Plásticas
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Seroma – Causas e tratamento

 
 
Seroma é uma coleção líquida com o aspecto e composição semelhante ao plasma, que pode se acumular em espaços abaixo da pele no pós-operatório de cirurgias. Embora contenha menos oxigênio, menos alfa e gamaglobulina e maior quantidade de radicais ácidos, se desenvolve na espessura do tecido subcutâneo determinando um abaulamento e flutuação local. Sua formação se dá através do extravazamento de plasma ou linfa. O seroma e diferente do hematoma, porque este último é constituído em sua maior parte de células vermelhas; mas pode estar associado a ele,caracterizando o chamado sero-hematoma. Também difere do abscesso, que é o resultado de um líquido infectado e contém muitas células brancas do sangue com o intuito de combater aquela infecção e de microrganismos.
 
QUANDO APARECE?
 
 Seu aparecimento ocorre durante as primeiras semanas de pós-operatório. É mais freqüente naquelas cirurgias plásticas que envolvem descolamentos maiores de tecidos, como as abdminoplastias, principalmente as cirurgias realizadas em paciente pós-obesos, cirurgias de inclusão de próteses, expansores cutâneos, reparadoras e outras. Poderá também acontecer em cirurgias de redução mamária, mastectomias e nas lipoaspirações mais volumosas. A radioterapia no tratamento de câncer mamário pode aumentar a incidência do seroma.
 
SINTOMATOLOGIA:
 
– abaulamento local;
– flutuação;
– sensação de deslocamento de líquido na região operada;
– ausência de sinais inflamatórios como febre, dor e vermelhidão,
– o líquido pode ser apenas seroso, de uma cor citrina suave, fluída; de acordo com a contaminação sangüínea maior ou menor poderá assumir matizes avermelhadas e densidades variadas, mas com tendência a fluidez. Em seromas cronicamente instalados podem aparentar uma tonalidade achocolatada. Nos casos com infecção a sintomatologia inflamatória poderá está presente e o líquido puncionado poderá ter odor característico.
– o seroma poderá ser expelido espontaneamente no pós-operatório imediato e causar um grande susto ao paciente pela eliminação copiosa do líquido através da ferida operatória recente.
 
O QUE FAZER?
 
– punções repetidas e programadas em curto espaço de tempo;
– realizar as punções em condições máximas de assepsia;
– fazer um ponto de anestésico local para prevenir a dor durante o manuseio da punção;
– a punção se faz através de uma agulha de grosso calibre e seringa;
– controle clínico e, se necessário, a prevenção com antibiótico, pois tal coleção é susceptível de infecção;
– se for evidenciada suspeita de infecção colher material para bacterioscopia, antibiograma e suporte clínico terapêutico; a sintomatologia inflamatória deve ser avaliada e combatida com prescrição médica adequada;
– manter o paciente sob controle médico cirúrgico observando que o objetivo do tratamento é a diminuição do volume e a compressão suave para reduzir o espaço de descolamento (loja do seroma).
 
COMO PREVENIR?
 
– realizando uma boa investigação clínica do paciente; pedidos de exames de pré-operatório;
– estar ciente desta possibilidade de evento naqueles pacientes que submetidos a cirurgias com grandes descolamentos;
– evitar espaços mortos (lojas ou espaços descolados) no fechamento do tecido celular subcutâneo;
– utilização de drenos de aspiração contínua, sob pressão negativa, enquanto houver drenagem de secreção significativa;
– utilização de curativos compressivos e cintas modeladoras; o curativo, um dos itens de extrema importância no seguimento do paciente, é feito para promover a aderência e cicatrização tecidual, prevenindo espaços para o acúmulo do seroma.
IMPORTANTÍSSIMO: O seroma torna-se encapsulado se não for reabsorvido espontaneamente e se não for drenado. O organismo produz uma cápsula fibrosa à sua volta para isolá-lo, caso não seja drenado e permaneça assim por tempo muito prolongado. Depois da formação de cápsula envolvendo seromas antigos, as punções tornam-se ineficientes e o tratamento adequado será cirúrgico, com a finalidade de remover toda a cápsula (capsulectomia) e o seroma. Um seroma encapsulado produz aspecto abaulado, endurecido e fixo, como o de uma tumoração abaixo da pele. Por vezes apresenta retração visível na pele.
 
Fonte: bgcirurgiaplastica
beijos, Fran
31/07 2017
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