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O poder dos alimentos no pós-operatório

Imagem: Gabriela Sánchez/VivaBem

Não é só de medicamento que se faz um bom pós-operatório. A alimentação também é importante para a recuperação e deve seguir prescrição médica, que varia de acordo com o procedimento cirúrgico realizado. De modo geral, neste momento é recomendado optar por comidas leves, para que o organismo foque sua energia na regeneração dos tecidos e não na digestão. Além disso, alimentos ricos em proteínas e fatores cicatrizantes também são indicados no pós-operatório. Não vale esquecer da vitamina C, que fortalece o sistema imunológico e protege o corpo contra doenças neste período em que está mais fragilizado. A seguir, veja uma lista de alimentos recomendados para auxiliar na cicatrização.

Coloque no cardápio:

Água

Após uma cirurgia, geralmente é bom beber bastante líquido. Além de ser indispensável para a manutenção da saúde e para o funcionamento dos órgãos, a água diminui os inchaços que podem acontecer por conta da retenção de líquido no pós-operatório. A bebida ainda melhora o funcionamento dos rins que, provavelmente, estarão sobrecarregados com o uso de anti-inflamatórios.

Sucos naturais

Também auxiliam na hidratação, com o benefício extra de que o paciente ainda estará ingerindo vitaminas. Opte pelo de melão e abacaxi, sem açúcar (veja o porquê mais abaixo), que são mais leves e excelentes diuréticos. O abacaxi, inclusive, tem fator anti-inflamatório por conta da enzima bromelina, que ajuda a digerir e absorver a proteína dos alimentos.

Frutas cítricas

É importante ficar atento à carência de vitamina C, que atua diretamente no fortalecimento do sistema imunológico, além de favorecer a síntese e a formação de colágeno, proteína essencial para a regeneração da pele. Diversifique e inclua laranja, kiwi, acerola, caju, mexerica e goiaba branca nas compras.

Carnes magras

A ingestão adequada de proteínas também é essencial para otimizar a cicatrização. Na digestão das proteínas, formam-se aminoácidos, entre eles, a arginina, que está envolvida em diversas etapas do processo de cicatrização e síntese do colágeno. Opte pelos cortes com menos gordura: peito de frango e, para carne bovina, patinho, lagarto e filé mignon.

Cenoura

O vegetal tem alta concentração de betacaroteno, que é convertido em vitamina A no organismo, nutriente que ajuda na regeneração cutânea e evita inflamações. Outras fontes de vitamina A são manga, mamão, caju, goiaba vermelha, milho, batata-doce, abóbora, moranga, couve, espinafre, brócolis, folhas de beterraba, chicória, alface e agrião.

Folhas verde-escuras

Couve, escarola, espinafre e brócolis, por exemplo, possuem vitaminas B e E que, respectivamente, contribuem para o aumento do número de fibroblastos (células do tecido conjuntivo, que atua na sustentação e no preenchimento dos tecidos) e na síntese do colágeno.

Frutas vermelhas

Os flavonoides, compostos antioxidantes presentes em morango, amora, mirtilo e framboesa ajudam a manter a saúde dos vasos sanguíneos e protegem contra processos inflamatórios. A ação antioxidante também melhora a imunidade e evita infecções.

Gema de ovo

Comer alimentos com ferro nesta fase vai ajudar a manter a oxigenação das células do sangue em um nível normal. O zinco presente no ovo ainda é determinante para a atividade das enzimas envolvidas no crescimento celular e na síntese proteica — o que se reflete na reparação dos tecidos. Lentilha e feijão são outras fontes de ferro e zinco.

Melhor evitar:

Frituras

Os alimentos ricos em gordura não favorecem a resposta imunológica do organismo, já que demandam uma digestão mais demorada. Além disso, a gordura desempenha um papel inflamatório –tudo que seu corpo não precisa neste momento. Cuidado com a gordura saturada presente nas carnes também.

Alimentos industrializados

Os ultraprocessados também não são indicados, justamente porque também contribuem para a inflamação do corpo. Acontece que muitos deles possuem gordura trans, que causa inflamação nas artérias

Doces e açúcar refinado

A absorção do açúcar acaba provocando um processo inflamatório dentro das células. Seu consumo também é relacionado à resistência à insulina, processo em que os tecidos precisam de mais deste hormônio para colocar o açúcar dentro das células. Sem contar que doces em quantidades exageradas provocam inflamação local no intestino.

Fonte: UOL/Viva Bem

beijos, Fran
20/08 2020
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