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Quem tem maior risco de ter uma trombose depois da cirurgia

O risco de ocorrer uma trombose depois de uma cirurgia é maioria quando o paciente tem mais de 60 anos, principalmente idosos acamados, após acidentes ou AVC, por exemplo.

No entanto, outros fatores que podem aumentar o risco de ter uma trombose venosa profunda depois de uma cirurgia são:

  • Cirurgia feita com anestesia geral ou peridural;
  • Obesidade;
  • Tabagismo;
  • Uso de anticoncepcional ou outras terapias de reposição hormonal;
  • Ter câncer ou fazendo quimioterapia;
  • Ser portador do sangue do tipo A;
  • Ter doenças no coração, como insuficiência cardíaca, varizes ou problemas no sangue como trombofilia;
  • Cirurgia feita durante a gestação ou logo após o parto;
  • Caso haja uma infecção generalizada durante a cirurgia.

Quando ocorre a formação de um trombo devido a uma cirurgia, há grandes chances de desenvolver embolia pulmonar, pois os coágulos diminuem ou obstruem a passagem de sangue alojando-se nos pulmões, situação que é grave e causa risco de morte.

Além disso, também pode ocorrer inchaço, varizes e pele acastanhada nas pernas, que em casos mais graves, e pode levar a gangrena, que é a morte das células devido à falta de sangue.

Fonte: Tua Saúde

beijos, Fran
14/08 2021
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Como é feita a cirurgia de mudança de sexo

A cirurgia de redesignação sexual, transgenitalização, ou neofaloplastia, popularmente conhecida como cirurgia de mudança de sexo, é feita com o objetivo de alterar as características físicas dos órgãos genitais, de forma a que a pessoa possa ter um corpo adequado ao que considera correto para ela mesmo.

Esta cirurgia pode ser realizada em pessoas do sexo feminino ou masculino, e inclui complexos e longos procedimentos cirúrgicos, que envolvem tanto a construção de um novo órgão genital, chamado de “neopênis” ou “neovagina”, assim como a remoção de órgãos acessórios, como testículos, mama, útero e ovários.

Antes de fazer este tipo de procedimento é aconselhado fazer acompanhamento médico prévio para iniciar o tratamento hormonal, além do acompanhamento psicológico, de forma a que seja possível determinar que a nova identidade física irá ser adequada à pessoa.

Redesignação: como é feita a cirurgia de mudança de sexo

Onde é feita

A cirurgia de mudança de sexo pode ser feita pelo SUS desde 2008, entretanto, como a espera na fila pode durar vários anos, muitas pessoas optam por fazer o procedimento com cirurgiões particulares.

Como é feita

Antes da realização da cirurgia de redesignação, algumas etapas importantes devem ser seguidas:

  • Realização de acompanhamento com psicólogo, psiquiatra e assistente social;
  • Assumir socialmente o gênero que deseja adotar;
  • Realização de tratamento hormonal para adquirir características femininas ou masculinas, orientadas pelo endocrinologista para cada caso.

Estas etapas prévias à cirurgia duram cerca de 2 anos, e são muito importantes, pois são um passo para a adaptação física, social e emocional.

1. Mudança de feminino para masculino

Existem 2 tipos de técnicas cirúrgicas para a transformação do órgão sexual feminino em masculino:

Metoidioplastia

É a técnica mais utilizada e disponível, e consiste em:

  1. O tratamento hormonal com testosterona faz com que o clitóris tenha um crescimento, ficando maior que o clitóris feminino comum;
  2. São feitas incisões ao redor do clitóris, que é desprendido do púbis, tornando-se mais livre para movimentar-se;
  3. Utiliza-se tecido da vagina para aumentar o comprimento da uretra, que ficará na parte interna do neopênis;
  4. O tecido da vagina e dos pequenos lábios são também utilizados para revestir e dar o formato do neopênis;
  5. O saco escrotal é feito a partir dos grandes lábios e implantes de próteses de silicone para simular os testículos.

O pênis resultante é pequeno, atingindo cerca de 6 a 8 cm, entretanto este método é rápido e capaz de preservar a sensibilidade natural da genitália.

Faloplastia

É um método mais complexo, caro e pouco disponível, por isso muitas pessoas que buscam por este método acabam procurando por profissionais no exterior. Nesta técnica, são utilizados enxertos de pele, músculos, vasos sanguíneos e nervos de outro local do corpo, como do antebraço ou coxa, para a criação do novo órgão genital com maior tamanho e volume.

  • Cuidados após a cirurgia: para a complementação do processo de masculinização, é necessária a remoção do útero, ovários e seios, o que pode ser feito já durante o procedimento ou pode ser agendado para um outro momento. Geralmente, a sensibilidade da região é mantida, e o contato íntimo está liberado, após cerca de 3 meses.
Redesignação: como é feita a cirurgia de mudança de sexo

2. Mudança de masculino para feminino

Para a transformação das genitálias masculinas em femininas, a técnica comumente utilizada é a inversão peniana modificada, que consiste em:

  1. Feitas incisões ao redor do pênis e saco escrotal, definindo a região em que será feita a neovagina;
  2. São removidos parte do pênis, preservando a uretra, a pele e os nervos que dão sensibilidade à região;
  3. São removidos os testículos, preservando a pele da bolsa escrotal;
  4. É aberto um espaço para a brigar a neovagina, com cerca de 12 a 15 cm, utilizando-se a pele do pênis e do saco escrotal para revestir a região. Os folículos pilosos são cauterizados para não serem crescerem pêlos na região;
  5. O restante da pele do saco escrotal e prepúcio são utilizados para a formação dos lábios vaginais;
  6. A uretra e o aparelho urinário são adaptados para que a urina saia por um orifício e a pessoa possa urinar sentada;
  7. Utiliza-se a glande para a formação do clitóris, para que a sensação de prazer possa ser mantida.

Para permitir que o novo canal vaginal permaneça viável e não se feche, é utilizado um molde vaginal, que pode ser trocado por tamanhos maiores ao longo das semanas para a dilatação da neovagina.

  • Cuidados após a cirurgia: Atividades físicas e a vida sexual, geralmente, são liberadas após cerca de 3 a 4 meses após a cirurgia. Normalmente é necessário o uso de lubrificantes específicos para a região durante as relações sexuais. Além disso, é possível que a pessoa tenha acompanhamento com ginecologista, para orientações e avaliações da pele da neovagina e uretra, entretanto, como a próstata permanece, também pode ser necessária a realização de consultas com o urologista.

Além disso, após qualquer cirurgia, é recomendado fazer refeições leves, respeitar o período de repouso recomendado pelo médico, além de usar medicamento prescritos para aliviar as dores, como anti-inflamatórios ou analgésicos, para facilitar a recuperação. 

Fonte: Tua Saúde

beijos, Fran
05/08 2021
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Exames pré-operatórios para cirurgia plástica

Antes de realizar uma cirurgia plástica, é importante que sejam realizados exames pré-operatórios, que devem ser indicados pelo médico, como o objetivo de evitar complicações durante o procedimento ou na fase de recuperação, como anemia ou infecções graves, por exemplo.

Por isso, o médico indica a realização de uma série de exames para determinar se a pessoa está saudável e se é possível a realização da cirurgia. Somente após a análise de todos os exames é que é possível informar à pessoa se é possível realizar a cirurgia plástica sem complicações.

Os principais exames solicitados pelo médico antes da realização de qualquer cirurgia plástica são:

1. Exames de sangue

Exames pré-operatórios para cirurgia plástica

As análises sanguíneas são fundamentais para que se possa saber das condições de saúde geral do paciente, assim, as análises mais solicitadas antes dos procedimentos cirúrgicos são:

  • Hemograma, em que são verificadas as quantidades de hemácias, leucócitos e plaquetas;
  • Coagulograma, que verifica a capacidade de coagulação da pessoa e, assim, identificar o risco de grandes sangramentos durante o procedimento;
  • Glicemia em jejum, já que níveis alterados de glicose no sangue podem colocar em risco a vida da pessoa, principalmente durante uma cirurgia. Além disso, caso a pessoa tenha níveis muito elevados de glicose no sangue, o risco de infecção aumenta, podendo haver uma infecção por um microrganismo resistente, que é difícil de ser tratado;
  • Dosagem de ureia e creatinina no sangue, pois dá informações sobre o funcionamento dos rins;
  • Dosagem de anticorpos, principalmente IgE total e IgE específica para látex, informa se a pessoa possui algum tipo de alergia e se o sistema imunitário está preservado.

Para realizar os exames de sangue pode ser necessária a realização de jejum de pelo menos 8 horas, ou de acordo com a orientação do laboratório ou do médico. Além disso, é recomendado que não se faça uso de álcool ou fume pelo menos 2 dias antes do exame, pois esses fatores podem interferir no resultado.

2. Exame de urina

Exames pré-operatórios para cirurgia plástica

O exame de urina é solicitado com o objetivo de verificar alterações renais e possíveis infecções. Assim, o médico normalmente solicita a realização de um exame de urina tipo 1, também chamado de EAS, em que são observados aspectos macroscópicos, como cor e odor, e microscópicos, como presença de hemácias, células epiteliais, leucócitos, cristais e microrganismos. Além disso, é verificada o pH, densidade e presença de outras substâncias na urina, como bilirrubina, cetonas, glicose e proteínas, por exemplo, podendo informar sobre alterações não só nos rins, mas também no fígado, por exemplo.

Além do EAS, o cirurgião plástico também recomenda a realização da urocultura, que é um exame microbiológico que tem como objetivo verificar a presença de microrganismos causadores de infecção. Pois caso haja suspeita de infecção, normalmente é iniciado o tratamento adequado para evitar o risco de complicações durante o procedimento.

2. Exame cardíaco

Exames pré-operatórios para cirurgia plástica

O exame que avalia o coração normalmente solicitado antes das cirurgias é o eletrocardiograma, também conhecido por ECG, que avalia a atividade elétrica do coração. Por meio desse exame, o cardiologista avalia o ritmo, velocidade e quantidades de batidas do coração, sendo possível identificar qualquer anormalidade.

O ECG é um exame rápido, tem duração média de 10 minutos, não causa dor e não necessita de preparo específico.

4. Exame de imagem

Exames pré-operatórios para cirurgia plástica

Os exames de imagem variam de acordo com o tipo de cirurgia plástica a ser realizada, porém todos possuem o mesmo objetivo, que é avaliar a região em que a cirurgia será realizada e verificar a integridade dos órgãos.

No caso da mamoplastia de aumento, redução e da mastopexia, por exemplo, são indicadas a realização de ultrassonografia das mamas e da axila, além da mamografia caso a pessoa tenha mais de 50 anos. Já no caso da abdominoplastia e da lipoaspiração, normalmente são recomendadas a realização de ultrassonografia de abdômen total e da parede abdominal. Para as cirurgias de rinoplastia, por exemplo, o médico normalmente solicita a realização da tomografia dos seios da face.

Para a realização dos exames de imagem normalmente não são necessários qualquer tipo de preparo, mas é importante seguir as indicações e orientações do médico ou do local em que será realizado o exame.

Quando fazer os exames médicos?

Os exames devem ser feitos com pelo menos 3 meses para a cirurgia plástica, pois exames realizados com mais de 3 meses podem não representar a condição real da pessoa, uma vez que podem ter havido alterações no organismo.

Os exames são solicitados pelo cirurgião plástico e têm como objetivo conhecer a pessoa e identificar possíveis alterações que podem colocar o paciente em risco durante o procedimento. Por isso, é importante que todos os exames sejam realizados para garantir o sucesso e segurança do procedimento cirúrgico.

Os resultados dos exames são analisados pelo médico e pelo anestesista e, caso esteja tudo bem, a cirurgia é autorizada e realizada sem quaisquer risco.

Fonte: Tua Saúde

beijos, Fran
29/07 2021
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