. Isso porque após esse período não há mais risco significativo de deslocamento das próteses.

Quem tem silicone deve pegar mais leve na musculação?
As restrições são temporárias. Nos implantes subglandulares (abaixo da glândula mamária e acima do músculo peitoral maior) e subfasciais (abaixo da fáscia do músculo peitoral) o indicado é suspender toda atividade física que envolva a região muscular peitoral, ombros e costas, por 60 dias. “Isso porque atuam na região operada e eleva a chance de deslocamento da prótese e até sangramentos”, explica. Já nos implantes submusculares (abaixo do músculo peitoral) a restrição chega aos 90 dias, pois a manipulação muscular é maior.
É indicada proteção ou sustentação extra para praticar exercícios aeróbicos?
De acordo com a especialista, é mais seguro após o retorno das atividades de impacto o uso de sutiã justo ou um conjunto de dois tops para garantir uma sustentação adequada do seio e, sobretudo do implante, com objetivo de diminuir a mobilidade da mama.É arriscado praticar boxe ou lutas?Encerrado o período de recuperação após a colocação da prótese, não há qualquer risco para a realização desses esportes. “Os implantes apresentam alta resistência a impactos externos e a probabilidade de ruptura é praticamente nula”, diz Ana Paula. Além disso, há implantes que apresentam um revestimento especial que promove uma aderência aos tecidos (gordura, mama), evitando deslocamentos e/ou rotação, mesmo após traumas externos.

O aumento dos seios pode provocar problemas de postura durante a malhação?

Sim, embora isso seja mais comum em pacientes que já apresentavam problemas posturais no pré-operatório. “Mulheres submetidas à colocação de implantes muito volumosos podem apresentar alterações posturais. Por isso, sempre é indicado terapia de reposicionamento postural após o implante”, completa a médica.

Fonte: sentirbem/uol

Fonte:fitnessacademia
beijos, Fran
22/08 2013
Mamoplastia
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Silicone: Próteses cada vez maiores trazem riscos

 

Seios grandes e firmes: o implante de silicone é tentador pra boa parte das mulheres. No entanto, muitos são os cuidados que essa cirurgia demanda. De acordo com a Associação Brasileira de Cirurgia Plástica, 21% das cerca de 460 mil cirurgias estéticas realizadas no ano passado foram de aumento de mama. Recentemente, a brasileira com os maiores seios do país, Sheyla Almeida Hershey (3,5 litros em cada um), sofreu complicações com uma infecção causada na mais recente das 30 cirurgias que ela já fez ao longo da vida para aumentar as próteses.

As medidas avantajadas de Sheyla impressionam, mas a preferência por implantes mais volumosos é uma tendência entre a ala feminina. Uma pesquisa do Ibope realizada com médicos da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica confirma o que podemos observar por aí: o tamanho da prótese escolhida pelas mulheres está cada vez maior. Segundo o levantamento, a prótese de silicone mais usada atualmente é a de 300 ml, no começo da década, a mais popular era a de 250 ml e nos anos 90, era a de 190 ml.
Tamanho é documento?

No entanto, errar no tamanho da prótese é uma questão séria de saúde – não só estética. “Tão importante quanto resolver essa desarmonia estética é adequar o tamanho do implante ao tipo corporal de cada mulher. Uma prótese grande fica bem para uma mulher alta ou que tenha quadris largos, já nas baixinhas pode passar a impressão que a mulher está acima do peso”, afirma Rubens Penteado, diretor do Centro de Medicina Integrada (SP).

“É muito comum chegarem para a consulta desejando um volume semelhante ao da amiga, que ficou bom, mas nem sempre cairá bem em outro corpo”, diz a cirurgiã plástica Luciana Pepino. Antes de escolher a prótese e decidir aumentar muitos números do sutiã de uma vez só, há duas questões principais a serem observadas: as novas formas devem permitir que você se sinta confortável em todas as ocasiões, seja numa festa, na praia ou no trabalho.

O segundo envolve se imaginar com a prótese em um futuro mais distante. “As pacientes mais jovens, principalmente, são as que optam por implantes maiores para conquistarem um decote mais generoso. O que muitas esquecem é que a moda é passageira, mas o envelhecimento não é”, alerta. “Devemos pensar, por exemplo, se com 50 anos, ainda vamos gostar desse visual”, diz.

Riscos

“Assim como toda cirurgia, o implante de silicone tem possíveis riscos e complicações, que mesmo sendo raras, devem ser explicadas ao paciente”, diz o cirurgião plástico Ubirajara Freitas Guazzelli. Riscos de hematoma (sangramento), infecção, contratura de cápsula, deslocamento da prótese, cicatrizes hipertróficas ou queloides, perda da sensibilidade, choque anafilático e morte são raros, mas existem. Além disso, há o problema do surgimento de estrias.Quanto maior o volume da prótese, maior a probabilidade de surgirem as linhas, já que as fibras da pele vão sofrer um esgarçamento. O peso do seio também vai aumentar, portanto, pode ocorrer a sobrecarga do esqueleto, que vai provocar uma projeção do tronco para frente, ocasionando problemas posturais, dores nas costas e até um desvio de coluna.O silicone não é indicado para pacientes que apresentam alguma doença imunológica, mais pelas consequências cirúrgicas que pode trazer do que pelo material em si. Também não há nenhum problema em colocar as próteses de silicone nos seios e engravidar. O silicone não impede ou atrapalha a amamentação. As próteses são colocadas abaixo das glândulas mamárias.
Além do silicone

 

Se a flacidez é o maior problema para você, o silicone talvez não dê o resultado esperado. “Próteses colocadas em mamas flácidas têm grandes chances de virar mamas grandes e flácidas depois de alguns meses, pois a função da prótese é preencher um tecido vazio e, se existe flacidez, é necessário que a mulher faça primeiro uma plástica para levantar seios flácidos, cuja função é a retirada da pele excedente para promover o levantamento das mamas”, diz a cirurgiã plástica Luciana Pepino. Neste caso, se ela ainda desejar, a prótese pode ser colocada no mesmo ato cirúrgico ou depois, ficando a critério do médico e da paciente. Outra cirurgia plástica para mamas bem comum é a mastoplastia redutora, indicada para a redução das mamas. Geralmente esta cirurgia, quando indicada, além de melhorar o aspecto estético da mama, também previne problemas causados por mamas muito grandes.
Firmeza na academiaPara quem não tem medo de encarar a malhação, há exercícios de musculação que evitam os seios caídos. O personal trainer Ivaldo Larentis explica que não são exatamente os seios que enrijecem, mas os músculos que ficam em volta deles. “Os seios possuem gordura e não existe um jeito de firmar a gordura do corpo. Mas, os exercícios de musculação podem, facilmente, trabalhar a musculatura peitoral, mantendo, também a pele firme”, diz. “Para o conjunto ficar ainda melhor, o ideal é combinar exercícios aeróbicos, que não deixam que a gordura dos seios aumente, deixando-os firmes por mais tempo”.
Fonte:Minha Vida
beijos, Fran
21/08 2013
Mamoplastia
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Guia completo sobre o implante de silicone nas mamas

Implante de silicone nos seios: cirurgia plástica dá volume e simetria
Cirurgia exige decisões na escolha da prótese de silicone e pede cuidados no pós-operatório

 
O que é implante de silicone nas mamas

O implante de silicone, também chamado de mamoplastia de aumento, é um procedimento cirúrgico que tem como objetivo aumentar o volume das mamas e proporcionar um melhor contorno, firmeza e simetria para os seios através da inclusão de prótese de silicone.

Outros nomes

Implante mamário, mamoplastia de aumento.

Para quem é indicado

A cirurgia é indicada para pacientes que desejam aumentar o tamanho das mamas. O implante de silicone também é recomendado para casos em que houve o comprometimento da sustentação e firmeza das mamas, como as mulheres cuja perda de peso ou gravidez alteraram o formato dos seios. Mulheres que tenham assimetria entre as mamas também podem ser beneficiadas por esta cirurgia.

Pré-requisitos para a cirurgia

Para a realização do implante de silicone nas mamas são necessários alguns pré-requisitos:

– Não existe uma restrição de idade mínima para realizar a cirurgia, mas, se a paciente for jovem, o desenvolvimento das suas mamas deve estar completo;

– A paciente deve ser emocionalmente madura e possuir um claro entendimento das razões que a motivaram a procurar pela cirurgia. É importante estar segura da decisão, pois uma cirurgia plástica provoca transformações no corpo que muitas vezes são irreversíveis;

– As expectativas devem ser realistas: o procedimento pode melhorar significativamente a sua aparência, mas não é capaz de atingir a perfeição.

Possíveis contraindicações

Em geral, a cirurgia de implante de silicone nas mamas não é recomendada para mulheres com histórico familiar direto de câncer de mama (mãe e avó acometidas), pois a prótese de silicone pode prejudicar o resultado da mamografia.

Doenças imunológicas como artrite reumatoide, esclerodermia, lúpus ou doenças clínicas graves podem contraindicar a execução do procedimento. Isto porque o estresse cirúrgico pode aumentar a chance de piora da doença de base.

A presença vírus HIV apresenta uma contraindicação relativa, já que deve-se evitar qualquer evento capaz de descompensar o sistema imunológico.

Critérios de escolha da prótese de silicone

As medidas do tórax da paciente, o gosto do paciente, além do posicionamento e formato da prótese influenciam na escolha do tamanho do implante de silicone. Assim, tórax grandes suportam maiores volumes, enquanto grandes volumes podem comprometer a estabilidade e alinhamento corporal de tórax pequenos.

Um teste que pode ser feito para determinar o tamanho da prótese é provar diferentes próteses com sutiã ou lançar mão de programas simuladores de imagem. Neste caso, são tiradas fotos do paciente e, com recursos de imagem, é possível simular o resultado visual de diferentes próteses.

A posição do implante de silicone na mamas
A técnica cirúrgica empregada depende fundamentalmente de uma discussão cuidadosa entre médico e paciente. Além do tipo de prótese de silicone, devem ser definidos a loja anatômica – local onde ficará alojada a prótese nas mamas – e o local da incisão – local por onde será inserida a prótese e ficará a cicatriz.

A prótese de silicone pode ser posicionada em três regiões diferentes: entre o tecido mamário e o músculo peitoral (submamária ou subglandular), entre a fáscia do músculo peitoral e o músculo peitoral (posição subfascial), que são regiões mais superficiais, ou entre o músculo peitoral e a parede torácica (posição submuscular), que posiciona a prótese numa região mais profunda.

A escolha da posição dependerá da espessura da pele e da quantidade de tecido mamário disponível para cobrir o implante, além da opinião da paciente em termos dos benefícios e riscos de cada abordagem.

Na hora de decisão pelo local em que será posicionada a prótese – que pode ser entre o tecido mamário e o músculo peitoral, por baixo da glândula mamária, ou entre a fáscia do músculo peitoral e o músculo peitoral – os principais prós e contras apresentados ao paciente são:


Posições submamária e subfascial

– Há menos chance de distorção da mama, pois não ocorre o deslocamento do implante com a contração muscular, ou seja, as chances de um resultado estético satisfatório aumentam significativamente;

– O pós-operatório pode ser mais confortável e com retorno mais rápido à rotina normal, porque o trauma muscular provocado pela manipulação cirúrgica é muito menor;

– Pré-requisito: é necessário ter pele suficiente para cobrir o implante, já que, caso contrário, as bordas podem ficar visíveis e/ou palpáveis.

Posição submuscular

– As bordas da prótese ficam menos aparentes, embora isto não seja garantido;

– Quando comparado ao posicionamento submamário, o risco de contratura capsular – uma complicação comum deste tipo de cirurgia – é menor;

– A realização da mamografia é menos dolorosa pois o implante está protegido pelo músculo peitoral;

– Por não estarem em contato direto com a glândula, as próteses submusculares produzem pouca influência na amamentação;

– As próteses sofrem menos ação da gravidade e com o passar do tento terão menor queda;

– É recomendada para mulheres que têm pouco tecido glandular e são muito magras;

– É recomendada em casos de risco de doença da mama, pois facilita o exame de biópsia;

– A contração do músculo peitoral no período pós operatório pode deslocar o implante para os lados, distorcendo a aparência da mama de forma imprevisível.

– A dor no período pós-operatório pode ser mais intensa por causa da distensão dos músculos que é provocada pela cirurgia.

– O tempo de cirurgia é mais extenso e a recuperação da cirurgia é mais lenta, e com mais restrições no tempo de retorno para as atividades físicas.

O tipo de incisão

Mamoplastia de aumento

A colocação do implante de silicone pode ser realizada basicamente através de três vias de acesso: por uma pequena incisão no sulco abaixo das mamas, pela junção entre a aréola e a pele da mama ou pela axila. Cada uma destas vias de acesso tem suas vantagens e desvantagens, que devem ser discutidas cuidadosamente entre médico e paciente.

Via axilar: o silicone é colocado através de incisão na região das axilas. É indicada para pessoas que têm problemas de cicatrização e propensão à queloide. “Isso porque nessa área a propensão ao aparecimento de cicatrizes é menor e, caso elas ocorram, ficam mais escondidas”, afirma o cirurgião Plástico Antônio Graziosi, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Ele enfatiza ainda que não há como saber qual será o tamanho das cicatrizes após a cirurgia. Queloides podem aparecer, mesmo no implante via axilas.

Implante periareolar: a incisão feita na junção entre a aréola e a pele da mama.

Implante inframamário: a incisão é realizada no sulco abaixo das mamas. a manipulação cirúrgica é menor em relação aos outros implantes.

A escolha final dependerá da preferência da paciente, do formato das mamas e da recomendação do cirurgião. Independente da técnica, procura-se posicionar as incisões estrategicamente, visando tornar as cicatrizes finais praticamente imperceptíveis.

O material da prótese de silicone

O material de que é feito a prótese de silicone também interfere nos resultados da cirurgia. “Recomendamos a utilização de um implante de gel de silicone coesivo ou altamente coesivo, material que confere naturalidade ao resultado final por ter consistência muito parecida com o tecido mamário”, explica o cirurgião plástico Erick Oliveira.

Existem ainda as próteses feitas com solução salina, no entanto, a recomendação desse tipo de implante é menor devido à maior incidência de vazamentos.

Os implantes de silicone podem apresentar superfície texturizada, lisa, ou de poliuretano. Em geral, os implantes com superfície de poliuretano ou texturizada possuem menor incidência de contratura capsular. A superfície texturizada ajuda a manter o implante na posição correta, dentro da loja confeccionada durante a cirurgia.

Fique atento: a cirurgia de implante feita com silicone industrial não é uma prática médica segura e regulamentada, podendo provocar diversos danos à saúde e levar à morte. A ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) realiza testes rigorosos que validam as próteses de silicone. Verifique, junto com o seu médico, o prazo de validade e o registro do produto na Anvisa.

O formato da prótese de silicone

Dependendo do perfil estrutural da mama, é possível optar por implantes de formato redondo ou anatômico (em forma de gota ou lágrima), oferecendo um melhor controle do formato da mama a longo prazo, especialmente em relação ao polo superior da mama (a porção mais alta da mama).

Formato anatômico: confere mais naturalidade às mamas e menos volume no alto (não aparecerá tanto no decote, por exemplo);

Formato redondo: preenche a mama totalmente.

Dentre as próteses de formato redondo, existem ainda os perfis:

– Perfil alto: irá projetar o polo superior da mama;

– Perfil moderado: com volume moderado no polo superior da mama;

– Perfil baixo: com menos volume que os outros perfis, mais ainda assim maior que da prótese anatômica.

A base da prótese também merece atenção, pois é ela que vai conferir estética ao seio mamário – o espaço entre uma mama e outra. Essa distância deve ser calculada pelo seu cirurgião – respeitando o espaço entre as suas mamas e a porção lateral do seu tórax. O contorno lateral ideal das mamas deve ser sempre realçado, discretamente se projetando para a lateral do tórax, mas nunca extrapolando este espaço.

Para um melhor preenchimento das laterais das mamas de cada paciente, a prótese pode ter sua base redonda ou oval. A escolha depende do corpo de cada pessoa e deve ser feita por cirurgião e paciente em conjunto.

O tempo de cirurgia

A cirurgia de implante de silicone nas mamas demora em média três horas, podendo sempre haver variações de tempo, e é utilizada a anestesia geral, local com sedação ou peridural.

Recuperação após a cirurgia

Os cuidados após a cirurgia de implante de silicone são:

– A paciente deve dormir de barriga para cima, nunca de bruços ou de lado, utilizando um ou dois travesseiros para elevar o tórax discretamente. Só será permitido dormir de lado e de bruços após seis semanas e três meses, respectivamente.

– Logo após a cirurgia a mulher deve utilizar por duas semanas de forma contínua (24 horas por dia), até mesmo para dormir. Ele não deve ficar exageradamente apertado e deve ser removido apenas na hora do banho.

– Ao tomar banho, remova cuidadosamente os curativos que estão em torno da cicatriz. Não retire o esparadrapo poroso colocadas sobre a cicatriz. Lave a região da incisão delicadamente com água e sabonete líquido neutro, seque-a e coloque uma gaze seca entre as incisões e o sutiã antes de recolocá-lo.

– Após duas semanas da cirurgia, o uso do sutiã é liberado para uso apenas durante o dia. Esse cuidado deve permanecer por mais duas semanas. “A compressão pode favorecer a cicatrização dos tecidos, minimizar a ocorrência de complicações e resultar numa cicatriz menos perceptível no futuro”, explica Erick Oliveira.

– Não eleve os braços acima do nível dos ombros por duas semanas. Isso pode romper os pontos da cirurgia, deslocar a prótese e prejudicar o resultado final do implante.

– O retorno ao trabalho e viagens são permitidos após aproximadamente seis dias. – Evite dirigir ou manter relações sexuais por pelo menos duas semanas.

– Em geral, deve ser evitado ao máximo o uso dos braços e ombros durante os dois primeiros meses, o que ajuda a impedir alterações no posicionamento dos implantes.

Inchaço e dor
A dor após o implante de silicone é esperada, principalmente se a colocação do silicone for submuscular. A intensidade da dor vai depender da recuperação de cada pessoa. Para amenizá-la, seu médico irá receitar medicamentos específicos para essa finalidade. O inchaço, que acontece em função da manipulação cirúrgica, está sempre presente e costuma melhorar um mês após a cirurgia.

Exercícios físicos

Os exercícios físicos estão liberados após duas semanas, desde que não exijam movimentos bruscos dos braços e tórax. A bicicleta ergométrica pode ser utilizada duas semanas após a cirurgia, contanto que o tórax e os braços fiquem relativamente imóveis. Qualquer exercício que utilize os braços de forma intensa – como natação, levantamento de peso, corrida, tênis, e outros esportes com bola – são permitidos após dois meses.

“É indicado o uso um sutiã tipo “top esportivo” sempre durante a realização de atividades esportivas que causam deslocamento significativo das mamas?, explica o cirurgião Erick Oliveira. “Essa atitude positiva pode ajudar a aumentar a longevidade do resultado em relação à posição dos implantes”.

Possíveis complicações da cirurgia

Além das complicações comuns a qualquer cirurgia, como sangramento, infecção, trombose venosa, tromboembolismo pulmonar e óbito, também existem riscos específicos da mamoplastia de aumento. São eles:

Contratura capsular

Durante o procedimento, o cirurgião cria um espaço ligeiramente maior do que o implante para alojá-lo. Idealmente, este espaço manterá as suas dimensões originais e o implante descansará naturalmente no seu interior. Com o passar do tempo, a reação natural do corpo é formar uma membrana fibrosa chamada cápsula ao redor do implante. Em geral, esta membrana permanece fina e em repouso.

Em algumas pacientes este tecido pode contrair, levando a mama a ficar mais arredondada, firme, com bordas marcadas e aparência pouco natural, além de possivelmente gerar dor. Isto pode ocorrer logo após a cirurgia ou após alguns anos e a intensidade desta resposta é variável e imprevisível.

Esta complicação ocorre em menos de 4% das pacientes e é mais frequente com o passar do tempo, ou seja, o seu risco aumenta de forma progressiva. ?Vale lembrar que a incidência deste fenômeno diminuiu bastante ao longo dos últimos anos devido à modernização do material utilizado na fabricação dos implantes?, explica Erick Oliveira. A contratura capsular pode ocorrer em apenas uma mama ou em ambas.

O tratamento geralmente inclui a retirada do tecido que está cicatrizando e a remoção ou troca do implante. Este tratamento não elimina a possibilidade da contratura capsular ocorrer novamente.

Rompimento da prótese

A prótese estoura em aproximadamente 10% dos casos. Caso isso ocorra, a viscosidade típica do silicone impede que ele se espalhe pelo organismo e o gel acaba retido na prótese. O risco de rompimento, de acordo com o cirurgião Antonio Graziosi, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, aumenta em três situações: durante a própria cirurgia, devido a algum trauma ou durante a realização da mamografia, exame em que é exercida pressão contra a mama.

Abertura da incisão cirúrgica

Em alguns casos, pode ocorrer a abertura da ferida operatória. O cirurgião plástico André Eyler, também da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, associa o problema a três fatores, especialmente: surgimento de infecção, ausência de alimentação balanceada ou subnutrição e tensão exagerada sobre a ferida (provocada por excesso de esforço ou falta de repouso, por exemplo).

Queloides

“Pessoas que têm problemas de cicatrização e propensão à queloides devem optar pela cirurgia via axilar, em que o silicone é colocado através de incisão nesta região. Isso porque essa área forma menos cicatrizes e, caso elas ocorram, ficam mais escondidas”, afirma Antônio Graziosi. Ele enfatiza ainda que não há como saber qual será o tamanho das cicatrizes após a cirurgia.

Flacidez e estrias

Caso a qualidade da pele na região dos seios esteja comprometida (mamas caídas ou com muitas estrias), pode surgir flacidez após a cirurgia – a pele não sustenta o volume enxertado com a prótese e cede. “Há risco de surgimento de novas estrias, inclusive”, afirma o cirurgião André Eyler. “Numa situação como esta, a inserção da prótese no plano submuscular, que retira o peso do implante a ser suportado pela mama, é mais indicada”, afirma o especialista.

Alteração da sensibilidade

Antônio explica que a falta ou o excesso de sensibilidade na região da incisão pode acontecer. “O procedimento cirúrgico consiste na abertura da pele para colocação da prótese. Nesse momento, pode haver a ruptura de nervos e alteração na sensibilidade. Mas, na maioria dos casos, essa condição tende a regredir e a sensibilidade volta ao normal”, afirma o cirurgião plástico Antonio Graziosi. A sensibilidade volta ao normal cerca de dois meses após a cirurgia mas, em casos mais raros, ela pode permanecer.

Cheque antes da consulta

O médico que você irá consultar deve ter registro no Conselho Federal de Medicina (CFM), é possível fazer essa checagem no site da instituição
O profissional deve, obrigatoriamente, ser membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Outras instituições não avaliam a formação e experiência do profissional desta área
A cirurgia deve ser feita em hospital que tenha acreditação para realizar cirurgias de médio porte. Entre em contato com o hospital para checar
Converse com alguém que já fez a cirurgia com o mesmo médico e informe-se sobre o procedimento e os resultados
Se a escolha for de anestesia local e não houver complicações no pós-operatório, é possível voltar para casa no mesmo dia. O recomendado é que a paciente fique pelo menos seis horas em observação depois da cirurgia.

Fontes consultadas

Cirurgião Plástico Erick Oliveira, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (CRM: 116682)

Cirurgião Plástico Jorge Wagenfürh, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (CRM:11538)

Cirurgião Plástico André Eyler, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (CRM:155284)

Cirurgião Plástico Antônio Graziosi, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (CRM: 44292)

POR MINHA VIDA
beijos, Fran
21/08 2013
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